Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

Mês: novembro 2016 (Page 1 of 2)

Vírgula com “mas” – quando utilizar?

Na maior parte dos casos, a vírgula antes “mas” é obrigatória. No entanto, há situações em que a vírgula é facultativa e até mesmo proibida. Neste artigo, vamos explicar todas as regras. Vejamos!

Quando a vírgula com “mas” é obrigatória?

O uso da vírgula é obrigatório quando “mas” assume a função de advérbio ou de conjunção adversativa.

“Mas” como conjunção adversativa

Quando “mas” é uma conjunção adversativa — ou seja, quando expressar uma ideia de oposição ou contraste —, deve ser precedido de vírgula.

  • Ele chegou atrasado, mas conseguiu entrar;
  • João não disse, mas estava, sim, com fome;
  • Nós fomos premiados, mas não estamos felizes;
  • Gostaria de ir ao shopping, mas estou sem dinheiro.

Além de “mas”, existem outras conjunções e locuções conjuntivas adversativas. Entre elas, podemos citar: contudo, porém, entretanto, todavia, ainda assim, apesar disso, no entanto, etc. Todas devem ser precedidas de vírgula.

  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, mas o sol não apareceu;
  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, contudo o sol não apareceu;
  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, porém o sol não apareceu;
  • Nós fomos passar o fim de semana na praia, no entanto o sol não apareceu.

Mas como advérbio

A vírgula também deve ser empregada quando “mas” for um advérbio, usado para reforçar o que já foi dito.

  • Fiquei desapontada, mas muito desapontada com o seu comportamento;
  • Ele é tão, mas tão carinhoso comigo!;
  • A comida estava gostosa, mas gostosa em um nível absurdo!
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Vírgula: guia completo de quando utilizar

O uso da vírgula é um dos temas que mais gera dúvidas na hora de produzir um texto. Por isso, neste artigo, listamos os casos em que esse sinal de pontuação é obrigatório, proibido e facultativo. Vamos lá!

Guia completo da vírgula

Ordem direta

Antes de avançarmos, é preciso lembrar que, para utilizar bem a vírgula,  é importante conhecer bem a ordem direta:

  • Sujeito + Verbo + Complemento Verbal;
  • Sujeito + Verbo de Ligação + Predicativo.

Em regra, alterações nessa sequência demandam o uso da vírgula. Dito isso, vamos explorar todas as situações que envolvem esse sinal de pontuação.

Quando utilizar a vírgula?

Vejamos abaixo quando usar vírgula obrigatoriamente.

1) Intercalações

Em geral, as intercalações ocorrem quando há uma quebra da ordem direta e o termo deslocado fica no meio da frase. Nessas situações, o trecho ou elemento intercalado deve ficar entre vírgulas.

Vejamos os principais casos de intercalação:

  1. a) Do adjunto adverbial:

Ex: saiu, naquela manhã, para assumir o novo posto.

  1. b) Da conjunção:

Ex: sabia, todavia, que não poderia mais retornar.

  1. c) Dos termos explicativos ou corretivos:

Ex: ele era um homem dedicado, isto é, não faltava nunca.

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Sentido estrito ou stricto?

Mulher-de-óculos-lendo-livro

Alguns termos são incorporados do latim ao português com a grafia mais antiga. É o caso do vocábulo que dá título a este texto.

Dessa forma, é correto escrever a expressão “sentido stricto”, que é a mesma coisa que sentido restrito.

ex: Toda lei pode ser analisada em sentido stricto ou amplo.

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Ceita x Seita

Cruz e Sombra

Cruz e Sombra

Parônimos são palavras que possuem grafia e sons parecidos, mas significados distintos. É o caso dos vocábulos seita e ceita.

Ceita

Segundo o dicionário Priberam, ceita significava o montante que indivíduos tinham que pagar para não precisar servir na praça de Ceuta.

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A camisa é listada ou listrada?

Existe no português um fenômeno que se chama formas gráficas variantes, que são grafias diferentes para um mesmo termo. É o caso da dupla de palavras listada e listrada. As duas formas estão corretas, já que lista e listra são vocábulos sinônimos.

Forma mais comum

Atualmente, a forma mais utilizada é listrada ou listrado.

ex: Ele tem uma camisa listrada.

Porém, listada também é aceita.

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Fruto x Fruta

O professor Sérgio Rodrigues ensina um método super rápido de descobrir se o correto é utilizar fruto ou fruta.

Fruta é o fruto comestível.

Assim, toda fruta é um fruto, mas nem todo fruto é uma fruta. Por exemplo, a mamona é fruto da mamoneira. Afinal, ninguém em sã consciência come mamona. Já abacate é a fruta do abacateiro, pois é comestível.

Fácil, né?

Veja mais (vídeo):

Costumar x Acostumar

Costumar-x-acostumar

Apesar de serem muito parecidas e serem usadas (erroneamente) como sinônimas, as palavras costumar e acostumar possuem significados distintos. Pode-se dizer que elas descrevem partes de um mesmo processo, que é adquirir e conviver com um hábito. Vejamos!

Acostumar

Significa adquirir um hábito.

ex¹: Com o tempo, acostumei-me a caminhar todos os dias.

Perceba que aqui falamos de um processo que foi se consolidando no decorrer do tempo.

ex²: Não me acostumo a esse clima frio.

Observe que a frase fala sobre a recusa de desenvolver um hábito ou gosto.

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Paguei o lojista ou paguei ao lojista?

Afinal, a forma correta é paguei o lojista ou paguei ao lojista? Neste artigo, vamos explicar qual a transitividade deste verbo. Vejamos!

Direto e indireto

O verbo “pagar” é transitivo direto e indireto, ou seja,  ele possui sempre dois complementos (explicitados ou não). Um deles virá acompanhado de preposição (objeto indireto) e outro sem (objeto direto).

O verbo “pagar” possui uma peculiaridade: o objeto indireto será sempre representado pela pessoa (física ou jurídica) e o direto pelo coisa.

Então o correto é: “Paguei ao lojista”.

Veja outro exemplo:

ex: “Paguei o bolo à Maria”.

OBSERVE: Paguei + o bolo (objeto direto) + à Maria (objeto indireto).

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Crianças surdas aprendem português com jogo gratuito

Descrição da imagem: A imagem mostra uma tela do jogo Wyz, na qual aparecem o personagem e uma mulher fazendo tradução para LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais.

Descrição da imagem: A imagem mostra uma tela do jogo Wyz, na qual aparecem o personagem e uma mulher fazendo tradução para LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Uma iniciativa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em parceria com a Apple reuniu inovação, tecnologia, acessibilidade e gameficação para criar o Wyz, jogo que auxilia na aprendizagem da língua portuguesa para crianças surdas.  A ferramenta, que é gratuita, foi lançada em março de 2016.

A equipe de desenvolvedores trabalhou em parceria com a professora Sueli Fernandes, doutora em Letras e especializada em educação para surdos. “Tudo o que tem imagem, foto, desenho e ilustração auxilia a criança a interpretar a letra. Nesse sentido, os jogos são muito legais porque são visuais e apresentam uma narrativa para a criança”, explica.

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