Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

Categoria: Concordância verbal e nominal (Page 3 of 4)

A concordância diz respeito, segundo Fernando Pestana, à conformidade de palavras que mantêm relação entre si.

Ela pode ser nominal ou verbal:

Concordância nominal: trata da variação de gênero e número dos determinantes (artigo, adjetivos, numerais e pronomes) na relação com o substantivo.

Concordância verbal: trata da relação entre o verbo e o sujeito e das respectivas flexões de número e pessoa.

Os textos reunidos nesta categoria tratam de diferentes casos de concordância e abordam as dúvidas mais recorrentes sobre esse tópico.

Plural dos substantivos compostos

concordância nominal

Veja o plural dos substantivos compostos

Uma dúvida muito comum no momento de escrever é como colocar substantivos compostos no plural. Para resolver essa questão, é necessário avaliar a formação de cada vocábulo. Vamos lá!

Substantivos compostos sem hífen

Nesse caso, o plural é semelhante ao dos substantivos simples.

ex¹: Girassol – Girassóis;

ex²: Pontapé – Pontapés.

Leia também: Substantivos: primitivos x derivados

Substantivos compostos com hífen

Aqui é necessário fazer uma divisão, que vai ajudar a entender melhor a formação do plural.

Termos que apresentam flexão de número e gênero (palavras variáveis)

  • Substantivos;
  • Adjetivos;
  • Artigos;
  • Numerais.

Termos que NÃO apresentam flexão de número e gênero (palavras invariáveis)

  • Verbo;
  • Advérbio;
  • Preposição;
  • Conjunção.

Dito isso, vamos em frente!

a) Duas formas

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As milhares ou os milhares de pessoas?

Os milhares ou as milhares?

Os milhares ou as milhares?

Afinal de contas, milhares é feminino ou masculino? De acordo com o dicionário Houaiss, “milhar” é um substantivo masculino. Logo a forma correta do plural é “os milhares”.

Ex¹: Os milhares de pessoas que estavam lá assistiram à cena com espanto.

Ex²: Os milhares de meninas que sofrem com machismo devem contar com suporte especializado.

Veja mais:

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Dentre x Entre – quando usar cada termo?

Entre é uma preposição que, em geral, significa “no meio de”. Por sua vez, dentre é a contração de duas preposições (“de” + “entre”) e equivale à expressão “do meio de”.

Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada um dos termos. Confira!

Dentre x Entre: quando usar cada termo?

Quando usar “entre”?

De acordo com o gramático Evanildo Bechara, a preposição entre denota a posição intermediária no espaço e no tempo (real ou figurado).

Nessa linha, Celso Cunha e Lindley Cintra acrescentam que, além das relações temporal e espacial, a preposição também pode representar uma noção.

Vejamos alguns exemplos de cada tipo de relação:

  • Espaço: “Há uma conjunção adversativa entre a primeira e a segunda oração.”
  • Tempo: “O percurso até minha cidade natal leva entre duas e três horas.”
  • Noção: “Entre o que eu sonho e o que eu alcanço, está minha atidude com relação aos obstáculos que aparecem pelo caminho.

Vale destacar que, com essa preposição, podemos utilizar somente os pronomes pessoais oblíquos. Logo devemos dizer “entre mim e você”, e não “entre eu e você”.

Para entender melhor esse ponto, confira o vídeo abaixo:

Quando usar “dentre”?

De acordo com o gramático Domingos Paschoal Cegalla, dentre é a contração das preposições “de” e “entre” e equivale à expressão “do meio de”.

A preposição é utilizada, em geral, com verbos que indicam movimento e que, por regência, pedem o uso da preposição “de”, como sair, surgir, retirar, extrair, etc.

Vejamos alguns exemplos de uso dessa expressão:

  • Dentre as uvas da parreira, o vinicultor retirou as mais saborosas.
  • Dentre os formandos de 2010, saíram profissionais de sucesso.
  • Surgiu dentre aqueles garotos um craque do futebol mundial.

Resumo

Para fechar este artigo, vamos fazer um resumo do tema. Devemos utilizar a preposição dentre quando o verbo pedir o uso da preposição “de”. Nos demais casos, utilizaremos entre.

Uma forma prática de entender o uso de cada um dos termos é saber que:

  • Dentre = “do meio de”
  • Entre = “no meio de”

Então, em caso de dúvida, basta substituir as preposições pelas expressões acima.

*

Fontes:

  • Moderna Gramática Portuguesa – Evanildo Bechara;
  • Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla;
  • Nova Gramática do Português Contemporâneo – Celso Cunha e Lindley Cintra.

Atender o cliente ou ao cliente?

atender o cliente ou ao cliente?

O verbo atender pode ser transitivo direto ou indireto. Em cada caso, ele tem um significado distinto, como explica o Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. Vejamos:

Atender (transitivo direto)

Tem o sentido de ouvir, responder ou servir.

ex: O vendedor atendeu o cliente.

Atender (transitivo indireto)

Tem o significado de acolher, prestar atenção e levar em consideração.

ex¹: Atendendo aos apelos, o técnico decidiu substituir o jogador.

ex²: Atendendo às suas recomendações, fizemos as adequações no projeto.

Telefone

No caso de atender o telefone, as duas formas são aceitas.

ex¹: Ele atendeu o telefone.

ex²: Ele atendeu ao telefone.

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Veja mais:

Resultar de x Resultar em

Resultar de x resultar em

Alguns verbos mudam de significado quando utilizados com determinadas preposições. É o caso de resultar. Vejamos:

Resultar de – Nessa construção, nos referimos aos elementos que formam algo. A ideia é de origem. Refere-se a algo que vem antes.

ex: A água resulta da combinação de hidrogênio e oxigênio.

Ou seja, a origem da água é a combinação de hidrogênio e oxigênio. Os dois elementos têm de existir para termos água.

Resultar em – A ideia aqui é de consequência, de produto, de efeito. Refere-se a algo que vem depois.

ex: A soma de chuva e terra resulta em lama.

Ou seja, o resultado, o efeito, a consequência da soma de chuva e terra é lama. Primeiro a combinação para depois termos a lama.

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EU e MIM – como usar um e outro?

Eu-x-mimQuem nunca sofreu (ouvindo ou falando) falando mim no lugar de eu? Esse é um dos equívocos mais comum na língua portuguesa. Então, vamos desfazer essa confusão.

Quando usar “eu”?

“Eu” é um pronome pessoal do caso reto. Segundo as regras gramaticais, ele deve sempre ser usado como sujeito das orações, indicando quem realiza a ação. Vejamos alguns exemplos:

  • Eu fui ao colégio ontem à tarde.
  • Isso é para eu fazer ou para você fazer?
  • Se fosse eu, não iria à essa festa.

Quando usar “mim”?

Já “mim” é classificado como um pronome pessoal do caso oblíquo. Dessa forma, ele aparecerá nas orações na função de complemento nominal ou de objeto indireto, o que significa que sempre virá precedido de uma preposição.

Vamos conferir alguns casos de uso desse termo:

  • Você sentiu muito falta de mim quando viajou?
  • Para mim, é importante que todos estudem com disciplina.
  • Suas palavras doeram em mim.

Para eu ou para mim?

As duas formas são possíveis na língua portuguesa, mas devem ser utilizadas em situações diferentes. Vamos analisar cada caso.

Quando usar “para eu”?

Nesse caso, você deve se lembrar da seguinte regra: pronome oblíquo não conjuga verbo, ou seja, quando estivermos indicando o sujeito de um verbo, devemos utilizar “eu”, porque “mim não faz coisa alguma.

Uma dica preciosa é ficar de olho nos verbos no infinitivo, aqueles terminados em -ar, -er, -ir, -or:

  • Para eu fazer isso, é preciso que você me ajude.
  • Para eu ir bem  na prova, eu preciso resolver muitas questões.
  • Isso é para eu lembrar de nunca dormir tarde em semana de prova.

Quando usar “para mim”?

Usamos “para mim”, quando o pronome oblíquo for complemento de um termo que pede a preposição “para”:

  • Márcio comprou um presente para mim.
  • Juca escreveu uma carta para mim.

Note que a expressão “para mim” pode vir deslocada quando ocorre alguma inversão da ordem direta em uma frase:

  • Para mim, é fundamental chegar cedo no trabalho.

Colocando a frase na ordem direta, temos: “Chegar cedo no trabalho é fundamental para mim.”

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O óculos ou os óculos?

Os óculos ou o Óculos-

A palavra “óculos” é uma pluralia tantum, ou seja, existe somente no plural. Dessa forma, o artigo ou o pronome que acompanha deve sempre estar no plural.

Ex1: Esqueci meus óculos.

Ex2: Peguei os óculos.

Jamais:

Esqueci meu óculos ou Peguei o óculos.

Existe a palavra óculo?

A palavra “óculo”, no singular,  existe na língua portuguesa. De acordo com o dicionário Aulete, ela possui os seguintes significados:

  1.  Qualquer instrumento ótico provido de lente de aumento, para ampliar a visão.
  2. Abertura circular ou oval em uma parede, para passagem da luz ou do ar.

*

Gostou do texto e quer aprofundar seus conhecimentos na língua portuguesa? Então, continue seus estudos com a Gramática On-line do Clube do Português.

Não existe a neném, só o neném – entenda o que é substantivo sobrecomum

Por que não se pode dizer “a neném“? Neste artigo, vamos explicar, porque esse termo só pode ser utilizado no masculino. Vejamos!

Substantivo sobrecomum

O substantivo neném é sobrecomum. Isso significa que ele não apresenta  flexão de gênero. Então, sempre será utilizado no masculino.

ex: Minha filha é um neném muito lindo.

ex: Aquele neném é uma menina linda.

O bebê x A bebê

Já o substantivo bebê é comum de dois gêneros, ou seja, apresenta uma só forma para o masculino e para o feminino e a variação de gênero é indicada pelo artigo.

ex: Minha filha é uma bebê muito linda.

ex: Meu filho é um bebê muito lindo.

Esquematizando

  • Neném: substantivo sobrecomum – apresenta somente um gênero (masculino).
  • Bebê: substantivo comum de dois gêneros – a variação de gênero é indicada pelo artigo (a, o, um e uma).

Gostou do texto? Então, vale a pena ver o vídeo que fizemos sobre a diferença entre TAPAR e TAMPAR:

Aprofunde seus estudos e conheça os principais casos de concordância verbal e nominal:

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