Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

Categoria: Crase (Page 1 of 7)

A confirmar ou À confirmar: tem crase?

Afinal, a forma correta é “a confirmar” ou “à confirmar”? Temos ou não um caso de crase nessa expressão? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida.

Quando usar a crase?

Antes de avançarmos, vamos relembrar os casos em que ocorre a crase.

Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Isso ocorre em três casos:

  1. Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
  2. Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
  3. Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Crase antes de verbo

Em regra, a crase só aparecerá antes de termos substantivados. Dessa forma, não se utiliza o acento grave antes de verbos, porque esses elementos não podem ser antecedidos por artigo ou pronome demonstrativo.

Nesse sentido, a forma correta é “a confirmar”, sem a ocorrência de crase. Nesse caso, temos apenas o usa da preposição “a”. Assim, a grafia “à confirmar”, com acento grave, está incorreta e não deve ser utilizada.

Exemplos com “a confirmar”

Vejamos alguns exemplos para fixar essa regra:

  • A consulta está a confirmar, mas a secretária do médico ficou de me dar um retorno ainda hoje.
  • As atualizações do seu perfil estão a confirmar. Em alguns instantes, você deve receber um e-mail com instruções para continuar o processo.
  • A confirmar o que estamos planejando, teremos um dos maiores projetos da empresa.

Gostou do artigo? Então, vale a pena aprofundar seus conhecimentos com nosso Guia Completo da Crase.

A caminho ou À caminho: ocorre crase?

A forma correta é “a caminho” sem o acento grave. No caso dessa expressão, não estamos diante de uma ocorrência de crase. Neste artigo, vamos explicar por que.

A caminho x À caminho: qual a forma correta?

O que é crase?

Antes de avançarmos, vamos relembrar o conceito de crase. De acordo com o gramático Napoleão Mendes de Almeida, trata-se da fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” ou com os pronomes demonstrativos “a”, “aquele”, “aquela” ou “aqueles”.

Nesses casos, usamos o acento grave para indicar a contração de vogais iguais, ou seja, de dois “as”.

Locuções com palavras masculinas

Em regra em locuções formadas com palavras masculinas, não há ocorrência de crase. É examente o caso da locução adverbial de modo “a caminho“.

Outros exemplos que seguem a mesmo prescrição são: a caráter, a gás, a vapor, a prazo, a tiracolo, a pé, etc.

Não usamos o acento grave nessas expressões, porque não temos o encontro ou fusão de duas letras “a”. Afinal, antes de substantivos masculinos usamos o artigo definido masculino “o”.

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À força, a força e aforça – quando usar cada um?

As construções à força, a força e aforça existem na Língua Portuguesa, mas têm usos e significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como usar cada uma. Confira!

À força, a força e aforça: quando usar cada um?

Quando usar “à força”?

A expressão à força é uma locução adverbial que indica algo que foi feito por meio de coerção ou de obrigação. Ela é sinônimo de “forçado”:

  • Os policiais conduziram o criminoso à força, pois ele resistiu à prisão.
  • Se você não fizer o que estou pedindo, terei que fazê-lo à força.
  • Toda atividade que é feita à força não gera reflexão.

Na Língua Portuguesa, todas as locuções que possuem como núcleo uma palavra feminina devem receber o acento grave.

Vale destacar que, segundo o gramático Evanildo Bechara, trata-se na verdade de um acento diferencial, que é utilizado por motivo de clareza. Por isso, não configura uma caso de crase, porque há somente a preposição “a”, e não a fusão dela com o artigo feminino “a”.

A força de

Diferentemente de à força, a expressão à força de é uma locução prepositiva que significa à custa de ou por meio de:

  • À força de muito sacrifício, aquela senhora criou os filhos e os netos.
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Verás que um filho teu não foge à luta ou a luta?

O trecho correto do hino nacional brasileiro é “verás que um filho seu não foge à luta“, com crase. Neste artigo, vamos explicar por que devemos utilizar o acento grave nessa frase. Confira!

Quando ocorre a crase?

Antes de qualquer coisa, vamos conferir o conceito de crase. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

  1. a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
  2. b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
  3. c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Quando isso ocorre, devemos usar o acento grave em cima da letra “a”.

Fugir a x Fugir de

O verbo “fugir” tem duas regências distintas. Ele pode aparecer com a preposição “a” e com a preposição “de”. Em cada caso caso, ele terá um significado distinto.

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Crase com senhora, senhorita e dona – quando usar?

A crase com os pronomes de tratamento senhora, senhorita e dona é facultativa. Neste artigo, vamos explicar melhor essa questão. Confira.

Quando ocorre a crase?

Antes de mais nada, vamos rememorar o conceito de crase. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

  1. a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
  2. b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
  3. c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Quando isso ocorre, devemos usar o acento grave em cima da letra “a”.

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Bife a cavalo x Bife à cavalo – tem crase?

A forma correta é “bife a cavalo“, sem ocorrência de crase. Neste artigo, vamos explicar por que não devemos utilizar o acento grave nessa expressão. Confira!

Quando usar crase?

Antes de avançarmos, vamos relembrar o conceito de crase. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

  1. a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
  2. b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
  3. c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Quando isso ocorre, devemos usar o acento grave em cima da letra “a”.

Crase com palavras masculinas

Em regra, não ocorre crase antes de palavras masculinas, a menos que as expressões “à moda” ou “à maneira” estejam subentendidas.

ex: Neymar fez um gol à Romário (à maneira de Romário).

Não é isso que ocorre na expressão “bife a cavalo“. Nesse caso, não se quer dizer que o bife é preparado da maneira como um cavalo o faria. Por isso, não estão implícitas as locuções “à maneira de” ou “à moda de”. Logo, não devemos utilizar o acento grave.

Destaca-se ainda que o mesmo entendimento é válido para a expressão “frango a passarinho”. Nessa situação, também não ocorre a crase.

O que é bife a cavalo?

Bife a cavalo é um prato que consiste em um bife com um ovo estrelado por cima. Trata-se de uma comida típica da culinária portuguesa e brasileira. Em geral, ele vem acompanhado de batata frita, arroz e salada.

A iguaria tem origem europeia, crê-se da Inglaterra. Na França ficou conhecido como bifteck à cheval ou œuf à cheval (ovo a cavalo), consistindo em bife de carne grelhado, sendo colocados por cima ovos fritos. O nome provavelmente surgiu pela aparência do prato lembrar as selas de montaria.

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Gostou deste post? Aprofunde ainda mais seus conhecimentos com nosso guia completo da crase.

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Para você aprofundar seus conhecimentos sobre a crase, preparamos aqui um guia completo:

Chamar atenção, chamar a atenção e chamar à atenção – quando usar cada um?

As expressões chamar atenção, chamar a atenção e chamar à atenção estão corretas. Neste artigo, vamos mostrar quando e como usar cada uma!

A forma correta de utilizar o substantivo feminino “atenção” é uma das dúvidas clássicas na escrita de boa parte dos brasileiros. As três formas de escrita estão corretas. Isso pode ser bom ou ruim. Muitos tendem se confundir, ainda mais.

Três formas de escrever pode parecer muito, mas, arriscamos afirmar que se o escritor entender o significado de cada formação do artigo “a” com o substantivo, não terá dificuldades para inserir nas frases.

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A mercê x À mercê – quando usar cada expressão?

A forma correta é à mercê, com acento grave, mas a construção a mercê também possível na língua portuguesa. Neste artigo, vamos mostrar qual regra da crase se aplica a essa expressão. Vejamos!

Núcleo feminino

Para entender por que estamos diante de um caso de crase, vamos analisar os termos que compõem a locução prepostiva à mercê de. O termo é formado pela preposição “a” com o substantivo feminino mercê, que significa:

  1. recompensa por algum trabalho ou serviço.
  2. favor, graça, benefício.

Todas as locuções que tem núcleo feminino, devem ser craseadas: à toa, à mão, à esquerda, à direita, à caneta, à deriva, etc.

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À exceção de x Com exceção de – quando usar cada um?

A protagonista desse texto é, mais uma vez, a danadinha da crase. Voltamos a esse tema até porque, à exceção dele, muito pouca coisa causa tantas dúvidas na Língua Portuguesa.

É o caso da própria locução “à exceção de”, que inicia com a crase pela contração da preposição “a” com o artigo “a”. Como diria a professorinha: “crase há!”. Mas por que, se é equivalente à expressão “com exceção de”, que nem artigo tem?

A analogia faria sentido se aplicada a regrinha prática de verificação da existência de crase antes de substantivos femininos, aquela cuja dica é substituir a palavra feminina por uma masculina de mesmo valor semântico, como em “Vou à cidade”/“Vou ao centro”.

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Crase com palavras ocultas – quando e como utilizar?

É possível usar crase com palavras ocultas? Neste artigo, vamos responder essa questão e mostrar como funciona o acento grave nesses casos. Vejamos!

A sentença “Quem não é visto não é lembrado” faz sentido? Para um monte de coisas, não é? Porém, no mundo da Língua Portuguesa, não é bem assim. A ocultação de palavras é permitida e bem comum, mas a omissão da crase onde ela for exigida, não.

Mais do que isso, é obrigatória. Até porque tal palavra não desaparece simplesmente; ao contrário, como o termo regente da oração, deve continuar existindo na cabeça do leitor para que a sentença persista fazendo sentido.

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