Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

Categoria: Estilística e semântica (Page 3 of 3)

Os artigos reunidos nesta categoria abordam os temas da estilística e da semântica.

A estilística é a parte dos estudos da linguagem que preocupa-se com o estilo da escrita. Esse campo aborda principalmente as figuras e os vícios de linguagem.

Já a semântica é a parte dos estudos linguísticos que aborda o significado das palavras, tratando de fenômenos como a polissemia, a homonímia, a transição semântica, entre outros.

Onomatopeia – o que é e exemplos

A onomatopeia é uma figura de linguagem que consiste em utilizar palavras que reproduzem ou sugerem sons específicos. Esse recurso estilístico também é chamado de mimologia.

Neste artigo, vamos explicar melhor o conceito e apresentar exemplos de onomatopeias. Vejamos!

Origem do nome e modos de utilização

A onomatopeia é uma figura de som, ou seja, ela funciona na camada sonora da língua. O termo tem origem grega e significa “criar um nome”.

Esse recurso é muito utilizado na linguagem oral, em especial nas situações mais coloquiais. Na escrita, essa figura aparece muito nas histórias em quadrinho e nas charges.

Vejamos um caso prático de discurso onomatopeico na tirinha do Maurício de Sousa abaixo:

A tirinha mostra o personagem Cebolinha batendo um martelo em uma pedra. Ao lado, aparece a onomatopeia
Foto de divulgação retirada do site G1

O termo “tec” é um exemplo de onomatopeia. Ele reproduz o barulho da ferramenta ao bater na pedra.

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Repetição e retórica: 15 figuras de linguagem para você usar

No campo da estilística, existem diversas formas de usar a repetição de palavras ou frases para melhorar sua argumentação. Neste artigo, vamos mostrar 15 figuras de linguagem desse tipo para você aprimorar seus textos.

1) Epizeuxe ou paliologia

A epizeuxe é uma figura de linguagem que, segundo o dicionário Michaelis, consiste na repetição da mesma palavra sem o uso da conjunção.

O objetivo é amplificar um argumento, exprimir compaixão ou fazer uma exortação.

Ex: Corra, corra, corra, que a aula já vai começar!

2) Epanáfora

Epanáfora é a repetição de uma mesma palavra no início de todas frases ou versos.

ex: A escrita é filha da leitura. A escrita é irmã da experiência. A escrita é gêmea da personalidade.

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Eufemismo – o que é, quando usar, exemplos

O eufemismo é uma figura de linguagem que consiste em suavizar uma ideia negativa. O objetivo é substituir palavras mais chocantes e pesadas por outras mais suaves e agradáveis.

Neste artigo, vamos fazer uma análise completa desse recurso estilístico. Você vai entender:

  • Exemplos de uso do eufemismo;
  • Quando usar eufemismo;
  • Origem da palavra eufemismo;
  • Antônimo de eufemismo.

Vamos lá destrinchar essa figura de pensamento então!

Exemplos de eufemismo

Ex1: Ele foi morar no andar de cima (em vez de ele morreu).

Ex2: Aquele homem vive de caridade pública (em vez de “vive de esmola”).

Ex3: O meu amigo é desprovido de inteligência (em vez de “é burro”).

Ex4: Mário está mais cheinho (em vez de “está gordo”).

Ex5: O banco reajustou as taxas neste mês (em vez de “aumentou”).

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Black friday: estrangeirismo ou empréstimo linguístico?

Na imagem, está escrito
A expressão é um estrangeirismo ou um empréstimo linguístico?

Se tem um termo que entrou de vez para o vocabulário do brasileiro é black friday. Trata-se de um dia, em geral em novembro, em que vários comerciantes oferecem grandes descontos para atrair mais clientes. Todo ano, milhares de pessoas esperam pela data para irem às compras.

Essa expressão é interessante, porque ela nos permite abordar o tema da incorporação de palavras estrangeiras à Língua Portuguesa, em especial a diferença entre estrangeirismo e empréstimo linguístico. Neste artigo, vamos explicar esses dois conceitos e mostrar em qual deles se encaixa o termo black friday.

Empréstimo linguístico

Quando uma palavra é incorporada a um idioma com alteração na sua grafia, estamos diante de um empréstimo linguístico. Dito de outra forma, são aqueles vocábulos estrangeiros que foram aportuguesados. Vejamos abaixo alguns exemplos:

  • Beef – Bife;
  • Football – Futebol;
  • Picnic – Piquenique;
  • Stress – Estresse;
  • Abat-jour – Abajur.

Uma curiosidade é que alguns termos estrangeiros possuem correspondentes pouco usados no português. Por exemplo, futebol também pode ser chamado de ludopédio e piquenique de convescote.

Por serem estranhos, esses vocábulos não caíram no gosto dos falantes e acabaram esquecidos.

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Figuras de linguagem: o que são, exemplos e como usar

As figuras de linguagem são estratégias estilísticas que visam expressar sentimento e emoção. De acordo com o gramático Rocha Lima, as figuras são recursos que autores usam para conferir vivacidade e beleza ao estilo. 

Elas se dividem em quatro tipos de figuras de linguagem

  • Figuras de palavra; 
  • Figuras de construção; 
  • Figuras de pensamento; 
  • Figuras fônicas. 

Neste artigo, vamos detalhar cada um desses grupos. Vejamos! 

Figuras de palavra 

Nas figuras de palavra ou de estilo, os vocábulos assumem significados diversos daqueles que originalmente possuem. Vejamos quais são essas figuras. 

1) Metáfora

É quando um termo adquire outro significado em decorrência de uma comparação implícita. De acordo com Rocha Lima, a metáfora transporta o nome de um objeto a outro, em decorrência de uma característica que é comum aos dois. 

Por exemplo, a folha da árvore dá nome à folha de papel, porque ambas têm uma espessura pequena. Entenda a metáfora com exemplos

Ex: a tribo vivia no coração da floresta. 

2) Comparação 

Diferentemente da metáfora, a comparação ou símile é uma associação explícita. Por isso, nessa figura, usamos o conectivo ou a expressão que estabelece a comparação. 

Ex: ele é alto como uma montanha. 

3) Metonímia 

Nessa figura, temos uma relação de troca do todo pela parte e vice-versa. Veja exemplos de metonímia.  

Ex: o país (a população do país) vibrou com aquele gol. 

4) Catacrese 

Trata-se de uma metáfora que, de tão usada pelos falantes, perdeu a conexão com a comparação inicial que lhe deu origem. Entenda como usar a catacrese com exemplos

Ex: asa da xícara, pé do sofá, perna da mesa. 

Veja mais sobre essa figura de linguagem no vídeo abaixo: 

5) Perífrase 

Trata-se do uso de mais palavras para expressar uma ideia que poderia ser dita com menos termos. 

Ex: o rei da selva (em vez de “o leão”) é um dos animais mais admirados do mundo. 

6) Sinestesia 

A sinestesia é a figura de linguagem que indica a mistura dos sentidos ou das impressões sensoriais. 

ex: voz áspera, cheiro doce, som aveludado. 

Veja no vídeo abaixo mais informações sobre essa figura de palavra: 

Figuras de construção 

As figuras de construção ou figuras de sintaxe envolvem a alteração da ordem sintática das orações para expressar determinados sentidos ou provocar sentimentos. Vejamos quais são essas figuras. 

1) Hipérbato 

De acordo com o professor Fernando Pestana, trata-se de uma inversão violenta da ordem natural da frase. 

Um exemplo clássico é o hino nacional brasileiro, como você pode conferir no vídeo abaixo: 

OBS: no campo das inversões sintáticas, há ainda a anástrofe e a sínquese. Esta é uma inversão mais branda. Já aquela é uma inversão tão profunda, que torna o significado da frase até obscuro. 

2) Pleonasmo 

É uma das figuras de linguagem mais conhecidas. Segundo Pestana, trata-se da repetição da significação de palavras ou de termos oracionais. 

Ex: chorou um choro profundo. 

Há casos em que o pleonasmo não é utilizado para efeito estilístico, mas é sim fruto de um vício de linguagem. Nesse caso, dizemos que se trata de um pleonasmo vicioso. 

ex: subiu para cima, entrou para dentro, fato real. 

Falei sobre a diferença entre o pleonasmo bom e o ruim no vídeo abaixo: 

3) Anacoluto 

É uma quebra na ordem direta da frase que deixa um termo sem função sintática – normalmente no início da oração, funcionando como um tópico. 

Ex: nosso amor, aquilo era apenas passageiro. 

4) Elipse 

É a omissão de um termo ou de uma expressão. 

Ex: saímos da sala apressados (o pronome “nós” está elíptico). 

Existe uma relação entre a elipse e o uso da vírgula. Falei mais sobre esse tema no vídeo abaixo: 

5) Zeugma

Trata-se de um tipo específico de elipse, que consiste na omissão de um termo anteriormente mencionado. 

Ex: Paulo trabalha com informática; Júlio, com comunicação (o verbo “trabalha” está elíptico na segunda oração). 

6) Assíndeto

É a ausência de síndeto, ou seja, do conectivo que liga orações. 

Ex: fui à feira e comprei: mamão, laranja, maça, goiaba. 

7) Polissíndeto 

É o contrário do assíndeto. Nessa figura de linguagem, há a repetição do conectivo. 

Ex: acordei, e comi, e saí, e trabalhei, e voltei, e dormi. 

8) Anáfora 

É a repetição de uma palavra no início da frase. 

ex: quando não tinha nada, eu quis/Quando tudo era ausência, esperei. 

O professor Fernando Pestana faz uma ressalva importante: “não confunda anáfora, figura de linguagem, com anáfora, processo de coesão. Nesta, um vocábulo tem o papel de retomar outro já mencionado” 

Falei mais da anáfora, figura de linguagem, no vídeo abaixo: 

Figuras de pensamento 

Nas figuras de pensamento, de acordo com Pestana, exploram-se mais as ideias do que as palavras em si ou a disposição delas na frase. Vejamos abaixo quais são elas. 

1) Antítese 

A antítese é um contraste entre duas expressões, pensamentos ou palavras (antônimas). O objetivo é criar uma ideia de oposição. 

Ex: ele adora me odiar. 

2) Oxímoro (paradoxo)

É uma contradição extrema, que implica falta de lógica. 

Ex: na sala, havia uma gritaria silenciosa. 

3) Hipérbole 

A hipérbole é figura de linguagem que indica um exagero. 

Ex: ela chorou rios de lágrimas. 

Falei um pouco mais sobre essa figura de pensamento no vídeo abaixo: 

4) Gradação 

Refere-se a uma enumeração que indica crescimento ou diminuição, configurando um clímax ou um anticlímax. 

Ex: não quero, não posso, não devo. 

Ex: é um pássaro, é um avião, não… é o super-homem. 

5) Eufemismo 

O eufemismo é uma suavização da linguagem. É o ato de usar uma expressão mais branda para expressar uma ideia mais pesada. 

Ex: ele foi morar no andar de cima (em lugar de “ele morreu”). 

Falei um pouco mais sobre essa figura de pensamento no vídeo abaixo: 

6) Ironia 

É uma forma de falar o aposto daquilo que realmente se falou. Em geral, essa figura de linguagem carrega um tom de deboche. 

Ex: ele é um ótimo colega de trabalho, porque fala mal de todo mundo. 

7) Prosopopeia (personificação) 

É a atribuição de características humanas a seres inanimados ou a seres não humanos. Observe exemplos de prosopopeia

Ex: a floresta sofre com a destruição. 

Ex: as paredes dessa empresa ouvem cada coisa. 

No vídeo abaixo, detalhei um pouco mais essa figura de pensamento: 

8) Apóstrofe 

É um chamamento ou uma invocação que se faz no início da frase. 

Ex: Márcia, venha que estou te esperando! 

Figuras fônicas 

Nas figuras de som, a ideia é explorar a camada sonora da linguagem para, segundo Pestana, produzir determinados efeitos. Vejamos quais são elas. 

1) Aliteração 

A aliteração é a repetição de uma mesma consoante em várias palavras da frase. 

Ex: a louça luzia a luz da lâmpada. 

Aprofundei um pouco mais essa figura fônica no vídeo abaixo: 

2) Assonância 

Assonância é, de acordo com Pestana, a repetição da vogal tônica ou do encontro vocálico na sequência da frase. 

Ex: Ana ama Anderson. 

Ex: juro que não acreditei/ Eu te estranhei/ Me debrucei… 

Se quiser saber mais sobre essa figura de som, confira o vídeo abaixo: 

3) Paranomásia 

É um jogo de palavras que consiste na aproximação de termos pela semelhança da forma ou da pronúncia. 

Ex: exportar é o que importa. 

4) Onomatopeia 

A onomatopeia indica palavras que imitam sons. 

Ex: o zum-zum das pessoas pelas ruas era intenso. 

Falei mais um pouco sobre essa figura de linguagem no vídeo abaixo: 

Como usar figuras de linguagem no seu texto? 

Agora que já conhece as figuras de linguagem, vou ensinar para você um método prático para usá-las nos seus textos. 

Primeiro, você deve escrever o conteúdo mais cru, sem se preocupar com as figuras de linguagem. Veja o exemplo abaixo: 

Ex: a leitura constante melhora a escrita. 

A partir daqui, acrescentamos algumas figuras de linguagem. Vamos começar pela apóstrofe (um chamamento ao leitor no início ou no meio do texto). 

Ex: atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. 

Agora, vamos colocar uma metáfora para reforçar o argumento. 

Ex: atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. Cada livro é uma janela que se abre na sua mente. 

Já tá com outra cara, né? Mas cabe ainda uma prosopopeia (atribuição de ações humanas a objetos inanimados). 

Ex: atenção, produtores de conteúdo! A leitura constante melhora a escrita. Cada livro é uma janela que se abre na sua mente. As histórias que as páginas contam enriquecem seu repertório. 

Pronto! Agora temos um parágrafo com um argumento central apoiado por três figuras de linguagem. É esse o papel da estilística.

Anáfora – o que é isso?

Afinal de contas, o que é uma anáfora? O termo pode indicar uma figura de linguagem ou um processo de coesão. Neste artigo, vamos explicar o que é e quando utilizar cada um dos casos. Vejamos!

Figura de linguagem

A anáfora é a repetição de vocábulos ou expressões no início de cada frase ou verso. O professor Fernando Pestana traz dois exemplos do uso desse recurso estilístico:

ex1: Quando não tinha nada, eu quis/ Quando tudo era ausência, esperei/ Quando tive frio, tremi… (Chico César).

ex2: Era uma estrela tão alta!/ Era uma estrela tão fria! / Era uma estrela sozinha… (Manuel Bandeira).

Coesão

Anáfora também é o nome do processo gramatical no qual um vocábulo tem a função de retomar outro anterior – são os chamados termos anafóricos. Eles ajudam a evitar a repetição de palavras.

ex1: Paulo sempre trabalhou muito. Em algumas épocas, ele chegou ater três empregos.

Perceba que o pronome “ele” retoma o substantivo próprio “Paulo”.

ex2: Manaus é uma cidade muito úmida. chove quase todo dia.

Note que o advérbio “lá” se refere à cidade de Manaus anteriormente citada.

Resumo – Anáfora

Para ajudar a fixar o conhecimento, preparamos na imagem abaixo um resumo dos diferentes significados do termo “anáfora“:

A imagem mostra os dois significados de anáfora: figura de linguagem e processo de coesão.

Gostou do texto? Então, vale a pena assistir a nossa série sobre figuras de linguagem:

É correto falar “maiores informações”?

Dizer "maiores informações" não é correto. O melhor é usar "mais informações"
Dizer “maiores informações” não é correto. O melhor é usar “mais informações”

Dica rápida para você não cometer mais este erro. É muito comum esbarrarmos com e-mails e informativos que terminam com a expressão: “para maiores informações, entre em contato”. Neste artigo, vamos explicar por que dizer isso está errado.

Tamanho

Informação não tem tamanho. Então, não pode ser maior, nem menor. Logo, o correto é: “para mais informações, entre em contato”, pois a ideia que se deseja passar é que a pessoa poderá encontrar informações adicionais ou complementares em outro espaço.

Maiores detalhes

A regra também se aplica à expressão maiores detalhes. Não é possível medir o tamanho de um detalhe. Por isso, não temos como compará-los usando esse tipo de escala. Dessa forma, o certo é dizer mais detalhes.

ex: Para mais detalhes, consulte nosso site.

Gostou do texto? Então, vale a pena conferir o vídeo que fizemos sobre se o correto é mais que ou mais do que:

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Conotação x Denotação – qual a diferença?

literal x figurado

Qual a diferença entre conotação e denotação?

Na língua portuguesa, as palavras podem ter  sentido literal ou sentido figurado. Isso acontece, porque os vocábulos não possuem significados estanques e estáticos. Como já explicamos aqui, elas podem sofrer alterações semânticas. É aí que entra a diferença entre conotação e denotação. Vejamos!

Denotação

O sentido denotativo é também conhecido como literal ou próprio. Em outras palavras, ele representa o significado puro e bruto da palavra.

ex: Usei o lápis para rabiscar o papel.

Perceba que o verbo rabiscar não apresenta alteração semântica, ou seja, ele diz exatamente o que quer dizer, não acrescentando sentidos metafóricos.

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O que é elipse?

Algumas vezes, para evitar a repetição de palavras que são facilmente recuperáveis pelo contexto, omitimos termos da oração. Esse artifício é chamado de elipse. 

ex¹: Paulo morava em São Paulo e Pedro, em Brasília.

Note que o verbo “morar” foi omitido da segunda oração. Contudo, o sentido da frase não foi comprometido.

Omissão de mais de um termo

A elipse pode acontecer com mais de um termo.

ex²: João morava em uma casa de Pedro e Maria, em uma de Mauro.

Repare que houve a retirada das palavras “morava” e “casa”.

Dicas bônus

Quando ocorre a elipse verbal, ela deve ser indicada com vírgula. Voltemos ao primeiro exemplo:

Paulo morava em São Paulo e Pedro, em Brasília.

Perceba que a vírgula indica a exclusão do verbo “morar” na segunda oração.

Gostou do texto? Então, sugerimos ler o Guia Completo da Vírgula que preparamos para você e aprofundar seus estudos no tema:

Guia completo da vírgula

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Hiponímia e hiperonímia – o que é isso?

HIPÔNIMO-X-HIPERÔNIMO Hiponímia e hiperonímia são relações entre termos mais amplos e outros mais específicos. Elas se caracterizam por um correlação do tipo contém/está contido. Veja a frase a seguir: ex: Minha mãe adora flores, principalmente, rosas, margaridas e bromélias.

Hipônimo x Hiperônimo

Veja que as palavras rosas, margaridas e bromélias são categorias dentro do grupo mais amplo – flores. Nesse sentido, dizemos que flores é um hiperônimo de rosas, margaridas e bromélias, enquanto estas são hipônimos daquela. Esquematizando: Hiperônimo – termo que caracteriza um grupo mais amplo em relação a um mais específico. ex: Flores Hipônimo – termo que indica uma categoria específica dentro de um grupo mais amplo. ex: Rosas, margaridas e bromélias.

Relações de sentido

Vale destacar que a hiponímia e a hiperonímia se constroem na inter-relação entre as palavras e não com termos isolados. Como bem destaca Evanildo Bechara, “a oposição é um princípio fundamental para determinação da existência dos signos linguísticos”.  Nessa interação entre os termos, flores pode, por exemplo, em casos distintos, ocupar a função de hipônimo. ex: A flora brasileira é composta por uma variedade de flores, árvores e outros tipos de vida vegetal. Perceba que nesse caso flores é hipônimo de flora. Ou seja, uma categoria específica dentro de outra mais ampla. Por fim, vale destacar que o uso de hipônimos e hiperônimos é um excelente ferramenta de coesão, pois ajuda a evitar a repetição de palavras. * Quer aprofundar seus conhecimentos na língua portuguesa? Então, continue seus estudos com a Gramática On-line do Clube do Português. *

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