Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

Categoria: Morfologia (Page 2 of 8)

Conectivos para redação: tipos e exemplos

Neste artigo, você encontrará uma lista de articuladores textuais. Esses conectivos para redação têm a função de relacionar as diferentes partes de um texto e de garantir a coesão da escrita.

Segundo as professoras Ingedore Koch e Vanda Maria Elias, os articuladores se dividem em cinco grandes grupos. Vejamos!

Articuladores de ordenação no tempo e no espaço

O objetivo desse grupo de articuladores é sinalizar relações espaciais ou temporais, indicando e organizando a sequência de episódios e referências em um texto. Confira conectivos exemplos para redação:

  • Exemplos: antes, depois, em seguida, defronte de, além, do lado direito, do lado esquerdo, a primeira vez que, a última vez que, muito tempo depois, logo depois, etc.

Articuladores de relações lógico-semânticas

Esses conectivos estabelecem relações entre os conteúdos de duas orações. Eles se dividem nos seguintes grupos:

  • Condicionalidade: se, caso, desde que, contanto que, a menos que, a não ser que.
  • Causalidade/Causa: porque, como, pois, porquanto, já que, uma vez que, dado que, visto que.
  • Medição/conectivos de finalidade: para que, a fim que, com o objetivo de, com a meta de.
  • Disjunção ou alternância: ou.
  • Temporalidade:
  • Tempo exato, pontual: quando, mal, assim que, nem bem, logo que.
  • Tempo anterior: antes que.
  • Tempo posterior: depois que.
  • Tempo simultâneo: enquanto, ao mesmo tempo que.
  • Tempo progressivo: à medida que, à proporção que.
  • Conformidade: como, conforme, consoante, segundo.
  • Modo: sem que.

Articuladores discursivo-argumentativo

Diferentemente dos conectivos lógico-semânticos, os articuladores discursivo-argumentativos têm uma função mais ampla. Eles encadeiam não só orações, mas também períodos e até parágrafos de um texto.

Eles se dividem nos seguintes grupos:

  • Conjunção/soma/conectivos de adição: e, também, não só…mas também, tanto…como, além de, ainda, nem.
  • Disjunção argumentativa: ou.
  • Oposição: porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, embora, apesar de.
  • Conectivos de explicação/justificativa: pois, que, porque.
  • Comprovação: tanto que.
  • Conectivos de conclusão: logo, portanto, por isso, por conseguinte, então, dessa forma, em conclusão, em suma.
  • Comparação: tão…que, mais…que, menos…que.
  • Generalização/extensão: aliás.
  • Especificação/exemplificação: como, por exemplo.
  • Correção/retificação/redefinição: ou seja, isto é, ou melhor.

Articuladores de organização textual

Segundo Koch e Elias, estes conectivos servem para organizar o texto em uma sucessão de fragmentos que se complementam e orientam a interpretação. Eles indicam abertura, intermediação e fechamento.

  • Exemplos: primeiro, depois, em seguida, enfim, por um lado/por outro lado, às vezes/outras vezes, em primeiro lugar/em segundo lugar, por último, por fim.

Articuladores metadiscursivos

Esses conectivos servem para expressar um juízo de valor do autor ou para introduzir comentários. Eles se dividem em quatro subgrupos.

1) Modalizadores

São articuladores utilizados para avaliar o que foi dito como verdadeiro, obrigatório ou duvidoso.

  • Exemplos: realmente, evidentemente, naturalmente, efetivamente, obviamente, reconhecidamente, logicamente, seguramente, verdadeiramente, certamente, absolutamente, indiscutivelmente, fatalmente, etc.

2) Delimitadores de domínio

Esses conectivos explicitam o âmbito dentro do qual o texto ou a argumentação se desenvolve.

  • Exemplos: em termos de…, do ponto de vista de…

3) Formuladores textuais

Indicação do papel de uma parte do texto em relação às anteriores: em síntese, em suma, resumindo, em acréscimo a, em contrapartida, em oposição a, para terminar.

  • Introdução de um novo tópico: quanto a, em relação a, no que diz respeito a, a respeito de, no que tange a, no que concerne a, com referência a, relativamente a.
  • Interrupção ou reintrodução de um assunto: voltando ao tempo, relembre-se que, ressalta-se que, é bom lembrar que, vale destacar que.

4) Indicadores da propriedade autorreflexiva da linguagem</h3

São aqueles que indicam uma autocorreção de quem escreve ou uma necessidade de reformulação, ou de detalhamento de determinada passagem.

  • Exemplos: digamos assim, podem dizer assim, por assim dizer, em outras palavras, quer dizer.

Gostou do artigo? Então, continue seus estudos com o nosso Guia de Redação no Enem.

Verbos ergativos, inacusativos e inergativos – qual a diferença?

Na língua portuguesa, os verbos intransitivos podem ser classificados em ergativos ou inacusativos e inergativos. Neste artigo, vamos explicar esses conceitos. Vejamos!

Verbos ergativos ou inacusativos

Verbos ergativos ou inacusativos são aqueles em que o sujeito, em vez de praticar, recebe a ação. Esse tipo de verbo possui, em geral, sujeito inanimado (coisa ou objeto). Vejamos alguns exemplos:

  • A empresa da minha família faliu. (Note que “a empresa” não praticou o ato de falir, e sim o recebeu.)
  • O pneu do carro furou na estrada. (Veja que “o pneu” sofreu a ação do verbo furar, e não a executou.)
  • A chave apareceu ali em cima da mesa. (Perceba que “a chave” não praticou a ação de aparecer.)

Vale ressaltar que há verbos que, apesar de não serem ergativos ou inacusativos, são utilizados dessa forma na linguagem informal:

  • Ontem eu vacinei contra a gripe. (Note que a forma correta seria “fui vacinado”.)
  • O apartamento finalmente vendeu. (Perceba que, no registro formal, o ideal seria “foi vendido”.)
  • A janela quebrou com a bolada. (Veja que o melhor seria dizer “foi quebrada”).

Perceba que, nos enunciados acima, estamos diante de casos em que verbos transitivos são utilizados com intransitivos.

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Verbos nocionais e não nocionais – qual a diferença?

Na língua portuguesa, os verbos nocionais e não nocionais são aqueles que se relacionam com a predicação verbal, ou seja, são facilmente reconhecidos pela ligação que mantém com sujeito, verbo e seus complementos. Neste artigo, vamos explicar melhor este tema. Vejamos!

O que é núcleo do predicado?

Vamos relembrar: numa oração, tudo que está ao redor do sujeito é o predicado. Quando o predicado é verbal, o seu núcleo é um verbo que indica ação (exemplo: “Dormi mais tarde”). Esse verbo (dormi) é nocional e se relaciona com uma ação.

Quando o predicado é nominal, o seu núcleo é um substantivo ou um adjetivo, pois atribui qualidade ao sujeito (exemplo: “A menina foi compreensiva”). Esse estado do ser (foi compreensiva) é não nocional, pois não se relaciona com uma ação.

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Advérbio x Pronome Indefinido – como diferenciar?

Qual a diferença entre o advérbio e o pronome indefinido? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida e mostrar como identificar cada termo. Vejamos!

O que é advérbio?

Advérbio é uma classe gramatical das palavras que pode modificar verbos, adjetivos e até outro advérbio, mas jamais modificará um substantivo. Exemplos de advérbios são: 

  • Cheguei tarde (advérbio de tempo);
  • Ele comeu devagar (advérbio de modo);
  • Eu estou aqui (advérbio de lugar).

Há ainda outros tipos de advérbios (intensidade, afirmação, negação, dúvida), mas, por agora, vamos focar no conceito geral e na confusão que ocorre quando falamos em pronomes indefinidos. 

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Adjetivo relacional, restritivo e explicativo

Na sintaxe da língua portuguesa, o adjetivo é uma palavra que pode tanto expressar uma qualidade ou característica do ser/objeto quanto se “encaixar” ao lado de um substantivo, garantindo ênfase. 

Vejamos como exemplo a palavra “amorosa”: além de significar a qualidade daquilo que é carinhoso, afetuoso e expressar amor e carinho, também pode ser colocada ao lado de substantivos: mulher amorosa, criança amorosa, personalidade amorosa. Logo, o adjetivo funciona como um modificador do substantivo

Neste artigo, vamos estudar três classificações: adjetivos relacionais, restritivos e explicativos.

O que é adjetivo relacional?

O adjetivo relacional, geralmente, deriva de um nome, estabelecendo relações de posse, origem, propriedade, nacionalidade, etc. 

Exemplos:

  • Tinha um ar juvenil. (relacionado a juventude)
  • Adoro comida indiana. (relacionada ao país, Índia)
  • Por que as bonecas russas são tão caras? (relacionada ao país, Rússia)
  • Meu cartão é internacional. (relacionado à internacionalização, além das fronteiras)
  • Todo bulbo capilar precisa de hidratação. (relacionada a cabelo). 

Em resumo: quando pensar em adjetivo relacional, pense em “relacionado com”, assim, ficará mais fácil identificar de onde deriva a palavra em questão. 

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Substantivos uniformes e biformes: qual a diferença?

Nos primeiros anos da escola, geralmente aprendemos que substantivos são as palavras que servem para dar nome às coisas. Apontamos para objetos e os nomeamos (cadeira, mesa, mochila, quadro, giz…). Simples assim. Mas como tudo na língua portuguesa, há muito mais para saber!

Os substantivos possuem ramificações e uma delas é a que classifica-os em substantivos uniformes e biformes, permitindo que a comunicação seja bem específica.

Isso significa que para os substantivos uniformes, há apenas uma forma, tanto para uso do gênero feminino como masculino (exemplo: a estudante, o estudante). 

Já para os substantivos biformes, há variação de gênero e há alteração da palavra. Assim, é preciso modificar a vogal final para adequar o termo (exemplo: a aluna, o aluno). 

Vamos ver alguns exemplos e entender quando e como utilizá-los? 

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Morto x Morrido – quando usar cada um?

Tanto morto quanto morrido estão corretos, mas devem ser utilizados em contextos diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada um. Vejamos!

Verbo abundante

Antes de tudo, é preciso dizer que morrer é um verbo abundante. De acordo com o gramáticos Celso Cunha e Lindley Cintra, “são chamados de abundantes os verbos que possuem duas ou mais formas equivalentes. […] Na quase totalidade dos casos, essa abundância ocorre apenas no particípio”.

Em outras palavras, nesse caso, o verbo tem dois particípios: um regular (morrido) e outro irregular (morto).

Quando usar “morrido”?

O particípio regular (aquele terminado em -do) deve ser utilizado na constituição de tempos compostos da voz ativa acompanhados dos verbos ter e haver. Vejamos alguns casos de uso desse termo:

  • Se não fosse o trabalho rápido dos bombeiros, o homem teria morrido.
  • Quando a ambulância chegou, o acidentado já havia morrido.
  • Os animais tinham morrido por causa da seca. 
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Particípio: quando é verbo e quando é adjetivo?

O particípio é uma das formas nominais do verbo. Ele pode tanto funcionar como verbo quanto como adjetivo. Neste artigo, vamos mostrar como diferenciar essas funções. Vejamos!

Particípio como verbo

Quando indica ação, o particípio atua como verbo. Nesses casos, o termo compõe uma locução verbal, junto com um verbo auxiliar. Vejamos alguns exemplos para entender melhor este ponto:

  • O legumes foram cozidos a vapor.
  • O documento foi anexado ao projeto.
  • A carne foi resfriada no frigorífico.
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Qual o particípio do verbo “vir”?

Alguns verbos da língua portuguesa são muito peculiares, como é o caso do verbo vir. Esse verbo apresenta uma conjugação muito irregular, além de possuir a mesma forma de particípio e de gerúndio: vindo.

Dessa forma, fica a dúvida: como diferenciar o vindo particípio do vindo gerúndio?

Veja a resposta a seguir!

O particípio de vir

Primeiramente, cabe aqui recordarmos o que são verbos no particípio. 

O particípio é uma forma nominal do verbo que indica uma ação já finalizada pelo verbo e apresenta duas formas: a regular e a irregular.

O particípio regular é um verbo que termina em “-ado” ou “-ido”. Exemplos:

– pagado

– ganhado

– elegido

– exprimido

O particípio irregular, por sua vez, apresenta terminações variadas. Exemplos:

– pago

– ganho

– eleito

– expresso

No entanto, não são todos os verbos que apresentam as duas formas de particípio, e é isso que ocorre com o vir, o qual apresenta apenas o particípio irregular vindo.

Para conseguir identificá-lo numa oração, saiba que esse vindo normalmente formará locução verbal junto aos verbos ter ou haver. Exemplos:

– O funcionário tinha vindo pegar os documentos pela manhã.

– A filha havia vindo cuidar do pai no hospital.

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Aumentativo e diminutivo: conheça todos os tipos

A língua portuguesa é móvel: prova disso são os substantivos que podem ser utilizados tanto no aumentativo quanto no diminutivo.

Dependendo da nossa escolha, o uso poderá ocasionar os mais variados significados. Isso é o que chamamos flexão em grau. Já se sabe que os substantivos podem variar em gênero, número e grau. É o que vamos aprender hoje.

Graus do substantivo

Substantivo é uma classe gramatical que nomeia seres e ações em geral. Quando se trata de flexão em grau, os substantivos podem experimentar três tamanhos: normal, diminutivo e aumentativo.

O grau normal do substantivo indica o tamanho normal de um objeto ou ser, com proporções normais e conhecidas, como nos exemplos: porta, boca, mulher, homem, nariz, tesoura, povo, livro, casa, voz.

O grau diminutivo do substantivo indica o tamanho diminuído de um objeto ou ser, com proporções menores que o normal, como nos exemplos: portinha, boquinha, mulherzinha, homenzinho, narizinho, tesourinha, povinho, livrinho, casinha, vozinha.

O grau aumentativo do substantivo indica o tamanho aumentado de um objeto ou ser, com proporções maiores que o normal, como nos exemplos: portão, bocarra, mulherão, homenzarrão, narigão, tesourão, povão, livrão, casarão, vozeirão.

Agora, a dúvida é: quando e como usar? O mais interessante é que a resposta será a clássica “depende”. Isto porque, além da noção de tamanho, o grau também pode indicar tom depreciativo e afetivo, conforme o contexto.

Quando usar o diminutivo?

O grau diminutivo pode indicar:

1) Tamanho ou dimensão

  • Na minha casinha, não cabe nem um sofá (refere-se a uma casa pouco espaçosa).
  • Ele trouxe um gatinho pra casa (refere-se a um filhote).
  • A criança usou a tesourinha (refere-se a uma tesoura pequena).

2) Tom pejorativo ou depreciativo

  • Que povinho! (não significa necessariamente que o povo é pequeno; logo, refere-se à personalidade);
  • Eu não quero um empreguinho qualquer (significa que quero um emprego decente e não um emprego pequeno);
  • Ela tem uma vozinha irritante (não é uma voz pequena; é uma forma de expressão sobre o timbre da voz);

3) Tom afetivo ou valorativo

  • Por que você tá tristinha? (indica uma fala mansa, amorosa);
  • Ele é tão bonitinho (indica apreciação);
  • Meu filho gosta de brincar e conversar com carrinhos (indica meiguice).  

Quando usar o aumentativo?

Agora, passemos ao grau aumentativo, que pode indicar:

1) Tamanho ou dimensão

  • No meu casarão, cabe mais de um sofá (refere-se a uma casa espaçosa).
  • Ele trouxe um gatão pra casa (refere-se a um gato adulto).
  • A criança usou um tesourão (refere-se a uma tesoura grande).

2) Tom pejorativo ou depreciativo

  • Que povão! (não significa necessariamente que o povo é uma multidão; logo, refere-se à personalidade);
  • Eu não quero um empregão qualquer (significa que quero um emprego decente e não um emprego grande);
  • Ela tem um cabeção (nesse caso, pode se referir a uma pessoa difícil de lidar, teimosa);

3) Tom afetivo ou valorativo

  • Por que você tá tristão? (indica uma fala mansa, amorosa);
  • Ele é tão bonitão (indica apreciação);
  • Ela tem um vozeirão (indica admiração).

Se ainda restou alguma dúvida, deixe nos comentários.

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