Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

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Fauvismo: conceito e características

O Fauvismo foi uma corrente artística surgida no início do século XX, que tinha nas cores “violentas” a sua principal marca. Além delas, a simplificação das formas também ganhava destaque.

Com temas leves e sem intenções negativas, o movimento artístico usava perspectiva e relevo nos quadros para dar ênfase às suas emoções. Conheça os principais conceitos e características neste artigo. 

Origem e conceito do Fauvismo

O termo “Fauvismo” vem do francês “Les Fauve” que, em tradução livre, significa “as feras”. Foi na intenção de sugerir ferocidade que o crítico de arte Louis Vauxcelles (1870-1943) definiu uma obra do movimento como “fauvista”. 

Isso porque os artistas do Fauvismo usavam cores muito vibrantes em seus quadros, transmitindo a sensação de violência para quem os apreciava. No entanto, o conceito desse movimento passou muito longe dessa conotação pejorativa. 

Assim, a ideia dessa corrente artística era trazer um novo olhar para a sociedade do século XX, por intermédio dos impulsos de cada ser humano. Em outras palavras, a intenção era mostrar que, mesmo sendo civilizado por fora, todos podemos ter emoções violentas em nosso interior. 

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Futurismo na literatura – conceito e características

Movimento do início do século XX que defendia a liberdade de criação, o Futurismo foi uma das vanguardas europeias que se concentrou na Itália. Embora ele não tenha, de fato, chegado ao Brasil, conseguiu influenciar diretamente no movimento modernista. 

Duas fases marcaram esse estilo: “verso livre”, de 1909 a 1913, e a “palavras em liberdade”, de 1914 a 1944. As principais características e temas trabalhados pelo movimento futurista eram a velocidade e a aceleração, além do culto à violência e à guerra. A seguir, falaremos mais detalhadamente sobre ele. Acompanhe!

Origem e conceito do Futurismo

A origem do Futurismo se deu a partir da publicação de Filippo Tommaso Marinetti, intitulada de: Fundação e Manifesto do Futurismo”, em 1909. 

Criador do Manifesto do Movimento Futurista

Embora o movimento tenha surgido e se centralizado na Itália, a veiculação do seu manifesto foi algo de repercussão internacional. Inclusive, vale destacar que a publicação em questão serviu como exemplo para tantas outras seguintes de diferentes movimentos, como o cubismo, o dadaísmo e o surrealismo. 

Como toda vanguarda, o conceito do Futurismo era criar novos padrões estéticos que rompessem com as tradições do passado. Assim, a sua ideia principal era trabalhar com elementos que evidenciassem o progresso e a modernidade de uma produção. 

A ideia principal do movimento futurista era introduzir em suas obras – seja nas artes plásticas, seja na literatura – o conceito de velocidade, ilustrando esse movimento acelerado que se intensificava a cada dia.

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Naturalismo: conceito, contexto, autores e questões

O Naturalismo foi uma tendência estética e literária surgida na Europa, na segunda metade do século XIX. No entanto, o movimento também era chamado de realismo-naturalismo por ser visto pelos mais diversos críticos como uma corrente excessiva do realismo. 

As características que mais destacaram o Naturalismo foram a zoomorfização e o determinismo, atributos que, inclusive, diferenciavam os dois estilos. Contudo, ambos apresentavam crítica social e linguagem objetiva em suas produções. 

No Brasil, Aluísio Azevedo, Raul Pompéia e Adolfo Caminha são os autores principais do movimento. Neste artigo, você conhece o conceito, as características e outros detalhes do Naturalismo. Acompanhe a leitura!

Naturalismo: conceito, contexto, autores e questões

Origem do termo e conceito de Naturalismo 

A origem do termo “Naturalismo” se deu no ano de 1880, após a publicação do livro “O Romance Experimental” de Émile Zola (1840-1902). Melhor dizendo, foi Zola quem usou a expressão pela primeira vez em sua obra. 

O conceito, segundo o próprio autor e os demais naturalistas, era o de valorizar a humanidade e a racionalidade. Em outras palavras, eram contra a ideia de que Deus era o centro de tudo, isto é, eram contra o teocentrismo. 

Contexto histórico do Naturalismo

Quando o Naturalismo surgiu, a Europa passava por diversas transformações econômicas, políticas e sociais, devido à Revolução Industrial e Revolução Francesa. Além disso, na época, também ocorriam mudanças no capitalismo financeiro e nasciam os primeiros centros urbanos. 

A burguesia era a classe dominante, enquanto o proletariado tinha de enfrentar as degradantes condições de trabalho. Neste contexto, Karl Marx (1818-1883) desenvolveu teorias socialistas e comunistas que influenciaram muito a estética naturalista. 

Inclusive, além dele, a doutrina de Auguste Comte (1798-1857) defendia que a única maneira de alcançar a verdade era por intermédio da investigação científica. Em outras palavras, a ciência era vista como a principal maneira de entender a realidade. 

Outro ponto importante da época foram as considerações de Charles Darwin (1809-1882), publicadas em 1859. Em uma obra revolucionária, o biólogo britânico comprovou que os animais evoluíam e se adaptavam ao mundo sem nenhuma interferência divina. 

A oposição ao teocentrismo fez com que surgisse um novo olhar sobre a ciência, o qual acabou sendo inspiração para o Naturalismo. 

Características do Naturalismo

O Naturalismo possui diversas características, as principais são:

  • zoomorfização: figura de linguagem que compara o comportamento do homem com o dos animais;
  • determinismo: princípio que trata o indivíduo como um figurante da história, defendendo que as escolhas humanas não são fruto do livre-arbítrio, e sim das influências do meio em que se vive;
  • cientificismo: doutrina filosófica que coloca a ciência como ferramenta preponderante para compreender a realidade;
  • patologias sociais: as obras do Naturalismo evidenciam os temas que mostram situações negativas como doenças, vícios e adultério;
  • temas cotidianos: os temas retratados, normalmente, falavam sobre a vivência das classes consideradas “baixas”.

Além das características acima, o movimento trazia objetividade, porém impessoalidade narrativa, ou seja, quando o autor não se envolve emocionalmente com seus personagens. 

É importante destacar que o Naturalismo da época era considerado imoral, por mostrar de forma explícita a sexualidade dos personagens. Inclusive, a zoomorfização era atribuída somente aos pertencentes à classe operária, as pessoas negras eram mostradas como inferiores e a homossexualidade tratada como doença. 

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Condoreirismo: conceito, autores, obras e questões

Associado à terceira geração romântica do Brasil, o Condoreirismo foi um movimento literário de poesia. 

Suas produções abordavam aspectos sociais e abolicionistas por intermédio da crítica sociopolítica e do apelo emocional. O movimento tinha Castro Alves como poeta principal. Saiba mais detalhes neste artigo!

Condoreirismo: conceito, autores, obras e questões

Origem do termo e conceito do Condoreirismo

A origem do termo Condoreirismo está conectada à ave condor, símbolo da Cordilheira dos Andes. Essa ave é capaz de voar muito alto e, em razão disso, os poetas a escolheram como forma de simbolizar a liberdade.

Assim, o conceito do Condoreirismo, segundo os próprios autores do movimento, são os princípios libertários. Esses princípios tiveram a influência da poesia de Victor Hugo (1802-1895), poeta francês, criador da obra “Os Miseráveis”. Inclusive, esse é o motivo pela fase também ser chamada de “Geração Hugoana”. 

Embora seja considerado uma faceta do romantismo brasileiro, o Condoreirismo não seguia o mesmo estilo da primeira e segunda fase romântica. Em outras palavras, não havia melancolismo em suas obras. 

Contexto histórico do Condoreirismo

O Condoreirismo surgiu durante a regência de D.Pedro II (1825-1891), no século XIX. Naquela época as leis contra o fim da escravidão estavam sendo aprovadas. Entre elas, a Lei Eusébio de Queirós (1850), a qual criminalizava o tráfico de escravos, e a Lei do Ventre Livre (1871) que determinava a liberdade as crianças nascidas a partir daquele ano.

Esse movimento foi o impulsionador que fez diversos artistas buscarem por uma identidade nacional e colocar o abolicionismo como foco de suas produções. Deste modo, os autores do movimento Condoreirismo se inspiraram nos temas de cunho político e social, e passaram a se expressar contra a escravidão.

Características do Condoreirismo

As principais características do Condoreirismo são:

  • Liberdade poética
  • Realismo social
  • Busca pela identidade nacional
  • Crítica sociopolítica
  • Libertação do egocentrismo
  • Busca por justiça
  • Temas sobre escravidão
  • Caráter subjetivo
  • Imagens hiperbólicas
  • Apelo emocional
  • Uso de vocativos e exclamações
  • Visão libertária

Principais artistas do Condoreirismo

O Condoreirismo contou com muitos artistas, sendo o Castro Alves (1847-1871), o poeta principal, também conhecido como “Poeta dos Escravos”. Suas obras com mais destaques da época foram:

  • “O Navio Negreiro”
  • “Os Escravos”
  • “Vozes D’África”

Entretanto, além dele, Joaquim de Sousa Andrade (1833-1902), também chamado de “Sousândrade”, e Tobias Barreto (1839-1889), também foram nomes com muita visibilidade no movimento. 

Sousândrade era defensor dos ideais abolicionistas e republicanos, sendo um dos primeiros poetas brasileiros com referência à modernidade. Suas principais obras foram:

  • “Harpas de Oiro”
  • “Harpas Selvagens”
  • “O Guesa Errante”. 

Já Tobias Barreto, além de poeta, foi filósofo e jurista. Considerado um dos fundadores do Condoreirismo, tem como destaque as obras:

  • A Escravidão”
  • “Amar”
  • “O Gênio da Humanidade”

Exemplo de poesia condoreira

A seguir, confira um exemplo de poesia condoreira de Castro Alves:

Mater Dolorosa

Meu Filho, dorme, dorme o sono eterno

No berço imenso, que se chama – o céu.

Pede às estrelas um olhar materno,

Um seio quente, como o seio meu.

Ai! borboleta, na gentil crisálida,

As asas de ouro vais além abrir.

Ai! rosa branca no matiz tão pálida,

Longe, tão longe vais de mim florir.

Meu filho, dorme Como ruge o norte

Nas folhas secas do sombrio chão!

Folha dest’alma como dar-te à sorte?

É tredo, horrível o feral tufão!

Não me maldigas… Num amor sem termo

Bebi a força de matar-te a mim

Viva eu cativa a soluçar num ermo

Filho, sê livre… Sou feliz assim…

– Ave – te espera da lufada o açoite,

– Estrela – guia-te uma luz falaz.

– Aurora minha – só te aguarda a noite,

– Pobre inocente – já maldito estás.

Perdão, meu filho… se matar-te é crime

Deus me perdoa… me perdoa já.

A fera enchente quebraria o vime…

Velem-te os anjos e te cuidem lá.

Meu filho dorme… dorme o sono eterno

No berço imenso, que se chama o céu.

Pede às estrelas um olhar materno,

Um seio quente, como o seio meu.

Castro Alves

Questões do Enem sobre Condoreirismo

Para finalizar este artigo, vamos conferir duas questões (com gabarito comentado) sobre a terceira geração do Romantismo.

Questão 1

UENP – Leia o texto abaixo:

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados

*

E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos

*

Pense no Haiti, reze pelo
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.

(Tropicália 2, Polygram, 1993.)

O trecho da canção que você leu agora, com letra de Caetano Veloso e música de Caetano e Gilberto Gil, estabelece uma interessante relação dialógica com a seguinte corrente literária:

a) Primeira fase do Romantismo.
b) Realismo.
c) Naturalismo.
d) Parnasianismo.
e) Condoreirismo.

Questão 2

Fuvest – Leia o poema abaixo:

MOCIDADE E MORTE

“Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
– Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.”

No trecho acima, de Castro Alves, reúnem-se vários dos temas e aspectos mais característicos de sua poesia. São eles:

a) identificação com a natureza, condoreirismo, erotismo.
b) aspiração de amor e morte, sensualismo, exotismo.
c) sensualismo, aspiração de absoluto, nacionalismo, orientalismo.
d) personificação da natureza, hipérboles, sensualismo velado, exotismo.
e) aspiração de amor e morte, condoreirismo, hipérboles.

Gabarito comentado das questões

  • Questão 1 – Resposta: Letra D. A letra da música de Caetano Veloso trata da condição do negro no Brasil, característica marcante do Condoreirismo, principalmente nas obras do poeta dos escravos, Castro Alves.
  • Questões 2 – Resposta: Letra A. Note que nesta poesia lírica de Castro Alves há um afastamento da imagem feminina platônica e idealizada. O autor busca, pelo contrário, expressar uma sensualização da mulher, como pode ser visto, por exemplo nos seguintes versos: “No seio da mulher há tanto aroma…/Nos seus beijos de fogo há tanta vida…”.

*

Gostou do artigo? Então, continue seus estudos com o nosso Guia da Literatura.

Acróstico: o que é, como fazer e exemplos

O acróstico é uma composição escrita que pode ser formada por palavras ou frases como base. O mais comum é que se inicie com uma mesma letra. No entanto, ele também pode ser construído com as letras do meio ou do fim de um vocábulo. 

Trata-se, portanto, de uma estrutura criativa que leva o leitor a decifrar uma mensagem específica transmitida pelo autor. Neste artigo, falaremos em detalhe sobre o assunto. Acompanhe!

Acróstico: o que é , como fazer e exemplos

O que é um acróstico?

O acróstico é uma técnica poética existente há muitos anos, e popular em diferentes línguas e culturas. Ele é uma forma de expressão criativa na qual as letras iniciais de cada linha, verso ou parágrafo são destacadas formando uma palavra, nome ou frase. 

O objetivo do acróstico é fazer uma composição inventiva para transmitir uma mensagem. Entretanto, ele também pode ser usado para criar um jogo de palavras, homenagear alguém ou simplesmente para dar um toque poético a um texto. Veja um exemplo:

Fonte da imagem: Site Pensador.com

Nota-se no exemplo acima que a autora Sonia Marques usou a primeira letra de cada frase para compor o poema em questão. Ao ler na vertical, podemos enxergar a palavra “lágrimas”.

Normalmente, esse tipo de composição é feito dessa maneira (utilizando as letras iniciais). Contudo, ele também pode ser criado a partir das letras intermediárias ou finais. Vamos, portanto, conhecer as suas variações. 

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10 dicas de português para não errar na redação

Mão com uma escrita da pena em um papel
Fonte da imagem: Fonte da imagem: Freepik.com

As dicas de português são essenciais para quem deseja se destacar em provas e avaliações. Afinal, essa é uma das etapas mais importantes para candidatos que almejam passar em provas como o Enem, ou conquistar um cargo público em concursos, por exemplo.

Pensando nisso, a seguir separamos algumas estratégias valiosas para aprimorar sua habilidade na língua portuguesa.

Sendo assim, se você está se preparando para uma prova importante, não deixe de acompanhar a leitura até o final e não perca nenhum detalhe importante. Boa leitura!

Dicas de português para redações

Escrever uma boa redação é uma habilidade essencial para estudantes, profissionais e qualquer pessoa que deseje se comunicar de forma eficaz. Afinal de contas, para quem deseja conquistar uma vaga em concursos públicos, ou mesmo atingir uma nota satisfatória no Enem, por exemplo, algumas dicas e estratégias podem se tornar valiosas.

Ademais, você poderá aplicar essas estratégias na escrita de redações, ou mesmo em artigos e teses.

Sendo assim, confira a seguir as dicas infalíveis para ajudá-lo a aprimorar suas habilidades de redação e alcançar resultados excepcionais.

1. Cuidado com a acentuação

Pode parecer simples, mas a acentuação é um ponto crucial na língua portuguesa. Lembre-se das regras de acento agudo (´), circunflexo (^), crase (à), e til (~).

Assim, esses detalhes fazem toda a diferença na escrita correta.

  • Acento agudo (´): Utilizado para indicar a sílaba tônica em palavras como “pássaro” e “rápido.” Ademais, também aparece em formas verbais no pretérito perfeito, como “cantou” e “comeu”;
  • Acento circunflexo (^): Presente em palavras como “você”, “pôr”, “cônjuge” e “ênfase”, indica a supressão de uma letra ou acento que existia na forma original da palavra;
  • Crase (à): A crase ocorre quando há a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a”, como por exemplo “à tarde”, “à moda”, “àquela hora”;
  • Til (~):** Encontrado em palavras como “pão”, “amanhã”. O til indica a nasalização da vogal.

Lembre-se dessas regras e pratique a acentuação correta em suas redações e provas. Isso fará toda a diferença na sua comunicação escrita.

Experimente também escrever textos e redações em casa, para testar e fixar seus conhecimentos. Use o Doc do Google ou o Word para construir textos e treinar as pontuações. Essas ferramentas mostram palavras digitadas erradas, assim como também dão dicas de pontuações.

Você também pode treinar a partir de um texto já pronto. Por exemplo, existem muitas redações prontas para você baixar e observar o estilo da escrita. Como muitas delas são em PDF, se quiser fazer anotações, é possível converter PDF em Word para melhorar e agilizar seu aprendizado.

2. Dicas de português para conjugação verbal

Dominar a conjugação dos verbos também é fundamental para uma comunicação eficaz em português. 

Sendo assim, familiarize-se com os tempos verbais, como o presente, o pretérito (passado) e o futuro. Afinal, cada um deles indica diferentes momentos na ação.

Outra das dicas de português que podem ser úteis para você, são as formas regulares e irregulares. Ou seja, os verbos podem ser regulares (seguem padrões) ou irregulares (não seguem padrões), como por exemplo:

  • Regular: “Cantar” (eu canto, tu cantas, ele canta);
  • Irregular: “Fazer” (eu faço, tu fazes, ele faz).

Além disso, conheça os modos verbais, como o indicativo (para fatos reais), o subjuntivo (para possibilidades) e o imperativo (para ordens).

A conjugação também varia de acordo com o pronome pessoal (eu, tu, ele, nós, vós, eles). Por exemplo:

  • “Eu amo música.”
  • “Tu amas música.”
  • “Ele ama música.”

Lembre-se dessas regras e pratique a conjugação verbal regularmente. Assim, com o tempo, você se tornará mais confiante ao expressar suas ideias por meio dos verbos.

3. Pontuação adequada

Dominar a pontuação é mais uma das dicas de português essenciais para uma escrita clara e coerente.

Então , use vírgulas para separar elementos em uma lista, indicar pausas e separar orações independentes, como por exemplo “Maria, Pedro e João foram ao parque.”

Ademais, encerre frases declarativas com um ponto final, como em “O sol brilha intensamente” e utilize o ponto de interrogação no final de perguntas diretas, como em “Você gosta de ler?”

O ponto de exclamação (!) indica entusiasmo, surpresa ou ênfase. Então, utilize-o quando quiser expressar esse tipo de sentimento, como por exemplo: “Que dia maravilhoso!”

Por fim, dois-pontos (:) introduzem uma explicação, lista ou citação, enquanto o ponto e vírgula (;) separa orações independentes relacionadas.

Lembre-se dessas regras e pratique a pontuação correta em suas redações. Afinal, uma pontuação adequada torna seu texto mais claro e agradável de ler.

4. Uso dos porquês

Entender as diferenças entre os diversos “porquês” também é fundamental para evitar erros na escrita. Sendo assim , é muito importante conhecer cada um deles:

  1. Por que: Utilizado em perguntas diretas ou indiretas, como por exemplo: “Por que você está estudando?”;
  1. Por quê: Usado quando o “por que” está no final da frase e precedido de pausa, como em “Ele não veio à festa, por quê?”;
  1. Porque: Introduz uma explicação ou causa, como por exemplo: “Estudamos porque queremos aprender.”;
  1. Porquê: Substantivo que representa a razão ou motivo. Como por exemplo: “Não entendi o porquê dessa decisão.”

Lembre-se dessas nuances e aplique corretamente os “porquês” em suas redações. Afinal, isso vai contribuir para uma escrita mais clara e precisa.

5. Dicas de português: ortografia e homônimos

    Close-up, de, mulher, fazendo, dela, trabalho
    Fonte da imagem: Freepik.com

    A ortografia correta também é fundamental para uma comunicação eficaz. Além disso, é importante diferenciar palavras homônimas, que possuem a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Veja algumas dicas:

    • Mas / Mais: “Mas” é uma conjunção adversativa (indica oposição), enquanto “mais” é um advérbio de intensidade (indica quantidade maior);
    • Onde / Aonde: “Onde” indica lugar fixo, enquanto “aonde” indica movimento;
    • Seção / Sessão: “Seção” refere-se a uma parte ou divisão, como em uma revista. “Sessão” está relacionada a eventos ou reuniões.

    Busque colocar essas dicas de português sobre ortografia, além de treinar seus conhecimentos sobre os homônimos, para evitar confusões ou brancos na hora de fazer sua redação do Enem, em provas ou mesmo em concursos públicos.

    Conclusão

    Dominar a língua portuguesa é uma jornada constante, e essas dicas de português são um excelente ponto de partida. Afinal, ao aplicar esses conhecimentos, você estará mais preparado para enfrentar provas, redações e comunicações escritas em geral.

    Dessa forma, com dedicação e prática, você se tornará um comunicador mais eficaz e confiante e poderá alcançar excelentes colocações em provas ou concursos.

    Além disso, continue aprimorando suas habilidades e desfrute do processo de aprendizado. Até a próxima!

    Carta argumentativa: estrutura, como fazer, exemplos e questões

    A carta argumentativa é um gênero textual que visa convencer o interlocutor sobre um determinado ponto de vista, por intermédio da argumentação. Ela mescla duas estruturas: a carta, também chamada de epístola, e a tipologia argumentativa. 

    Assim, o que diferencia a carta argumentativa de uma epístola comum é que ela tem um objetivo diferente. Enquanto a epístola conta fatos, memórias ou simplesmente se comunica com outra pessoa, a carta argumentativa tem o objetivo de reclamar ou reivindicar algo.

    Em outras palavras, ela é normalmente direcionada às autoridades para persuadi-las sobre uma ideia, partindo do ponto de vista do locutor. Quer saber mais detalhes sobre esse tipo de texto? Continue a leitura!

    Carta argumentativa: o que é e como fazer?

    Quais são as características da carta argumentativa?

    As características da carta argumentativa são:

    • tese bem definida: a carta argumentativa precisa de uma tese bem definida que defenda o ponto de vista sobre o tema em questão;
    • bons argumentos: uma das principais características da carta argumentativa é a presença de argumentos sólidos. É fundamental que eles sejam baseados em evidências, sustentando a tese defendida;
    • estratégias de persuasão: como o objetivo da carta argumentativa é a de convencer o interlocutor do ponto de vista do autor, é essencial haver estratégias de persuasão, como exemplos, dados e figuras de linguagem;
    • linguagem adequada: a linguagem da carta argumentativa deve ser clara e objetiva, obedecendo à norma padrão da Língua Portuguesa, além de evitar gírias e expressões muito informais e coloquiais. É importante também falar de forma que o público-alvo entenda, distanciando de redundâncias e ambiguidades;
    • organização: a carta deve ser organizada por intermédio de uma estrutura que tenha lógica e sentido. Inclusive, os argumentos devem ser dispostos de forma que reforcem o ponto de vista defendido. 

    Além das características citadas acima, é válido lembrar que a carta argumentativa precisa de introdução, desenvolvimento e conclusão. Assim, nos primeiros parágrafos é necessário apresentar o tema e o ponto de vista sobre ele. Já nos parágrafos intermediários, os argumentos devem aparecer, junto de dados e informações que comprovem a tese.

    Por fim, no último parágrafo, é fundamental retomar os fundamentos do decorrer do texto e o ponto de vista, comprovado pelos argumentos. 

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    Conclusão da redação do Enem: passo a passo para uma proposta de intervenção nota 1000

    A conclusão da redação do Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – vale 200 pontos, ou seja, 20% da sua nota depende dessa parte do texto, conhecida como proposta de intervenção.

    A boa notícia é que existe uma receita praticamente infalível para garantir a pontuação máxima nesse quesito. Por isso, se você ainda não sabe como fazer a conclusão para a redação do Enem, continue a leitura deste artigo, que vamos te dar um guia completo, em detalhes. Acompanhe!

    Conclusão da redação do Enem: guia completo para a proposta de intervenção

    Conclusão para a redação do Enem: como fazer a proposta de intervenção

    Assim como em qualquer produção escrita, a conclusão para a redação do Enem precisa ser o elemento que fecha o texto com chave de ouro. Isso porque ela é um resumo de tudo o que foi defendido na introdução e no desenvolvimento, porém com uma proposta de intervenção para o problema em questão.  

    Vale destacar que a conclusão deve ter cerca de 5 a 7 linhas, dependendo do tamanho total do seu texto. Melhor dizendo, ela não pode ser o maior parágrafo da redação. Confira os detalhes abaixo:

    Estrutura da proposta de intervenção

    Nas redações do Enem, o modelo de fechamento adotado é o chamado conclusão por solução. No caso do Exame, esse modelo padrão é conhecido como proposta de intervenção. Ele está descrito na Competência V da redação do Enem: “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos“.

    Assim, para conseguir a pontuação máxima nessa parte, cinco elementos são fundamentais:

    1) AgenteQuem?Os agentes sociais responsáveis pelas ações.
    2)AçãoO que?Ações necessárias para a resolução do problema.
    3)MeioComo?Modo como essas medidas serão implementadas.
    4)FinalidadePara que?Quais os objetivos esperados. 
    5)Detalhamento O que mais? informações adicionais sobre qualquer um dos quatro itens acima.
    Quadro-resumo dos itens da proposta de intervenção do Enem

    No entanto, mais do que responder a essas cinco perguntas no parágrafo final, é esperado que se faça um detalhamento da proposta. Ou seja, discorra sobre como ocorrerão as ações sugeridas e quais serão os efeitos delas a curto, médio e longo prazo, por exemplo. 

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    Introdução para a redação do Enem: 5 estratégias infalíveis

    A redação é a nota de maior peso no Exame Nacional do Ensino Médio e, por essa razão, gera muitas dúvidas e inseguranças nos candidatos. Como iniciar um bom texto, normalmente, é uma delas.

    Assim, há alguns fatores indispensáveis para não errar durante a produção escrita. Além disso, é fundamental lembrar que o primeiro parágrafo é a porta de entrada para chamar a atenção do leitor. 

    Para você entender o assunto em detalhes, neste artigo falaremos como fazer introdução para a redação do Enem. Acompanhe!

    Introdução para a redação do Enem: como fazer e exemplos

    Passo a passo de como fazer introdução para a redação do Enem

    Como mencionamos, a redação do Enem é uma das partes da prova que vale mais pontos. Por esse motivo, é fundamental saber como construí-la de forma correta. 

    Dito isso, é importante destacar que a introdução não pode ter menos de 2 linhas. Isso porque pode ser considerada embrionária, ou seja, mal-desenvolvida. Além disso, precisa ter 3 principais elementos: o contexto, o tema e a tese. 

    No entanto, esses elementos podem aparecer em qualquer ordem, desde que abordem o assunto e apontem a necessidade de discutir o problema em questão. Confira, agora, o passo a passo de como fazer introdução para a redação do Enem. 

    Contexto

    A contextualização é imprescindível quando o assunto é como fazer a introdução para a redação do Enem. Em outras palavras, você precisa iniciar o texto falando sobre o assunto central, atribuindo-lhe um sentido para que ele fique totalmente esclarecido. 

    Assim, vamos lembrar do tema da redação do Enem de 2020: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Veja abaixo, a introdução da candidata Julia Vieira.

    “No filme estadunidense Coringa, o personagem principal, Arthur Fleck, sofre de um transtorno mental que o faz ter episódios de riso exagerado e descontrolado em público, motivo pelo qual é frequentemente atacado nas ruas. Em consonância com a realidade de Arthur, está a de muitos cidadãos, já que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira ainda configura um desafio a ser sanado. Isso ocorre, seja pela negligência governamental nesse âmbito, seja pela discriminação desta classe por parcela da população verde-amarela. Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida, a fim de que o longa norte-americano não mais reflita o contexto atual da nação.”

    No exemplo acima, é possível notar que a candidata contextualizou o assunto, citando o filme “Coringa” como exemplo. Ela evidencia que a doença mental do personagem principal o faz ser atacado constantemente nas ruas. 

    Partindo dessa premissa, o tema é ilustrado, tornando-o mais simples ao leitor. Em outras palavras, o personagem é atacado com frequência, porque a sociedade brasileira é preconceituosa. 

    Vale dizer que citar referências de livros, filmes, músicas ou dados históricos é uma excelente forma de mostrar repertório sociocultural. 

    Tema

    Após a contextualização, você deve mostrar ao leitor como o contexto leva ao tema da redação. Assim, voltando ao exemplo anterior, temos o seguinte trecho:

    “Em consonância com a realidade de Arthur, está a de muitos cidadãos, já que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira ainda configura um desafio a ser sanado.”

    Embora a candidata tenha copiado o tema dentro da frase, você também pode abordá-lo com as suas próprias palavras.  

    Tese

    Por fim, a introdução precisa de tese. Melhor dizendo, você tem que descrever a sua opinião, ou seja, o que será defendido ao longo do texto. 

    Vale dizer que essa parte é uma das mais importantes na redação do Enem. Isso porque, somente após ela, você conseguirá desenvolver a sua escrita. Observe, mais uma vez, o trecho da introdução da candidata Julia Vieira.

    “Dessa maneira, é imperioso que essa chaga social seja resolvida, a fim de que o longa norte-americano não mais reflita o contexto atual da nação.”

    É notório que a candidata defende a tese de que a situação do estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira deve ser resolvido. A partir disso, o texto deve ser formulado para reforçar a sua defesa. 

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    Dadaísmo: conceito, características e questões

    Também chamado de “Dadá”, o Dadaísmo foi um movimento artístico e literário das vanguardas europeias no século XX. Além disso, é considerado um grande impulsionador das ideias surrealistas.

    Por intermédio das suas características radicais, o movimento pregava o lema de “a destruição também é criação”. Assim, a sua proposta era desvincular a produção artística das regras de estética.

    O Dadaísmo escandalizou o gosto popular e, neste artigo, você irá entender o conceito e as características desse movimento. Confira!

    Dadaísmo: características do movimento artístico e literário.

    Origem e conceito do Dadaísmo

    Começando pela origem da palavra, Tristan Tzara (1896-1963), o poeta e criador do movimento, afirmou que “Dadá” não significa nada. O termo surgiu por acaso ao abrir o dicionário. No entanto, a palavra, que diz pouco ou quase nada, tornou-se muito importante nas produções artísticas e literárias.

    Isso porque o Dadaísmo tem como principal conceito a estética do surreal, do absurdo, do incoerente. Criado na Suíça, em 1916, por meio dos textos de manifestos, o movimento tinha como objetivo promover uma nova manifestação artística.

    A proposta era de uma arte espontânea e irreverente, pautada pela liberdade, ironia, absurdo, pessimismo e irracionalidade. Sua finalidade era de ir contra a guerra e o sistema, impactando os burgueses da época.

    Inclusive, o termo “Dadá”, do francês, significa “cavalo de madeira”. Ele foi escolhido, justamente, para expressar a falta de sentido e as inconsistências do novo movimento. Desse modo, o Dadaísmo foi criado para questionar a arte e produzi-la com todas as suas imperfeições.

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