Gêneros digitais é um conceito que indica uma modalidade de gêneros textuais que surge e é produzida na internet. Neste artigo, vamos falar mais sobre esse tema. Confira!

Uma das maravilhas do uso da linguagem é a capacidade que temos de criar novos mecanismos e de nos adaptarmos a novidades. No mundo dos gêneros textuais, por exemplo, a nova realidade trazida pela tecnologia – não é coincidência que estejamos nos comunicando por um website – tem gerado um monte de novas formas de gerar textos na internet, os chamados gêneros digitais.

Pense, por exemplo, em como se dá a comunicação por um simples e-mail. Perceba o quanto a digitação carrega de “ancestralidade” das cartas e, ao mesmo tempo, como sua linguagem é tão distinta do papel e caneta. Em sua maioria, os gêneros digitais derivaram de gêneros textuais bem conhecidos, como as crônicas ou os artigos. Nas redes sociais, tanto as postagens, quanto os compartilhamentos e tweets são gêneros digitais pautados em adaptações.

Só para lembrar, o que define um gênero textual são certas características comuns a um conjunto de textos produzidos em dado contexto. No caso em questão, o cenário é dado pelas tecnologias mais recentes, como a internet e o telefone celular. Isso tem provocado novas situações comunicacionais que acabaram consolidando estruturas próprias de se comunicar.

Uma das características mais evidentes são os períodos mais curtos e diretos, típicos, claro, do Twitter. Mas há ainda os textões de outras redes sociais e muitos outros jeitos (gêneros) de construir um texto na internet.

Se os hiperlinks são inerentes ao mundo “www”, vale notar ainda a presença de elementos audiovisuais, de abreviaturas e linguagem interativa, como os chamados “emojis”.

Características dos gêneros digitais

As principais características dos gêneros digitais são:

  • Objetividade;
  • Frases curtas e diretos;
  • Mescla de elementos textuais e audiovisuais;
  • Uso de hipertexto;
  • Interatividade com os leitores/espectadores.

Quais os principais gêneros digitais?

A “coleção” dos gêneros digitais é nova e muito provavelmente deve aumentar com o surgimento de outras formas de expressão na internet. Atualmente, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais da Educação Básica, compila alguns gêneros mais usados. São eles:

  • GIF (Graphics Interchange Format) – quem não curte um GIF, não é? Utilizado especialmente nas redes sociais, esse gênero é textual porque envolve a linguagem (verbal, não verbal ou híbrida), numa montagem de imagens estanques ou que se sucedem de maneira repetida, como uma espécie de vídeo de curtíssima duração.
  • Currículo web – é a versão digital da principal ferramenta para conseguir um emprego formal. O que se exige nele não mudou: o candidato deve incluir seus dados pessoais, informações e documentos que comprovem sua jornada profissional, mas pode acrescentar fotos e arquivos de vídeo e voz.
  • Fanfiction – também conhecida apenas pela abreviatura Fanfic, pode ser compreendida como um novo tipo literário, desenvolvido pelos fãs de determinada obra. É um dos gêneros digitais mais interativos. É utilizado por fãs de literatura e cinema, que se propõem a narrar uma história ficcional a partir dos roteiros e narrativas já existentes.
  • Vlog – é a versão em vídeo dos famosos blogs. O vlogger, ou vlogueiro, faz publicações regulares, geralmente no YouTube, com o intuito de garantir engajamento e envolvimento de seu público.
  • Wiki – o formato é marcado pela escrita colaborativa: por meio de um código aberto, qualquer pessoa pode editar o conteúdo exposto. As versões anteriores ficam salvas, o que permite rever e reverter as modificações.

Como aprender os gêneros digitais?

Para aprender a desenvolver os gêneros digitais, o caminho é bem parecido com o dos demais gêneros: fazendo.

Em sala de aula ou fora dela, é preciso botar a mão na massa (ou no teclado) e buscar identificar detalhes típicos de cada forma de expressão na internet.

Se você se sente mais confortável falando, busque no Youtube os vlogs sobre temas que interessam ou pesquise em plataformas de streaming os podcasts mais bacanas. Com o próprio celular ou a câmera do notebook (ou PC), pratique, grave um comentário, divirta-se.

Caso sua vocação seja para a expressão visual, escolha algum aplicativo (tem muitos gratuitos) para iniciar-se na criação de GIFs. Faça seus próprios memes e distribua aos amigos e familiares. Lembre-se: tudo isso é comunicação na veia!