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Adentro x A dentro – quando usar cada um?

Ainda que possuam grafias muito parecidas, algumas expressões na Língua Portuguesa possuem significados diferentes. É o caso da dupla adentro e a dentro. Neste artigo, vamos mostrar como e quando utilizar cada uma. Vejamos!

Adentro – quando usar?

O vocábulo adentro é um advérbio que tem o sentido de “em direção ao interior de algo”, “dentro de”, “no meio de”, dentre outros. 

É uma palavra gerada a partir da formação por uma justaposição, isto é, combinação da vogal “a” + a palavra “dentro”. O termo tem como antônimo o vocábulo “afora”. Vejamos alguns exemplos com o uso dele:

  • Ela fugiu de casa pela noite adentro.
  • Ele empurrou toda a bebida pela goela adentro.
  • Vou trabalhar pela madrugada adentro.
  • Eles saíram pela viela adentro.

O termo adentro também pode funcionar como a conjugação do verbo adentrar na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Eu adentro
  • Tu adentras
  • Ele adentra
  • Nós adentramos
  • Vós adentrais
  • Eles adentram
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Advérbio x Pronome Indefinido – como diferenciar?

Qual a diferença entre o advérbio e o pronome indefinido? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida e mostrar como identificar cada termo. Vejamos!

O que é advérbio?

Advérbio é uma classe gramatical das palavras que pode modificar verbos, adjetivos e até outro advérbio, mas jamais modificará um substantivo. Exemplos de advérbios são: 

  • Cheguei tarde (advérbio de tempo);
  • Ele comeu devagar (advérbio de modo);
  • Eu estou aqui (advérbio de lugar).

Há ainda outros tipos de advérbios (intensidade, afirmação, negação, dúvida), mas, por agora, vamos focar no conceito geral e na confusão que ocorre quando falamos em pronomes indefinidos. 

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Funções e usos do “como”

O vocábulo como, da mesma forma que diversos outros vocábulos da língua portuguesa, apresenta muitas classificações morfológicas e sintáticas.

Para identificar corretamente a sua classificação, é indispensável analisar o contexto em que está inserido. Portanto, veja abaixo as classificações possíveis para o vocábulo como, além de suas variações semânticas.

1. Substantivo

O como será substantivo sempre que aparecer acompanhado de algum determinante (artigo, adjetivo, pronome ou numeral). Neste caso, poderá exercer todas as funções sintáticas próprias de substantivo.

– Já sabemos tudo sobre o como. Estamos prontos para a prova!

– Este “como” está ambíguo.

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Regência nominal – o que é, principais casos e exemplos

Regência nominal é a relação entre substantivo, adjetivo ou advérbio e seus possíveis complementos, o que geralmente ocorre por meio de preposição.

Exemplos de regência nominal:

– O acesso aos comprovantes se dá por meio do aplicativo. (substantivo acesso pede a preposição a)

– O professor está orgulhoso de seus alunos. (adjetivo orgulhoso pede a preposição de)

– O guerreiro reagiu favoravelmente a seus adversários. (advérbio favoravelmente pede a preposição a)

Como existem inúmeros casos de regência nominal, veja a seguir algumas dicas que podem te ajudar a deduzir a regência de um nome.

Nome derivados de verbos

Muitos nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Portanto, conhecer o regime de um verbo significa conhecer o regime dos nomes cognatos na maioria das vezes.

Um bom exemplo é o verbo obedecer. Tanto ele quanto os nomes derivados dele são regidos por complementos introduzidos pela preposição a. Observe:

– Quem obedece, obedece a algo ou a alguém. (Regência verbal)

– Quem é obediente, é obediente a algo ou a alguém. (Regência nominal)

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Complemento nominal – o que é e como identificar?

O complemento nominal é um termo integrante da oração que completa o sentido de certos nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio terminado em -mente).

É obrigatoriamente regido por preposição e normalmente tem valor semântico passivo, ou seja, a ação recai sobre ele. Exemplo:

– Temos certeza da vitória.

O complemento nominal é da vitória, pois liga-se ao substantivo certeza, está acompanhado da preposição de e tem valor semântico passivo, pois quem tem a certeza (sujeito agente) é o sujeito oculto nós.

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As 10 classes gramaticais

Devido a uma semelhança morfológica, as palavras de nossa língua são divididas em dez classes gramaticais, também chamadas de classes de palavras.

Essas classes são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Vejamos uma por uma a seguir.

Flexão das palavras

Quanto à flexão, as dez classes gramaticais se dividem em variáveis e invariáveis:

  1. Variáveis – são as palavras que variam em:
  • gênero e número: substantivo, adjetivo, artigo e numeral;
  • pessoa, gênero e número: pronome;
  • pessoa, número, modo, tempo e voz: verbo.
  1. Invariáveis – são as palavras que não apresentam flexões: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

1. Substantivo

O substantivo é a palavra que nomeia tudo o que existe ou o que imaginamos existir. 

Quanto à forma, pode ser classificado em:

a) primitivo: pedra, motor, trovão.

b) derivado: pedreira, motorista, trovoada.

c) simples: fruta, pão, granjeiro, chuva, pedra.

d) composto: fruta-pão, hortifrutigranjeiro, chuva-de-pedra.

Quanto à significação, pode ser classificado em:

a) comum: homem, mulher, rio, remédio, cidade.

b) próprio: Jonas, Vanessa, São Francisco, Neosaldina, São Paulo.

c) abstrato: ódio, amor, beijo, toque, fé.

d) concreto: chuva, relógio, luz, Deus, Diabo.

e) coletivo: boiada, rebanho, tropa, vara, horda.

Quanto à flexão, pode apresentar:

a) Flexão em gênero: o substantivo pode ser masculino ou feminino. Exemplos: 

– gato, gata / homem, mulher / o jacaré macho, o jacaré fêmea.

b) Flexão em número: o substantivo pode ser singular ou plural. Exemplos:

– gato, gatos / homem, homens / mulher, mulheres.

Quanto à variação em grau, pode apresentar:

a) grau aumentativo: homem grande, homenzarrão, casa gigante, casarão.

b) grau diminutivo: homem miúdo, homenzinho, casa pequena, casinha.

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Porventura x Por ventura – qual a diferença?

Porventura e por ventura: as duas expressões existem na língua portuguesa, mas possuem significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada uma delas. Vejamos!

Porventura

Porventura é um advérbio que significa “por acaso” ou “por hipótese”. Essa palavra é sinônima de: quiça, talvez, possivelmente, quem sabe.

Vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • Se porventura você passar aqui amanhã, avise para tomarmos um café.
  • Porventura já deixei de cumprir algum compromisso com você, meu amigo?
  • Pode ser que porventura eu não consiga ir à escola amanhã.
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Tudo bom x Tudo bem – qual a forma correta?

O correto é dizer tudo bem ou tudo bom? As duas maneiras são aceitas. Neste artigo, vamos explicar melhor cada situação. Vamos lá!

Tudo bem

Quando usamos essa forma, está implícito o verbo estar. Como bem é um advérbio, ele complementa o verbo, logo ele se refere a maneira como as coisas estão indo.

ex: Está tudo bem na minha vida.

Tudo bom

Como bom é um adjetivo, ele se refere a um substantivo que está oculto. Então, quando perguntamos se está tudo bom, fica subentendido que estamos falando do dia-a-dia, da situação, das coisas de determinada pessoa.

ex: Está tudo bom no meu dia.

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Mal criado x Malcriado – quando usar cada um?

🔸 MALCRIADO é um adjetivo usado para caracterizar alguém que tem má educação, é grosseiro ou desrespeitoso. ✔ Ex: O aluno foi muito malcriado ao responder o professor. 🔸MAL CRIADO tem função de advérbio e se refere ao tipo de educação que alguém recebeu ou está recebendo. ✔ Ex: Joana foi muito mal criada pelos pais. #DescriçãoDaImagem A imagem mostra um menino olhando pra cima. A imagem dá ideia de má-criação. #TextoDaImagem Malcriado versus mal criado. #português #gramática #educação  #aprendizado #estudo #trabalho #empreendedorismo #concurso #concursopúblico #escola #faculdade #vestibular #enem #dicas #escrita #língua #linguagem #clubedoportuguês #correntedobem #boanoite

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As expressões mal criado e malcriado existem. Elas são utilizadas em circunstâncias diferentes. Neste artigo, vamos explicar como e quando usar cada uma. Vamos lá!

Malcriado

É um adjetivo usado para caracterizar alguém que tem má educação, é grosseiro ou desrespeitoso.

ex1: O aluno foi muito malcriado ao responder o professor.

ex2: Filhos malcriados são um grande problema para as escolas.

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Mal-entendido: qual é o plural?

Afinal de contas, qual o plural de mal-entendido? Os dois termos vão para o plural ou somente um? Neste artigo, vamos resolver essa questão. Vamos lá!

Classificação das palavras

Para descobrir a resposta correta, temos de analisar a classificação das palavras. Entendido exerce a função de adjetivo. Dessa forma, possui variação de número, ou seja, pode ser pluralizado.

mal é um advérbio e, por isso, é um termo invariável. Em outras palavras, não tem plural.

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