Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

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Contatos com a escrita – o que é e como praticar?

No contexto da Literacia Familiar, as práticas de contatos com a escrita dividem-se em dois grupos: exposição à escrita e práticas da escrita.

A exposição à escrita objetiva colocar as crianças em contato com os mais variados materiais escritos, além de chamar a atenção para a presença da escrita em sua vida cotidiana. Desse modo, as crianças compreendem que a escrita possui inúmeros propósitos e funções.

Mais além estão as práticas da escrita, as quais visam incentivar as crianças a exercitarem a escrita desde cedo. Normalmente, inicia-se por desenhos, avança para as grafias inventadas, depois para as letras, para a formação de palavras e frases e chega a textos simples e complexos. Com isso, as crianças exercitam a coordenação motora fina e descobrem mais uma forma de expressão — os textos.

Portanto, ao executar tais práticas com seu filho, você estará ajudando-o a reconhecer que vive cercado de textos e que também é capaz de produzi-los.

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Alfabetização inclusiva – o que é e como fazer?

A Educação é um direito fundamental de todo brasileiro, e a alfabetização inclusiva é uma expressão dessa cidadania. No entanto, o país continua tendo muita dificuldade em universalizar o acesso a escolas de pessoas com deficiências.

Por isso, mais do que um gesto de afeto e empatia, educar com didáticas que atendam às necessidades de estudantes com algum tipo de deficiência, e assim garantir uma educação mais inclusiva a eles, é essencial.

Há alguns avanços a serem comemorados. A alfabetização inclusiva já é realidade em algumas escolas brasileiras e destaque internacional pela atuação de profissionais dedicados a apoiar estudantes com necessidades especiais. É o caso da professora de português e libras Doani Bertan, de Campinas (SP), que foi finalista do Prêmio Global Teacher Prize 2020, considerado o Nobel da Educação.

Além disso, muitas políticas públicas têm sido implementadas. Por força de lei ou por iniciativas individuais, várias ações vêm promovendo a alfabetização inclusiva na escola, considerando as diferenças do aprender.

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Alfabetização na BNCC – tudo que você precisa saber

Dominar o sistema de escrita não é suficiente para estar alfabetizado. Vimos isso nos tópicos anteriores, que explicam ser preciso também tornar-se capaz de ler e escrever textos de diversos gêneros, interpretando e entendendo seu contexto. Esse pensamento também encontra guarida na própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que pretende alinhar as propostas pedagógicas do país que adotam a rota da alfabetização.

Vale destacar que a BNCC não oferece ao professor orientações didáticas e elementos para avaliação. O foco do documento está em “o que ensinar”, pois se concentra na proposição das competências e habilidades essenciais a serem desenvolvidas pelos alunos, deixando a construção do “como ensinar” a cargo das escolas. Mas como trilhar esse caminho? Veremos logo a seguir.

Antes, é preciso lembrar que, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), a BNCC, que é um documento federal de caráter normativo, deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino e as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas.

O processo de elaboração do documento foi intenso: envolveu contribuições públicas por meio de consultas virtuais e seminários promovidos para discussão. A BNCC para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental foi homologada em dezembro de 2017 (a do Ensino Médio foi homologada um ano depois, em dezembro de 2018).

Resumidamente, a Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todo estudante desenvolva ao longo da escolaridade básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Assim, a BNCC delineia o que é essencial abordar na escola básica, como, por exemplo, garantir o aprendizado do alfabeto e de sua utilidade como código de comunicação, bem como a apropriação do sistema de escrita e de mecanismos de leitura.

Nesse processo, a alfabetização é definida como a principal ação pedagógica do começo do Ensino Fundamental dos 1º e 2º anos. O documento prevê que, ao final do 2º ano, as crianças já devem possuir habilidades relacionadas a leitura e escrita. Numa lógica evolutiva, o processo tem continuidade no 3º ano com ênfase na ortografização.

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Ambiente alfabetizador – o que é e como criar?

Pense na sala de aula do Ensino Fundamental como se fosse uma cozinha, repleta de alimentos in natura e de utensílios à disposição… Compare os dois ambientes e responda: como fazer para que esse “ambiente culinário” estimule o surgimento de futuros chefs? A comparação parece absurda, mas é mais ou menos isso que acontece quando se imagina um ambiente alfabetizador ideal.

Legumes, verduras, grãos, carnes, farinhas, leite podem até matar a fome urgente, mas, para aprender a manipular os alimentos e construir com eles um menu digno de masterchef, é preciso aprender a manipular os ingredientes, a uni-los e a combinar bem seus sabores.

Por isso que se tem hoje em dia certeza de que a fórmula antiga de forrar as paredes da sala de aula com cartazes com textos e palavras escritas, etiquetas de identificação e outros penduricalhos não é suficiente para estimular a alfabetização. É como ter à mão farinha, fermento, sal e água e não saber que tem de misturar tudo, amassar e assar para chegar ao pão.

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Alfabetização – qual a idade correta para ler e escrever?

A sociedade está sempre repleta de convenções que funcionam muito bem na maioria das vezes, mas que, em outros momentos, precisam ser adaptadas para lidar com características individuais. Isso é muito verdade quando a questão é ter ou não uma idade certa para aprender a ler e escrever. Afinal, temos aqui um padrão ou uma conveniência?

Oficialmente, o processo de alfabetização começa no primeiro ano do Ensino Fundamental, por volta dos 6 anos, e espera-se que os alunos saibam ler e escrever por volta de 8 a 9 anos de idade, já no terceiro ano. Existem escolas, contudo, que iniciam a alfabetização por volta dos 4 anos de idade – e com isso, com menos de 7 anos, essas crianças já estão alfabetizadas de fato.

Importante ressaltar que as pesquisas neurocientíficas indicam que o processo iniciado por uma criança de 6 anos de idade já apta às habilidades de leitura e escrita é concluído entre os 7 anos e meio e os 7 anos e 8 meses.

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Leitura dialogada – o que é e como fazer?

A leitura dialogada é uma das práticas de Literacia Familiar mais importantes no processo de desenvolvimento da linguagem das crianças.

Essa prática consiste na conversa entre adultos e crianças antes, durante e após a leitura em voz alta de algum livro. Dessa forma, por meio de perguntas e respostas, o ato de leitura torna-se um momento de bate-papo entre pais e filhos.

Acompanhe a seguir todos os benefícios dessa prática e como praticá-la.

Quais são os benefícios da leitura dialogada?

Primeiramente, a prática contínua da leitura dialogada fortalece os laços afetivos entre pais e filhos. Além disso, traz benefícios para todas as fases de desenvolvimento de seu filho. Veja:

Na primeira infância:

– favorece o desenvolvimento de habilidades, atitudes e conhecimentos facilitadores do processo de alfabetização.

Com crianças maiores e com adolescentes:

– reforça conhecimentos e habilidades adquiridos na escola;

– estimula o desenvolvimento da linguagem;

– estimula o amor pela leitura, pois os filhos ficam mais motivados a se tornar leitores por toda a vida.

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Níveis de escrita – pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético

É passo a passo, degrau a degrau, que a criança em fase de alfabetização desenvolve a capacidade de escrever. Antes mesmo de chegar ao ponto de dominar a escrita, ela passa por várias etapas. Em cada uma ela leva em conta as informações que recebe, mas também acrescenta, sempre e ao mesmo tempo, algo de pessoal nesse processo. Assim, esse processo obedece a uma linha evolutiva, que passa por quatro grandes níveis de escrita: pré-silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético.

Neste artigo, vamos detalhar cada um desses níveis e mostrar quais são suas características. Vejamos!

Nível pré-silábico: desenhos e rabiscos de letras

O nível pré-silábico é o primeiro dos quatro níveis de escrita. Nele a criança inicia seu processo de distinção entre desenho e escrita. Nesse período, ela ainda não conhece direito o alfabeto, mas já percebe que a escrita representa o que ela diz, mesmo que ainda se expresse por meio de rabiscos e desenhos.

Sem dominar o uso das letras, é comum que a criança use critérios quantitativos, variando a quantidade de letras para obter escritas diferentes, e qualitativos, a fim de variar o repertório das letras ou a posição delas, sem alterar a quantidade.

Em geral, a criança demonstra intenção de escrever por meio do traçado linear com formas diferentes e pode caracterizar uma palavra com a letra inicial. Ela também apresenta leitura global, individual e instável do que escreve, de modo que só ela sabe o que realmente escreveu. Nessa fase, contudo, a criança não estabelece vínculo entre fala e escrita e acaba usando letras do próprio nome ou números e letras na mesma palavra.

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Escrita alfabética – o que é e como estimular?

Repetir e memorizar não bastam para dominar a escrita. A criança a ser alfabetizada precisa avançar e entender a lógica do sistema, ser desafiada e convidada a refletir sobre as palavras. Até porque escrever exige um processo muito mais complexo e profundo de compreensão dos mecanismos que constituem o Sistema de Escrita Alfabética (SEA).

O SEA nada mais é do que o conjunto de mecanismos que forjam um “escritor” a partir do momento em que ele passa a perceber como funciona esse sistema de representação e a dominar as convenções letra-som.

Essas ideias têm um enorme impacto na prática pedagógica do professor alfabetizador, que precisa propor atividades voltadas para a reflexão e compreensão da lógica que está por trás do sistema de escrita alfabética, para além da decoreba do BA-BE-BI-BO-BU.

Para entender isso, desapegue-se do conceito de códigos, símbolos e “caracteres”. Concentre-se em um conjunto de regras ou propriedades que definem rigidamente como os códigos/símbolos funcionam.

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Interação verbal – o que é e como fazer?

Uma das formas mais eficazes de ajudar os filhos no processo de alfabetização é por meio das práticas de Literacia Familiar. Ao todo, temos seis práticas:

  1. Interação verbal
  2. Leitura dialogada
  3. Narração de histórias
  4. Contatos com a escrita
  5. Atividades diversas
  6. Motivação

Dentre elas, a interação verbal, junto da leitura dialogada, é uma das mais importantes no processo de desenvolvimento da linguagem das crianças.

Veja a seguir o que é e como praticar a interação verbal.

O que é interação verbal na Literacia Familiar?

A interação verbal é a prática de Literacia Familiar que objetiva aumentar a quantidade e a qualidade dos diálogos entre adultos e crianças.

Em outras palavras, a interação verbal apresenta às crianças palavras novas e dá a elas os subsídios necessários para que transmitam informações importantes e expressem-se da forma mais clara possível.

Para praticar a interação verbal com os filhos, não é necessário investir em materiais didáticos caros. Basta apenas que os pais aproveitem as oportunidades do dia a dia para realizar conversas que estimulem o desenvolvimento linguístico dos pequenos.

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Conheça os 7 facilitadores da alfabetização

O desenvolvimento da linguagem de uma criança é influenciado diretamente pela sua família. Ainda que, na escola, a alfabetização ocorra por volta dos seis anos de idade no primeiro ano do ensino fundamental, para muitas crianças apenas esse primeiro ano não é suficiente para alfabetizá-las.

Consequentemente, esses alunos são os mais prejudicados nos anos seguintes, visto que a leitura é um instrumento essencial no aprendizado de outras matérias, como História, Geografia, Matemática e Ciências.

Portanto, para garantir que a alfabetização ocorra de forma eficaz, é necessário que os pais ajudem as crianças a desenvolver habilidades de linguagem oral, leitura e escrita antes mesmo delas irem para a escola.

Para isso, as práticas de Literacia Familiar são fundamental! Elas contribuem para o desenvolvimento dos Facilitadores da Alfabetização, que são essenciais para aprender a ler, a escrever e a calcular. 

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