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Às ordens x As ordens – tem crase?

Afinal, a forma certa é “às ordens” ou “as ordens”? As duas construções estão corretas, mas possuem significados diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada uma. Acompanhe a leitura!

Crase

Primeiramente, vale relembrarmos o que é crase. Basicamente, crase é o nome que se dá à junção de vogais iguais.

  • a + a = à

Sua ocorrência é indicada por meio do acento grave, que é o acento indicador de crase.

Em geral, o acento grave é empregado em três situações:

  1. encontro da preposição “a” com o pronome demonstrativo “a”;
  2. encontro dos artigos definidos “a” ou “as” com a preposição “a”;
  3. encontro da preposição “a” com pronomes demonstrativos (aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo).
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Vale a pena x Vale à pena – tem crase?

A forma correta é vale a pena, sem crase. A expressão vale à pena, com crase, não existe e está incorreta. Neste artigo, vamos por que não devemos usar o acento grave. Vejamos!

Significado de “vale a pena”

A expressão valer a pena indica que algo ou alguém foi merecedor de um sacrifício, de um grande esforço ou de uma pena (no sentido de ser algo penoso).

Vamos conferir alguns exemplos do uso dessa construção:

  • Dedicar-se aos estudos sempre vale a pena.
  • Já que temos que fazer esse projeto, vamos fazer valer a pena.
  • Valeu a pena todo esforço que fiz para poder dar uma vida melhor para minha família.

Note que a expressão possui a seguinte composição: verbo “valer” + artigo “a” + substantivo “pena”.

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A altura, À altura e Há altura– quando utilizar cada termo?

As construções “há altura“, “a altura” e “à altura” existem na língua portuguesa, mas têm significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

Há altura

Em “há altura“, temos o encontro do verbo haver (na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo) com o substantivo feminino altura. Vejamos alguns exemplos:

  • Pelo que vi, não há altura suficiente para fazer a fundação da casa aqui.
  • Há altura para construir uma piscina nesse terreno?
  • Não há altura para praticar saltos nessa região.

A altura

Já na construção “a altura“, temos o encontro do artigo definido feminino “a” com o substantivo feminino “altura”:

  • Preciso saber a altura correta para projetar os móveis.
  • A altura daquele senhor espantava a todos.
  • Vou pesquisar qual a altura do monte Everest.

À altura

Por fim, à altura, com crase, é um locução que significa “como a situação exige” ou “como deveria ser”. Vamos conferir alguns casos:

  • Eu me sinto à altura da tarefa.
  • Esse homem está à altura da missão
  • Espero estar à altura das suas expectativas.

Vale dizer que, na língua portuguesa, todas as locuções que têm núcleo feminino devem receber o acento grave.

É importante ressaltar ainda que, se houver algum outro termo entre a preposição “a” e o substantivo feminino “altura”, não devemos utilizar a crase (ex: a certa altura, a meia altura, a essa altura, etc.)

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A tarde, À tarde e Atarde – quando usar cada um?

As expressões a tarde, à tarde e atarde existem na língua portuguesa, mas elas possuem funções e significados diferentes. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

1) A tarde

A expressão a tarde representa o simples encontro entre o artigo definido feminino “a” e o substantivo feminino “tarde”. Vejamos alguns exemplos:

  • A tarde estava muito ensolarada naquele dia. Por isso, decidimos sair para passear.
  • A tarde parece mais do quente que a manhã.
  • A parte do dia que mais gosto é a tarde, porque é quando encontro meus amigos.
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As 10 classes gramaticais

Devido a uma semelhança morfológica, as palavras de nossa língua são divididas em dez classes gramaticais, também chamadas de classes de palavras.

Essas classes são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Vejamos uma por uma a seguir.

Flexão das palavras

Quanto à flexão, as dez classes gramaticais se dividem em variáveis e invariáveis:

  1. Variáveis – são as palavras que variam em:
  • gênero e número: substantivo, adjetivo, artigo e numeral;
  • pessoa, gênero e número: pronome;
  • pessoa, número, modo, tempo e voz: verbo.
  1. Invariáveis – são as palavras que não apresentam flexões: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

1. Substantivo

O substantivo é a palavra que nomeia tudo o que existe ou o que imaginamos existir. 

Quanto à forma, pode ser classificado em:

a) primitivo: pedra, motor, trovão.

b) derivado: pedreira, motorista, trovoada.

c) simples: fruta, pão, granjeiro, chuva, pedra.

d) composto: fruta-pão, hortifrutigranjeiro, chuva-de-pedra.

Quanto à significação, pode ser classificado em:

a) comum: homem, mulher, rio, remédio, cidade.

b) próprio: Jonas, Vanessa, São Francisco, Neosaldina, São Paulo.

c) abstrato: ódio, amor, beijo, toque, fé.

d) concreto: chuva, relógio, luz, Deus, Diabo.

e) coletivo: boiada, rebanho, tropa, vara, horda.

Quanto à flexão, pode apresentar:

a) Flexão em gênero: o substantivo pode ser masculino ou feminino. Exemplos: 

– gato, gata / homem, mulher / o jacaré macho, o jacaré fêmea.

b) Flexão em número: o substantivo pode ser singular ou plural. Exemplos:

– gato, gatos / homem, homens / mulher, mulheres.

Quanto à variação em grau, pode apresentar:

a) grau aumentativo: homem grande, homenzarrão, casa gigante, casarão.

b) grau diminutivo: homem miúdo, homenzinho, casa pequena, casinha.

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Artigo: definição, classificação e uso

O artigo é um termo que acompanha o substantivo, definindo seu número (singular x plural) e seu gênero (masculino x feminino). Essa classe gramatical se divide em dois grupos: artigos definidos e artigos indefinidos.

Neste texto, vamos detalhar esses conceitos e mostrar sua classificação e seu uso. Vejamos!

Artigo definido

Os artigos definidos são: a, as, o e os. Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, eles indicam que algo ou alguém é uma coisa ou um ser já conhecido do leitor ou do ouvinte, seja por ter sido mencionado antes, seja por ser objeto de um conhecimento de experiência.

Vamos analisar dois casos de uso do artigo definido:

  • Ele chegou ao colégio cedo hoje.

O uso do artigo definido “o” mostra que se trata de um colégio já conhecido pelo falante ou pelo ouvinte.

  • Naquele momento, uma bela moça entrou no salão. A mulher era deslumbrante e atraiu os olhares de todos no recinto.

Veja que o uso do artigo definido “a” trata de um ser que já havia sido previamente mencionado.

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Uma única – essa expressão é um pleonasmo vicioso?

A expressão uma única configura um pleonasmo vicioso? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida e explicar se é ou não possível utilizar essa combinação de palavras. Vamos lá!

Numeral x Artigo

O termo uma pode ter função tanto de numeral, quanto de artigo indefinido. Vejamos:

ex1: Ele tinha uma casa no campo e outra na praia.

Perceba que aqui uma funciona com numeral, pois indica quantidade. Para se certificar, basta trocar por outro número: “ele tinha duas casas no campo e outra na praia”.

ex2: Quando entrei em casa, ouvi uma barulheira estranha na cozinha.

Nesse exemplo, uma age como artigo indefinido. Trata-se de uma barulheira que não consigo precisar.

LEIA MAIS: Há crase antes de artigo indefinido?

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O que é paralelismo?

Definição de paralelismo

Entenda como usar o paralelismo.

Pergunta do leitor: Pode utilizar a seguinte frase: “vou à praia, o cinema e a aula”? Ou necessariamente deverá ser escrito “vou à praia, ao cinema e à aula”  ou “vou a praia, cinema e aula”.

Resposta

Um fator que deve ser um ponto de atenção na hora de escrever é o chamado paralelismo. Esse é o nome que se dá ao uso de estruturas idênticas ou similares. Um texto bem construído deve prezar pelo paralelismo, como forma de obter uma estrutura coerente e coesa. Dito isso, vamos analisar  a dúvida do leitor.

CASO 1 – Vou à praia, o cinema e a aula.

Aqui encontramos uma quebra do paralelismo, mais especificamente, do paralelismo sintático.  O objeto indireto  deve sempre estar ligado ao verbo pela preposição. Isso se aplica também nos casos em que há mais de um objeto direto. Então, o mais correto seria:

ex: Vou à praia, ao cinema e à aula. Continue reading

O que é adjunto adnominal?

O que é adjunto adnominal?

Adjunto adnominal é o termo que explica, especifica ou determina um substantivo. Trata-se de uma função sintática exercida por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos.

Ex¹: O homem jovem comprou dois pomposos ternos.

O primeiro passo para identificar os adjuntos adnominais é encontrar os substantivos da oração. Vejamos:

Ex²: O homem jovem comprou dois pomposos ternos.

O artigo “o” e o adjetivo “jovem” estão ligados ao substantivo “homem”, agindo, assim, como adjunto adnominal.

O mesmo ocorre com numeral “dois” e o adjetivo “pomposos”, que se conectam ao substantivo “ternos”.

Adjunto adnominal x Complemento nominal

De maneira geral, o adjunto adnominal refere-se ao substantivo. Já o complemento nominal refere-se a nomes de forma ampla (substantivos, adjetivos e advérbios).

Ademais, o adjunto adnominal tem função ativa, enquanto o complemento nominal tem função passiva. Para deixar mais clara essa distinção, vamos observar a frase abaixo:

  • O ataque dos Estados Unidos ao Iraque foi terrível.

Veja que o termo “dos Estados Unidos” exercem um papel ativo em relação ao substantivo “ataque” (os Estados Unidos atacaram o Iraque). Por isso, a expressão é classificada como adjunto adnominal.

Em contrapartida, o termo “ao Iraque” ocupa um papel passivo em relação a “ataque” (o Iraque foi atacado). Assim, a expressão é classificada como complemento nominal.

Vale ressaltar ainda que o adjunto adnominal pode indicar posse, agente ou espécie.

Adjunto adnominal x Predicativo

Uma outra dúvida possível é como diferenciar o adjunto adnominal do predicativo do sujeito. Para resolver essa questão, basta substituir o sujeito por um pronome.

Se, com essa substituição, o termo desaparecer, estamos diante de um adjunto adnominal. Para compreender melhor esse processo, vejamos um exemplo:

  • A recente descoberta de vacinas beneficia os pacientes graves.
    • Sujeito: A recente descoberta de vacinas
    • Predicado: beneficia os pacientes graves.
  • Substituindo o sujeito pelo pronome “ela”:
    • Sujeito: Ela
    • Predicado: beneficia os pacientes graves.

Como com a substituição os termos que acompanham o substantivo “descoberta” desaparecem, os termos “a”, “recente” e “de vacinas” são classificados como adjunto adnominal.

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