Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

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Passo a passo x Passa-a-passo – tem hífen?

A forma correta é passo a passo, sem hífen. A forma passo-a-passo não existe na língua portuguesa e por isso não deve ser utilizada. Neste artigo, vamos explicar qual regra se aplica a essa expressão. Vejamos!

Hífen com locuções

Segundo as regras do Acordo Ortográfico, não se deve utilizar o hífen nas locuções em geral (substantivas, adjetivas, adverbiais, entre outras). É por isso que a expressão passo a passo é escrita sem o uso desse sinal gráfico.

Vejamos outros exemplos de termos que seguem o mesmo regramento: dia a dia, à toa, à mão, caso a caso, etc.

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Vale a pena x Vale à pena – tem crase?

A forma correta é vale a pena, sem crase. A expressão vale à pena, com crase, não existe e está incorreta. Neste artigo, vamos por que não devemos usar o acento grave. Vejamos!

Significado de “vale a pena”

A expressão valer a pena indica que algo ou alguém foi merecedor de um sacrifício, de um grande esforço ou de uma pena (no sentido de ser algo penoso).

Vamos conferir alguns exemplos do uso dessa construção:

  • Dedicar-se aos estudos sempre vale a pena.
  • Já que temos que fazer esse projeto, vamos fazer valer a pena.
  • Valeu a pena todo esforço que fiz para poder dar uma vida melhor para minha família.

Note que a expressão possui a seguinte composição: verbo “valer” + artigo “a” + substantivo “pena”.

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A altura, À altura e Há altura– quando utilizar cada termo?

As construções “há altura“, “a altura” e “à altura” existem na língua portuguesa, mas têm significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

Há altura

Em “há altura“, temos o encontro do verbo haver (na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo) com o substantivo feminino altura. Vejamos alguns exemplos:

  • Pelo que vi, não há altura suficiente para fazer a fundação da casa aqui.
  • Há altura para construir uma piscina nesse terreno?
  • Não há altura para praticar saltos nessa região.

A altura

Já na construção “a altura“, temos o encontro do artigo definido feminino “a” com o substantivo feminino “altura”:

  • Preciso saber a altura correta para projetar os móveis.
  • A altura daquele senhor espantava a todos.
  • Vou pesquisar qual a altura do monte Everest.

À altura

Por fim, à altura, com crase, é um locução que significa “como a situação exige” ou “como deveria ser”. Vamos conferir alguns casos:

  • Eu me sinto à altura da tarefa.
  • Esse homem está à altura da missão
  • Espero estar à altura das suas expectativas.

Vale dizer que, na língua portuguesa, todas as locuções que têm núcleo feminino devem receber o acento grave.

É importante ressaltar ainda que, se houver algum outro termo entre a preposição “a” e o substantivo feminino “altura”, não devemos utilizar a crase (ex: a certa altura, a meia altura, a essa altura, etc.)

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Um brinde à x Um brinde a – tem crase?

Tanto um brinde a quanto um brinde à estão corretas. O uso de cada uma vai depender do termo que acompanha a expressão. Neste artigo, vamos explicar melhor essa questão. Vejamos!

Quando usar “um brinde a”?

Quando a expressão vier seguida de uma termo masculino, não devemos utilizar a crase:

  • Vamos fazer um brinde ao projeto.
  • Nesta pandemia, devemos fazer um brinde aos médicos.

Também não devemos usar o acento grave quando a expressão vier seguida de um termo feminino no plural referido de forma genérica:

  • Vamos fazer um brinde a vidas.

Nesse caso, como a referência ao substantivo “vidas” é genérica (falamos de vidas em geral), temos apenas o uso da preposição “a”. Por isso, não há crase.

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Fazer jus x Fazer juz – qual a forma correta?

A forma correta é fazer jus, com “s”. A expressão fazer juz está incorreta e, por isso, não deve ser utilizada na língua portuguesa. Neste artigo, vamos analisar melhor essa questão. Vejamos!

Jus

O termo jus é um substantivo masculino que significa direito a algo, merecimento, prerrogativa. Em geral a palavra é usada na expressão “fazer jus a”. Vejamos alguns exemplos:

  • Os aprovados fazem jus ao cargo.
  • Esse ator faz jus à fama.
  • Com toda sua dedicação, você fez jus à nota.
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5 classificações do vocábulo “a”

O vocábulo “a” pode exercer diferentes funções na língua portuguesa. Neste artigo, vamos detalhar as 5 classificações que esse termo pode ter. Vejamos!

1) Artigo

Quando é usado para determinar o substantivo, o “a” atua como artigo definido feminino. Vejamos alguns exemplos:

  • A casa foi vendida no mês passado.
  • Passei o presente para a menina.
  • Você pode abrir a porta, por favor?
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A tarde, À tarde e Atarde – quando usar cada um?

As expressões a tarde, à tarde e atarde existem na língua portuguesa, mas elas possuem funções e significados diferentes. Neste artigo, vamos mostrar quando usar cada uma. Vejamos!

1) A tarde

A expressão a tarde representa o simples encontro entre o artigo definido feminino “a” e o substantivo feminino “tarde”. Vejamos alguns exemplos:

  • A tarde estava muito ensolarada naquele dia. Por isso, decidimos sair para passear.
  • A tarde parece mais do quente que a manhã.
  • A parte do dia que mais gosto é a tarde, porque é quando encontro meus amigos.
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Viva a ciência x Viva à ciência – tem crase?

A palavra viva pode ou não vir seguida do acento indicativo de crase. Isso vai depender da função morfológica do termo. Neste artigo, vamos abordar todos os casos. Vejamos!

“Viva” como verbo

O termo viva pode exercer a função de verbo para indicar uma oração optativa, ou seja, uma oração que expressa um desejo. Nesse caso, viver atua como verbo intransitivo. Logo não devemos usar crase.

ex: Viva a ciência!

O sentido da frase acima seria o mesmo de “eu desejo que a ciência viva”. Nesses casos, o termo que vem após o verbo é o sujeito, e não o objeto.

Assim, quando mudamos o número do sujeito, devemos ajustar a conjugação do verbo para manter a concordância.

ex: Vivam os reis! (o mesmo sentido de “eu desejo que os reis vivam.”)

Vale destacar, contudo, que, segundo o dicionário Aulete, a forma invariável do termo é consagrada pelo uso e pode ser utilizada também (ex: Viva os professores!).

Nesses casos, o termo viva estaria funcionado como interjeição, e não como verbo.

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A duras penas x À duras penas – tem crase?

A forma correta de escrever a expressão é a duras penas, sem crase. Neste artigo, vamos explicar por que não devemos utilizar o acento grave nessa locução. Vejamos!

Quando usar crase?

Antes de avançarmos, vale a pena relembrar o conceito de crase.

A palavra crase vem do grego krâsis, que significa “fusão de sons” ou “mistura”. Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Acontece, em geral, em três casos:

a) Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
b) Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
c) Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Quando isso ocorre, devemos usar o acento grave em cima da letra “a”. 

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Boca a boca x Boca-a-boca – tem hífen?

Afinal, a forma correta é boca a boca ou boca-a-boca? A expressão tem ou não tem hífen? Neste artigo, vamos tirar essa dúvida.

Reforma ortográfica

Antes do Acordo Ortográfico, existia uma diferença entre as expressões boca a boca, sem hífen, e boca-a-boca, com hífen. A primeira era utilizada como locução adverbial ou adjetiva e a segunda como substantivo.

Contudo, com o advento da Reforma, o hífen foi abolido. Assim, a forma correta é somente boca a boca, sem hífen, independentemente da função que a palavra exerça. Vejamos alguns usos desse termo:

  • O boca a boca é a melhor forma de divulgação.
  • O paciente precisou de respiração boca a boca.
  • A notícia correu boca a boca.
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