Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

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Reportagem – características e estrutura do gênero textual

Diferentemente da notícia, que informa sobre algo que acabou de acontecer (ou ainda está em andamento), uma reportagem não tem o compromisso com os fatos imediatos do dia a dia, o novidadeiro, a notícia “fresquinha”.

O compromisso da reportagem é com a interpretação de um assunto, com o aprofundamento dos efeitos e desdobramentos de fatos, trazendo à tona detalhes, nuances, coerências e contradições.

Como um gênero textual nobre do jornalístico, ela faz isso partindo de um ângulo bem mais pessoal. Quando se diz que o texto é mais pessoal, não significa que a reportagem seja veículo de uma visão apenas – este espaço opinativo é reservado aos artigos de opinião, a editoriais dos jornais e revistas e às cartas dos leitores de um veículo de imprensa.

O mais comum é a reportagem recolher várias opiniões, muitas vezes divergentes, até a do próprio repórter/autor em casos específicos. A partir das ideias de vários entrevistados (fontes), o repórter constrói uma espécie de diálogo abrangente entre as diferentes visões, ou monta um painel que tem por objetivo criar um panorama completo (ou bem específico) sobre o tema abordado.

Nesse sentido, a reportagem como gênero jornalístico não só informa como também colabora muito para a tomada de consciência e formação da opinião dos leitores/telespectadores/ouvintes/internautas.

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Enredo: o que é, tipos e como fazer

O enredo da nossa vida a gente conhece muito bem, de cor e salteado. O enredo da escola de samba é mais fantasioso e por isso mesmo talvez mais fascinante. Seja qual for, enredo é o que conta a história, é elemento fundamental de um texto narrativo. E é em torno dele que os acontecimentos se desenrolam.

Chamado também de intriga, trama ou argumento, do ponto de vista estilístico, o enredo pode ser definido como uma estrutura de natureza ficcional ou não ficcional composta por acontecimentos em série que formam uma ação no tempo-espaço. Seus agentes são personagens da narrativa.

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Discurso direto, indireto e indireto livre: o que são e quando usar?

Em um texto narrativo, é comum nos depararmos com algumas formas distintas de discurso, são elas: discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre. Esses três tipos de discurso nos ajudam a conhecer os pensamentos e as falas das personagens no texto.

Discurso direto

É considerado discurso direto aquele em que o narrador apresenta a personagem e transcreve suas falas na íntegra, sem qualquer alteração. Exemplos:

Ela escrevia e o pai lia; num dado momento, ele disse:

— Sabes quem vem aí, minha filha?

— Quem é?

— Teu padrinho. (…)

(Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto)

Por fim Rui Soeiro rompeu o silêncio:

— Não foi decerto para espairecer pelos matos ao romper da alva, que nos fizestes vir aqui, misser Loredano?

— Não — respondeu o italiano laconicamente.

— Mas então desembuchai de uma vez, e não percamos tempo.

(O Guarani, José de Alencar)

Esse tipo de discurso apresenta, normalmente, as seguintes características:

a) Presença de verbos elocutivos, tais como: dizer, responder, afirmar, perguntar, sugerir, indagar ou sinônimos.

b) Presença de aspas, dois-pontos e travessão.

c) Mudança de linha.

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