Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

Tag: poema

Como escrever um poema em 10 passos?

Saber como escrever um poema pode parecer um desafio enorme para algumas pessoas. No entanto, assim como nas demais produções escritas, é necessário se dedicar e explorar ao máximo o potencial criativo, as dicas e técnicas que existem em torno dessa proposta. 

Contudo, antes de escrever um poema, é fundamental compreender que o seu principal objetivo é despertar emoções no leitor e fazê-lo se conectar ao autor por meio das expressões de sentimentos e ideias contidas nele.

Pensando nisso, neste artigo, vamos detalhar os 10 passos abaixo para criar um poema:

  1. Leia poemas;
  2. Escolha um tema;
  3. Explore o mundo ao seu redor
  4. Trabalhe a estrutura externa do poema;
  5. Tenha cuidado com as rimas;
  6. Surpreenda seus leitores;
  7. Conheça as figuras de linguagem;
  8. Produza um rascunho;
  9. Escreva seu poema;
  10. Faça a revisão.

10 passos para escrever um poema

Como escrever um poema

Se você deseja saber como escrever um poema, acompanhe os passos do roteiro abaixo!

1. Leia poemas 

A nossa primeira dica de como escrever um poema é válida para a produção de qualquer conteúdo escrito. Afinal, um bom escritor deve ser, antes de tudo, um bom leitor. Para produzir qualquer texto, é fundamental estar sempre conectado à escrita dos mais diversos autores e gêneros para a ampliação de vocabulário e compreensão de sua estrutura. 

Além disso, no caso dos poemas, é interessante ler clássicos da literatura para se inspirar. Autores como Machado de Assis, Shakespeare e Dante, por exemplo, podem auxiliar muito nessa missão. Busque fazer a leitura de um soneto, um auto e um poema contemporâneo, pois quanto mais diversidade, maior será o seu conhecimento acerca do gênero.

2. Escolha o tema sobre que deseja escrever

Depois de ler bastante e encontrar as inspirações de que tanto precisa, é o momento de definir o tema que deseja escrever. Para isso, é imprescindível pensar nas palavras que serão colocadas no papel.  

Esta é a fase de exploração da estrutura interna do texto, ou seja, do conteúdo do poema. Aqui, o assunto pode ser algo pelo qual você já tenha passado, momentos importantes que gostaria de relatar ou situações vividas por outras pessoas. Dentre os temas de poemas mais comuns, podemos destacar:

  • amor;
  • paixão;
  • afeto;
  • solidão;
  • saudade;
  • morte;
  • vida;
  • infância;
  • amizade;
  • sonhos;
  • sociedade;
  • literatura;
  • política;
  • dentre outros. 

Um bom assunto é aquele que mexe com você intimamente. Assim, uma dica interessante é você escolher um tema que esteja ligado a algo que ou te inspira ou te incomoda.

O poema pode ser uma peça de exaltação de algo que você admira, mas também pode servir como estratégia para fazer uma crítica ou um protesto contra algo que você não gosta, como fizeram, por exemplo, os poetas Sérgio Vaz e Castro Alves.

Continue reading

Poemas de forma fixa – definição e exemplos

Os poemas de forma fixa são aqueles que se submetem a regras determinadas de combinação de versos, rimas e estrofes. Em outras palavras, são poemas que apresentam estrutura pré-definida.

Dentro do contexto dos gêneros literários, esses tipos de poema pertencem à categoria do gênero lírico. Além disso, em oposição aos poemas de forma fixa temos os poemas de forma livre, os quais apresentam versos livres e versos brancos.

Tipos e exemplos de poemas de forma fixa

Há uma grande variedade de poemas de forma fixa. Veja as principais a seguir.

Soneto

O soneto é o tipo de poema que merece destaque por sua importância em várias literaturas, inclusive na portuguesa e na brasileira. Foi criado no século XIV e apresenta duas variedades: o soneto italiano e o soneto inglês.

  1. Soneto italiano: é composto de quatorze versos, usualmente decassílabos ou alexandrinos, organizados em dois quartetos e dois tercetos. Como exemplo, podemos citar o soneto Remissão, de Carlos Drummond de Andrade:

Tua memória, pasto de poesia,

tua poesia, pasto dos vulgares,

vão se engastando numa coisa fria

a que tu chamas: vida, e seus pesares.

Mas, pesares de quê? perguntaria,

se esse travo de angústia nos cantares,

se o que dorme na base da elegia

vai correndo e secando pelos ares,

e nada resta, mesmo, do que escreves

e te forçou ao exílio das palavras,

senão contentamento de escrever,

enquanto o tempo, e suas formas breves

ou longas, que sutil interpretavas,

se evapora no fundo do teu ser?

  1. Soneto inglês: também é composto de quatorze versos, no entanto, eles são organizados em três quartetos e um dístico final, sendo escritos sem espaçamento. Para exemplificar, temos o Soneto Inglês n° 2, de Manuel Bandeira:

Aceitar o castigo imerecido,

Não por fraqueza, mas por altivez.

No tormento mais fundo o teu gemido

Trocar num grito de ódio a quem o fez.

As delícias da carne e pensamento

Com que o instinto da espécie nos engana,

Sobpor ao generoso sentimento

De uma afeição mais simplesmente humana.

Não tremer de esperança e nem de espanto.

Nada pedir nem desejar, senão

A coragem de ser um novo santo

Sem fé num mundo além do mundo. E então

Morrer sem uma lágrima, que a vida

Não vale a pena e a dor de ser vivida.

Continue reading

Verso, estrofe, rima – qual a diferença?

Na literatura, verso, estrofe e rima são elementos de ordem estética que compõem a estrutura de um poema. Por causa deles, conseguimos facilmente diferenciar os poemas dos textos em prosa, que apresentam parágrafos.

O que é verso?

Verso é cada linha ritmada de um poema, podendo apresentar uma ou mais palavras. Como exemplo, veja abaixo a contagem de versos de um poema de Carlos Drummond de Andrade:

Construção

1. Um grito pula no ar como foguete.

2. Vem da paisagem de barro úmido, caliça e andaimes hirtos.

3. O sol cai sobre as coisas em placa fervendo.

4. O sorveteiro corta a rua.

5. E o vento brinca nos bigodes do construtor.

Como temos cinco linhas nesse poema, logo temos cinco versos.

Continue reading

© 2024 Clube do Português

Theme by Anders NorenUp ↑

#CodigoClever