Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

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Culinária x Gastronomia – qual a diferença?

Arroz e feijão. Queijo e goiabada. Café com leite. Estas e tantas outras combinações, mais complexas ou simples assim, não abrem só o apetite da gente, mas também a caixinha da curiosidade. Afinal, culinária e gastronomia são mesmo sinônimos?A resposta é não.

Mas também não são tão diferentes. Na verdade, os dois conceitos são complementares, como lombo com farofa.

Culinária e gastronomia têm entre sutis diferenças. A culinária é a arte de cozinhar e é comumente associada à cozinha caseira, que usa técnicas corriqueiras de preparar os alimentos. Exatamente por isso que o termo une num conceito só sushi e acarajé; vai bem quando o assunto são as comidas típicas: culinária baiana, mineira, francesa ou asiática.

A gastronomia é mais “chique” e completa, quase uma ciência, pois abrange também as bebidas e os materiais usados na alimentação, inclusive o vestuário – quem nunca brincou de chef ou “mestre-cuca” com aquele chapéu típico, chamado de “toque blanche” (touca branca, em francês). O objetivo da gastronomia, portanto, é valorizar o prazer pela comida, a experiência. Por isso inova tanto nas preparações e no refinamento da refeição.

Além disso, a gastronomia se preocupa com a preservação da história e da cultura e com o impacto social que está por trás de um prato especial.

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Hífen – guia completo com todas as regras

Confira todas as regras sobre o uso do hífen.

O hífen (-) é um sinal gráfico utilizado, normalmente, para unir palavras compostas, unir prefixos ou falsos prefixos a radicais, unir verbos a pronomes, separar sílabas e fazer translineação.

Com o Novo Acordo Ortográfico, esse sinal passou por algumas mudanças nas suas regras. Vejamos todas a seguir.

Índice do artigo:

O hífen e as palavras compostas

1. Palavras compostas por justaposição:

Separam-se por hífen as palavras compostas por justaposição que não contêm elementos de ligação.

– decreto-lei, tio-avô, luso-brasileiro, obra-prima, guarda-chuva, primeiro-ministro, conta-gotas, afro-brasileiro, arco-íris, sul-africano…

Exceções consagradas pelo uso: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa…

No entanto, não haverá hífen quando se tiver perdido a noção de composição:

– aguardente, girassol, mandachuva, madressilva, pontapé, paraquedas, paraquedista…

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Estrutura das palavras

A estrutura das palavras é formada por um conjunto de morfemas, que são a menor parte significativa de um vocábulo. Esses morfemas dividem-se em cinco grupos:

  • Radical;
  • Desinência;
  • Vogal temática;
  • Afixos;
  • Vogais e consoantes de ligação.

Neste artigo, vamos detalhar cada um desses agrupamentos. Vejamos!

Radical

O radical é o coração da palavra. Ele contém o significado essencial, básico do termo. Esse morfema é fixo e não sofre alteração nos processos de formação de palavra.

Ex: Flor, floração, flora, floral, floreado, floreio, flóreo, florescente, floricultura, florido, florista, florzinha.

Perceba que, em todos os vocábulos acima, o radical “flor” mantém-se inalterado.

Nesse sentido, é importante diferenciar o conceito de radical do de raiz.

A raiz é o elemento básico de uma palavra sob o aspecto histórico. Já o radical é o elemento básico sob aspecto prático e gramatical.

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