Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

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Explicar x Esplicar – qual a forma correta?

A grafia correta é explicar, com “x”. A forma esplicar, com “s”, está incorreta e não existe na língua portuguesa. Neste artigo, vamos fazer uma análise completa dessa palavra. Vejamos!

Explicar

Explicar é um verbo que vem do latim explicare. Percebe-se, assim, que o uso da letra “x” na primeira sílaba do termo é justificada pela etimologia da palavra. Dito de outro maneira, como a forma em latim era grafada com “x”, a palavra em português seguiu o mesmo caminho.

Vale destacar que os vocábulos derivados do verbo também devem ser escritos com “x”: explicação, explicativo, explicamos, etc.

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Batismo x Batizado – quando usar cada palavra?

As palavras batismo e batizado, apesar de serem muitas vezes utilizadas como sinônimas, têm significados e usos distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando empregar cada uma delas. Vejamos!

A imagem mostra um criança senda batizada e tem uma legenda escrita:
Qual a diferença entre batismo e batizado?

Batismo

O termo batismo é um substantivo masculino, que dá nome ao que se dá ao processo ou sacramento de iniciação cristã de um indivíduo. Trata-se de um primeiro compromisso com Deus.

A palavra vem do latim baptismus, que significa imersão. Vejamos alguns exemplos de uso dela:

  • Maria recebeu o batismo quando tinha três meses de idade.
  • O batismo é considerado o primeiro sacramento da Igreja Católica.
  • Em algumas igrejas, o batismo só pode ser realizado em adultos.
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Prévia x Previa – quando usar cada palavra?

As palavras “prévia” e “previa” existem na língua portuguesa. Contudo, elas pertecem a classes gramaticais diferentes e possuem significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando usas cada uma. Vejamos!

Quando usar prévia?

Prévia é um substantivo feminino que, segundo o dicionário Priberam, possui dois significados:

  1. Apresentação breve de algo (um filme, um álbum de música, etc.) antes do seu lançamento oficial.

ex: A banda fez uma prévia da apresentação para os integrantes do fã clube.

  1. Sondagem antes das eleições para se ter uma ideia das tendências dos eleitores.

ex: Aquele candidato saiu vitorioso das prévias do partido.

O vocábulo prévia também pode exercer a função de adjetivo (feminino de “prévio”). Nesse sentido, o termo tem o sentido de algo feito com antecipação, antes de outra coisa.

ex: Para tirar boas notas, é fundamental ter uma boa preparação prévia.

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Pose x Posse – quando usar cada palavra?

Na língua portuguesa, é muito comum a confusão entre palavras que têm “s” e “ss”. Neste artigo, vamos analisar um caso desses. Vamos mostrar quando utilizar os vocábulos pose e posse. Vejamos!

Quando usar pose?

A palavra “pose” (pronuncia-se “poze”) é um substantivo feminino que indica o ato de posar ou a postura do corpo. Vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • A menina fez pose na hora de tirar a foto.
  • As modelos fazem várias poses durante os ensaios fotográficos.
  • Quando se sentem ameaçados, os gatos fazem pose de ataque.

O vocábulo também representa a conjugação do verbo posar na 1ª e na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo e na 3ª pessoa do imperativo afirmativo:

  • Presente do subjuntivo:
    • que eu pose
    • que tu poses
    • que ele pose
    • que nós posemos
    • que vós poseis
    • que eles posem
  • Imperativo afirmativo:
    • posa tu
    • pose ele
    • posemos nós
    • posai vós
    • posem eles

Vale destacar que há uma diferença na pronúncia de acordo com a classe gramatical do termo. Como substantivo, o termo é pronunciado com “o” fechado (“pôse”). Já como verbo, ele é pronunciado com “o” aberto (“póse”).

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Trouxe, Trousse ou Trouce – qual a forma correta?

A palavra correta é trouxe, com o “x”. As formas trousse, com “ss, e trouce, com “c”, estão erradas e não existem na língua portuguesa. Neste artigo, vamos fazer uma análise completa da palavra. Vejamos!

Verbo

O vocábulo é a conjugação do verbo trazer na 1ª e na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo:

  • Eu trouxe
  • Tu trouxeste
  • Ele trouxe
  • Nós trouxemos
  • Vós trouxestes
  • Eles trouxeram

Vale destacar que o verbo trazer é um irregular. Isso significa que ele apresenta alterações nos radicais e nas terminações quando conjugado. Assim, o radical traz- transforma-se em trag-, trar- e troux-: que eu traga, eu trarei, eles trouxeram.

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Adentro x A dentro – quando usar cada um?

Ainda que possuam grafias muito parecidas, algumas expressões na Língua Portuguesa possuem significados diferentes. É o caso da dupla adentro e a dentro. Neste artigo, vamos mostrar como e quando utilizar cada uma. Vejamos!

Adentro – quando usar?

O vocábulo adentro é um advérbio que tem o sentido de “em direção ao interior de algo”, “dentro de”, “no meio de”, dentre outros. 

É uma palavra gerada a partir da formação por uma justaposição, isto é, combinação da vogal “a” + a palavra “dentro”. O termo tem como antônimo o vocábulo “afora”. Vejamos alguns exemplos com o uso dele:

  • Ela fugiu de casa pela noite adentro.
  • Ele empurrou toda a bebida pela goela adentro.
  • Vou trabalhar pela madrugada adentro.
  • Eles saíram pela viela adentro.

O termo adentro também pode funcionar como a conjugação do verbo adentrar na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Eu adentro
  • Tu adentras
  • Ele adentra
  • Nós adentramos
  • Vós adentrais
  • Eles adentram
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Qual a diferença entre dizer e falar?

Os verbos dizer e falar, apesar de parecidos, não são sinônimos perfeitos e apresentam uma diferença de significados entre eles. Neste artigo, vamos mostrar como e quando utilizar cada um! Vejamos!

Análise do verbo falar

O verbo “falar” é multifacetado, isto é, apresenta vários significados e também de regências. Pode ser utilizado como verbo transitivo direto, indireto, direto e indireto, intransitivo e pronominal.

Agindo como verbo transitivo direto, “falar” pede um complemento sem a necessidade de uma preposição. Vejamos alguns exemplos:

  • falar diversas línguas;
  • falar demais;
  • falar besteira.

Já como verbo transitivo indireto temos a regência com diversas preposições. Atente-se:

  • falar com a mãe;
  • falar a todos;
  • falar sobre eles;
  • falar de trabalho;
  • falar em objetivos.

Quando o verbo “falar” age como direto e indireto, apresenta diversas composições. Observe:

  • falar algo sobre ele;
  • falar algo a família;
  • falar a ele sobre alguma coisa.

O verbo “falar” como transitivo, independentemente da forma como é aplicado, terá sempre o significado de: expressar algo, declarar algo. 

Já ao ser empregado como verbo intransitivo, “falar” não demonstra regência com nenhum complemento verbal. Veja abaixo:

  • O filho dela já tem 4 anos e ainda não fala.
  • A filha dela já fala muito bem.
  • meus primos falam muito, mesmo!

Percebe-se nos exemplos acima que o verbo “falar”, como intransitivo, muda de significado, podendo ser: facilidade com palavras, tagarelar, discursar, manifestar-se de modo claro. 

Como verbo pronominal, “falar” é usado com pronome oblíquo átono. Observe:

  • A gente não se fala.
  • Elas se falam.

Quando é pronominal, vemos um novo significado para o verbo “falar”: circulação de notícias ou rumores, por exemplo.

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Verbos nocionais e não nocionais – qual a diferença?

Na língua portuguesa, os verbos nocionais e não nocionais são aqueles que se relacionam com a predicação verbal, ou seja, são facilmente reconhecidos pela ligação que mantém com sujeito, verbo e seus complementos. Neste artigo, vamos explicar melhor este tema. Vejamos!

O que é núcleo do predicado?

Vamos relembrar: numa oração, tudo que está ao redor do sujeito é o predicado. Quando o predicado é verbal, o seu núcleo é um verbo que indica ação (exemplo: “Dormi mais tarde”). Esse verbo (dormi) é nocional e se relaciona com uma ação.

Quando o predicado é nominal, o seu núcleo é um substantivo ou um adjetivo, pois atribui qualidade ao sujeito (exemplo: “A menina foi compreensiva”). Esse estado do ser (foi compreensiva) é não nocional, pois não se relaciona com uma ação.

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Siso x Ciso – qual a forma correta?

Siso ou ciso? A forma correta é siso, com “s”. Neste artigo, vamos explicar por que a palavra se escreve com “s”, e não com “c”. Vejamos!

O que é siso?

O siso, também chamado de dente do juízo, localiza-se atrás de todos os outros, isto é, em cada uma das quatro extremidades da boca (2 superiores e 2 inferiores), sendo o último dente a nascer. 

Uma curiosidade a respeito dele é que algumas pessoas não têm esse dente; em outras, ele nem chega a nascer, ficando contido na gengiva.

Por que siso, e não ciso?

Porque a palavra siso tem sua origem na palavra latina “sensus”, que começa com a letra “s”. Logo, “siso” também se inicia com “s” e não com “c”.

As consoantes “s” e “c” partilham o mesmo fonema quando seguidas das vogais “e” e “i (“ci” e “si” têm pronúncias idênticas), assim como “ce” e “se”.

Porém, não existem regras que determinam quando deve ser empregado “s” ou “c”. A forma correta está sempre associada à origem da palavra.

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Hífen com “para” – quando usar?

As palavras composta formadas com “para” podem ou não ter hífen. Isso vai depender se o termo é um verbo ou um prefixo. Neste artigo, vamos mostrar quais regras se aplicam a cada caso. Vejamos!

Verbo

Quando o termo “para” for um verbo combinado com um substantivo, devemos utilizar o hífen.

Ex: para-raio, para-choque, para-lama.

Neste caso, temos um processo de formação de palavras chamado de composição por justaposição, que é quando os termos são colocados lado a lado, isto é, são justapostos. Nesse processo, os radicais das palavras não sofrem alteração e mantêm sua grafia original.

Há, contudo, uma importante exceção a essa regra, que é a palavra paraquedas. Segundo o Acordo Ortográfico, o vocábulo deverá ser escrito sem hífen, porque se perdeu a noção de formação por composição deste termo.

Para complementar, destacamos que, no plural dos substantivos compostos formados por verbo, apenas o segundo termo deve ser flexionado:

  • Para-raio > Para-raios
  • Para-choque > Para-choques
  • Para-lama > Para-lamas
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