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Vírgula antes de gerúndio – quando usar?

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como usar a vírgula antes de gerúndio. Embora não existam regras gramaticais claras sobre a utilização do sinal de pontuação nesta circunstância, neste artigo, vamos pontuar os principais casos em que ele é empregado. Vejamos!

Quando usar a vírgula antes de gerúndio?

A inserção da vírgula antes de gerúndio é correta à medida em que o gerúndio faz parte de uma oração reduzida, na qual se inicia com o verbo no gerúndio. Veja a seguir os exemplos: 

  • Falando nisso, ela não veio hoje.
  • Sabendo disso, ele terminou com ela.
  • Pensando assim, somos todos inocentes.

Nas orações destacadas acima, temos a utilização da vírgula, pois o verbo no gerúndio está antecedendo à oração principal. Assim, estamos diante de uma oração reduzida de gerúndio que faz as vezes de adjunto adverbial deslocado. 

Entretanto, também devemos inserir a vírgula antes do gerúndio, quando ele é colocado após a oração central, equivalente a uma oração coordenada iniciada com “e” ou “e isso”. Confira abaixo novos exemplos:

  • Em 2020, mudou-se para o Rio, deixando mais uma vez os estudos para trás;
  • Ela reuniu todas as provas necessárias, garantido a sua inocência;
  • Ele contou toda a verdade, acabando com toda a farsa.

Nota-se que, nas orações em destaque, podemos substituir a vírgula antes de gerúndio pela conjunção “e”. Observe:

  • Em 2020 mudou-se para o Rio, e deixou mais uma vez os estudos para trás.
  • Ela reuniu todas as provas necessárias, e garantiu a sua inocência.
  • Ele contou toda a verdade, e acabou com toda a farsa.

O tempo verbal, nesses casos, é definido pela oração principal. 

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Vírgula serial ou vírgula de Oxford – o que é isso?

Talvez você nunca tenha ouvido falar a respeito da vírgula serial ou vírgula de Oxford, mas ela é muito comum dentro, principalmente, da pontuação da Língua Inglesa.

Neste caso, a vírgula — sinal gráfico usado para indicar pausas — é inserida sempre após o penúltimo termo de uma frase. Neste artigo, vamos explicar como ela funciona. Vejamos!

Quando utilizar a vírgula serial ou vírgula de Oxford?

A vírgula serial, também chamada de vírgula de Oxford, é uma pontuação usada antes do último termo de uma lista, precedendo a conjunção coordenativa “e”.

Exemplos

Confira abaixo exemplos sem a utilização da vírgula serial ou vírgula de Oxford:

  • pão, manteiga e queijo;
  • Brasil, Itália e Espanha;
  • calça, blusa e tênis;
  • garrafa, copo e talher.

Agora, vamos reformular cada uma delas aplicando o sinal gráfico antes da conjunção coordenativa, ou seja, utilizando a vírgula serial. Veja a seguir:

  • pão, manteiga, e queijo;
  • Brasil, Itália, e Espanha;
  • calça, blusa, e tênis;
  • garrafa, copo, e talher.

Embora a utilização da vírgula não tenha mudado o sentido das orações, tornou as frases mais claras e objetivas. Vale destacar, contudo, que alguns gramáticos não abonam esse uso do sinal de pontuação.

Porém, em alguns casos, o não emprego da vírgula serial ou vírgula Oxford, pode causar ambiguidades, tornando difícil a compreensão. 

Como evitar a ambiguidade com a vírgula serial?

Ao usarmos a vírgula serial ou vírgula de Oxford, podemos evitar certas ambiguidades da língua portuguesa e, desta forma, simplificar a interpretação de texto

Exemplos

Confira abaixo exemplos sem a utilização da vírgula de Oxford:

  • Ela é esposa, dona de casa, mãe e filha de Deus.
  • A competição foi entre os times vermelho, azul, verde e amarelo.
  • No café da tarde comi mamão, ovos com bacon e torrada.

Nestes casos, nota-se claramente que a falta da inserção da vírgula serial mudou completamente a transmissão da informação de cada frase.

Os itens que aparecem antes e após a conjunção coordenativa “e” aparentam estar juntos, dificultando a interpretação.

Reestruturando as frases, com a utilização exata da vírgula, temos:

  • Ela é esposa, dona de casa, mãe, e filha de Deus.
  • A competição foi entre os times vermelho, azul, verde, e amarelo.
  • No café da tarde comi mamão, ovos com bacon, e torrada.

Com a vírgula permitindo que as palavras exerçam o a função sintática correta dentro das orações, percebemos a harmonia entre os termos que aparecem antes e depois da conjunção coordenativa “e”, o que evita a ambiguidade

O emprego da vírgula serial ou vírgula de Oxford é necessário para manter a coerência e coesão de uma frase.

Em outras palavras, pontuação e texto caminham juntos. Por isso devemos estar atentos às regras gramaticais para ter o domínio das informações que queremos transmitir.

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Vírgula com “e” – quando utilizar?

A maioria das pessoas se questionam sobre o emprego correto da vírgula em algumas situações, e uma delas é a vírgula com “e”. 

Se você também não tem certeza do uso correto dela, acompanhe até o fim, a explicação neste artigo.

Quando utilizar a vírgula com “e”

Podemos utilizar a vírgula com “e” em diversos contextos. Confira abaixo os quatro casos em que devemos utilizar o sinal de pontuação antes da conjunção.

1) Sujeitos diferentes

Emprega-se a vírgula antes de “e” quando a oração é composta por sujeitos diferentes. Atente-se aos exemplos abaixo:

  • Maria comprou uma cômoda, e Joana comprou um sofá.
  • Manuela gosta de suco, e sua irmã não gostava de refrigerante.
  • Alberto foi ao mercado, e seu pai foi ao cabeleireiro. 

Nos exemplos acima, vemos dois sujeitos diferentes, junto a conjunção “e”, temos então uma conjunção aditiva, porém, se o sujeito for o mesmo, não há o emprego da vírgula. Observe:

  • Maria comprou uma cômoda e um sofá;
  • Manuela gosta de suco e não de refrigerante;
  • Alberto foi ao mercado e ao cabeleireiro. 

Nestes casos, não se usa a vírgula com “e”.

2) “E” com valor de “mas”

Outro exemplo acontece sempre que o “e” indica objeção ou discordância. Destaca-se:

  • Juliana estava exausta, e continuou estudando;
  • Matheus não amava mais Maria, e seguia com o namoro;
  • Samantha sempre chegava atrasada, e não perdia o emprego.

Percebe-se, nos exemplos acima, que a conjunção “e” nas frases têm sentido de oposição, podendo ser substituída pelas conjunções: mas, todavia, contudo, entretanto, etc.

3) Polissíndeto

A utilização da vírgula com “e” também ocorre quando ocorre repetição da conjunção, configurando uma figura de linguagem chamada polissíndeto . Veja abaixo:

  • Naquela manhã, Michele lavou e secou, e organizou, e guardou, toda a louça.
  • Todas as tardes, Tadeu almoçava e varria a casa, e lavava o carro, e fazia compras.
  • Durante a noite, Michael jantava e ouvia música, e assistia à televisão, e mexia no celular.

4) Intercalações

Outro exemplo de vírgula antes do “e” é a informação intercalada dentro de uma mesma frase.

  • “Dom Casmurro, de Machado de Assis, e “Cinco minutos”, de José de Alencar, são clássicos da literatura brasileira.
  • “Sozinho”, de Caetano Veloso, e “Malandragem”, de Cássia Eller, foram as músicas mais tocadas nos anos 90.
  • “Morena flor”, da Avon, e “Biografia”, da Natura, são os perfumes mais vendidos nos catálogos. 

Nota-se que, sempre que houver uma quebra na estrutura da frase, é necessário o uso da vírgula. 

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Vírgula com “ou seja” e “isto é” – como utilizar?

Quando utilizar a vírgula com “ou seja” e “isto é”? Estes termos são invariáveis e, dentro de uma frase, têm a finalidade de retificar as palavras anteriores. Acompanhe a leitura deste artigo e tire todas as suas dúvidas.

Quando usar a vírgula com “ou seja” e “isto é”?

As expressões “ou seja” e “isto é” são locuções conjuntivas. Em outras palavras, são um conjunto de duas ou mais palavras que, juntas, têm o mesmo sentido e cumprem uma única função morfológica.

Nesse caso, o emprego da vírgula é obrigatório, pois tratam-se de expressões explicativas e intercaladas. Vejamos os exemplos abaixo:

  • Ela quer emagrecer, ou seja, vai iniciar a dieta.
  • Ele não quer falar por telefone, ou seja, irá pessoalmente.
  • A família dele não gosta de comemorações, isto é, detestam festa.
  • Ela ensinou o modo de fazer a planilha, isto é, a forma correta. 
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Vírgula com “nem” – quando usar e quando não usar?

Devemos utilizar vírgula com “nem”? Neste artigo, vamos mostrar os casos em que o uso da pontuação é proibido e quando é permitido e obrigatório. Vejamos!

Quando não usar vírgula com “nem”?

“Nem” é a conjunção usada como acréscimo em uma frase, por esse motivo, o emprego da vírgula não é adequado na maioria dos casos. 

A vírgula é dispensável quando “nem” liga pequenas palavras e expressões. Por exemplo:

  • ela não queria sair e nem ver ninguém;
  • não visitei São Paulo nem Rio de Janeiro;
  • não comi bolo nem pão.

Em outras palavras, quando a oração apresenta pequena extensão, não se coloca a vírgula. 

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Tem espaço antes e depois da vírgula?

Embora seja mais comum o espaço depois da vírgula, provavelmente você já leu algum texto em que havia espaço antes do sinal de pontuação e se perguntou se estava correto ou não. Neste artigo, vamos tirar essa dúvida!

Espaço antes ou depois da vírgula?

Após o uso da vírgula, deve haver, obrigatoriamente, um espaço, seja em textos digitais seja em textos manuscritos. 

O espaço é necessário entre as palavras que são separadas por uma pausa, representada pela vírgula.

Esse sinal de pontuação é usado para que o texto não se estenda demais e também para que o leitor tenha facilidade na compreensão das ideias apresentadas. Além disso, ele é fundamental para marcar inversões ou intercalações na ordem direta (sujeito – verbo – complemento).

Antes da vírgula, contudo, não se deve utilizar espaço. Ela deve vir colada à palavra que a antecede.

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Tanto quanto – tem vírgula?

Tanto quanto é uma conjunção subordinativa adverbial comparativa que exprime, como o próprio nome indica, comparação — ou coordenação, entre dois elementos.

O uso desse termo em textos costuma gerar dúvidas com relação ao uso de pontuação. Afinal, tanto quanto tem vírgula? A resposta é NÃO

Não se aplica vírgula entre os sintagmas da conjunção. Portanto, a forma correta de usar a expressão é sem o sinal de pontuação. Neste artigo, vamos explicar melhor essa regra. Vejamos!

Exemplo de uso correto

  • Tanto eu quanto você somos capazes de tirar uma boa nota na prova;
  • Maria gosta tanto de azul quanto de vermelho;
  • Tanto Direito quanto História são cursos de ciências humanas.
  • Não tenho preferência. Gosto tanto de chocolate quanto de doce de leite.
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Vírgula com “ou” – quando utilizar?

Quando utilizar a vírgula com “ou”? Neste artigo, listamos todos os casos em que devemos utilizar esse sinal de pontuação com esse termo.

No entanto, não existe uma regra taxativa que estabeleça obrigatoriedade no uso da vírgula antes da conjunção alternativa “ou”.

Predominantemente, a vírgula com “ou” não deve ser utilizada. Em contrapartida, em determinadas situações, o uso é permitido e até mesmo recomendado. 

Quando usar vírgula com “ou”?

Confira abaixo situações em que vírgula pode ser usada antes de “ou”:

1) Quando a conjunção alternativa “ou” é utilizada em enumerações enfáticas

  • Então, qual prato você prefere? Devo fazer risoto, ou estrogonofe, ou fricassê, ou moqueca, ou lasanha, ou o quê?
  • Seja quem for: você, ou meu pai, ou meu professor, ou o Presidente da República, ou o Papa. Ninguém vai mudar minha opinião!

Vale destacar que, nas frases acima, temos uma figura de linguagem chama polissíndeto, que consiste em repetir o conector várias vezes (no caso, a conjunção “ou”).

2) Quando a conjunção alternativa “ou” conecta orações mais extensas

  • Não gosto de fazer exercícios físicos. Ou porque nunca tive o hábito, ou porque estou sedentário e me canso com facilidade.
  • Você tem duas alternativas: ou tentar superar e seguir em frente, ou se entregar para dor e deixar seus objetivos de lado.

3) Quando a conjunção alternativa “ou” sinaliza uma pausa antes de uma retificação ser introduzida

  • Corra agora mesmo, ou depois será tarde demais!
  • Mude sua atitude imediatamente, ou não conte mais comigo para nada.
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Parênteses: como e quando usar

Os parênteses são sinais de pontuação empregados, normalmente, para isolar palavras, expressões ou frases que não se encaixam na sequência lógica do enunciado. Por essa razão, a informação trazida pelos parênteses é dispensável e pode ser retirada da frase sem que haja alteração no sentido dela.

Muito parecidos com os travessões e as vírgulas, os parênteses são empregados para:

1. Adicionar uma explicação circunstancial:

– Para Saussure, o signo linguístico é formado por duas partes: o significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o significado (conceito ou ideia).

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Etc. – o que é e como usar?

O etc. representa a abreviatura da expressão em latim et cetera (ou et caetera, etcétera), que pode ser traduzida como “e outras coisas”, “e assim por diante” ou “e o resto”.

É normalmente utilizado em enumerações longas, nas quais não se referem todos os elementos, e precisa seguir algumas regras de uso. Vejamos todas a seguir.

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