Com um idioma tão rico como o nosso, o que não nos faltam são expressões idiomáticas.

Você sabe o que são as expressões idiomáticas? Não conhece?

Ainda que não conheça o termo, tenho certeza que você as usa com frequência!

Vamos neste texto explicar o que são, como surgiram, e como e quando utilizar as expressões idiomáticas no seu dia a dia.

O que são as expressões idiomáticas?

São conjuntos de palavras, que quando unidas não significam o que está escrito no sentido literal, e sim que possuem um sentido figurado com um lado divertido. São um recurso linguístico que quando usado, deixam o diálogo mais leve e engraçado.

Relevância das expressões idiomáticas no contexto linguístico

As expressões idiomáticas são corriqueiramente usadas, quando falamos, em noticiários, publicações, livros, rádios, discursos, enfim, por todos e com bastante frequência.

Elas funcionam como uma espécie de importante forma de comunicação, enriquecendo textos, falas, vídeos, independente da formalidade empregada. 

São plurais, usadas por todas as camadas da sociedade, e ajudam a enfatizar ideias, criar mais impacto nas sentenças, e demonstrar sentimentos, como humor, ironia ou raiva. Esse recurso linguístico demonstra também a proficiência, o grau de conhecimento do nosso idioma.

Qual a diferença entre expressão idiomática e provérbios?

Apesar de ambos serem classificados como fraseologia, a diferença entre eles é bastante clara. As expressões idiomáticas são formadas por palavras, unidas para representar uma ideia, utilizadas de forma mais displicente, até mesmo divertida, e seu sentido não é literal, mas sim conotativo.

Já os provérbios são frases inteiras, e seu texto quer sempre passar algum tipo de ensinamento.

Exemplos de provérbios: Mais vale um pássaro na mão, do que dois voando.

A pressa é inimiga da perfeição.

A importância de conhecer essas frases para uma melhor compreensão cultural

Nossas expressões idiomáticas são fonte de cultura, já que estão ligadas a nossa história, tradições e crenças. 

Utilizadas há muitos anos, fazem parte da linguagem coloquial, e auxiliam ainda na melhor interpretação de textos, justamente por apresentarem apenas o sentido conotativo.

Com isso é possível se expressar de maneira mais simples, ainda que os temas abordados sejam mais sérios ou formais, trazendo leveza e prendendo a atenção dos ouvintes.

Onde usar as expressões idiomáticas?

Para que não restem dúvidas, vamos mostrar em que situações as expressões idiomáticas são utilizadas, e sua capacidade de mudar o contexto formal da linguagem.

Conversas informais

Uso liberado e muito bem vindo das expressões idiomáticas, uma vez que as conversas são coloquiais, e as tiradas divertidas são muito apreciadas.

Literatura

Na parte literária as expressões aparecem em textos coloquiais, já os mais antigos, ou de época, são vistas em menor quantidade, já que nesses casos a linguagem é mais formal.

Mídia

As expressões idiomáticas também são utilizadas na mídia de uma maneira geral. Porém em menor quantidade num ambiente mais formal, como o Linkedin, por exemplo, onde os objetivos são profissionais. 

Mas em redes sociais, matérias jornalísticas, no marketing, e em postagens sempre é comum a presença das expressões idiomáticas.

Para quem precisa fazer exames de proficiência de português, saber as expressões idiomáticas e seus significados será de grande ajuda, já que é costume testar o conhecimento delas em provas do DEPLE e CELPE-Bras. 

Exemplos populares de expressões idiomáticas e seus significados

Para sabermos exatamente como e quando utilizar as tão famosas expressões idiomáticas, segue um pequeno dicionário com seus significados:

  • Água que passarinho não bebe – cachaça, pinga
  • Bater papo – conversar
  • Estar com a cabeça nas nuvens – estar distraído
  • Largar de mão – desistir de algo ou alguém
  • Até debaixo d’água – em qualquer circunstância
  • Bater as botas – morrer
  • Trocar seis por meia dúzia – escolher entre coisas iguais, entre as mesmas opções
  • Arrancar os cabelos – entrar em desespero
  • Fazer vista grossa – fingir que não viu algo
  • Dar o braço a torcer – reconhecer o erro, ou ceder numa discussão
  • Bico calado – ficar em silêncio, ocultar algo
  • Chutar o balde – agir de maneira impulsiva, ou irresponsável
  • Resolver um pepino – resolver um problema, solucionar algo
  • Cair a ficha – entender algo que mesmo sabendo, não compreendeu antes
  • Armar um barraco – criar uma confusão
  • Puxar saco – adular alguém
  • Babar ovo – puxar o saco de alguém
  • Amigo da onça – amigo falso, interesseiro
  • Largar de mão – deixar algo para lá, desistir 
  • Com a pulga atrás da orelha – desconfiar de algo ou alguém
  • Tempestade em copo d’água – dar mais importância que o fato ou pessoa merece
  • Ao Deus dará – sem direção, sem saber para onde ir, ou o que fazer
  • Barata tonta – ficar desorientado, sem saber o que fazer
  • Advogado do diabo – defender quem não merece defesa, ou ajudar a esclarecer um ponto
  • Dar a volta por cima – sair por cima, reviravolta, melhorar sua situação
  • Pisar na bola – cometer um erro, um deslize
  • Onde Judas perdeu as botas – local muito distante
  • Encher linguiça – enrolar alguém ou em uma situação
  • Pôr a mão na massa – partir para a ação, trabalhar, executar um plano ou tarefa
  • Deixar na mão – abandonar, não prestar ajuda
  • Morder a língua – se arrepender do que falou, evitar falar algo
  • Enxugar gelo – fazer algo inútil, um trabalho mal feito ou uma tarefa desnecessária
  • Meter os pés pela mãos – agir sem pensar, cometer um erro ou deslize
  • Com o pé na cova – quase morrendo
  • Dormir no ponto – perder uma chance ou uma oportunidade
  • O gato comeu a língua dele – fala-se de uma pessoa muito quieta, calada
  • Enfiar o pé na jaca – se exceder em noitadas, bebidas ou comidas
  • Viajar na maionese – delirar, dizer coisas sem sentido
  • Pendurar as chuteiras  parar de trabalhar, se aposentar, encerrar uma carreira
  • Quebrar o galho – arrumar uma solução temporária
  • Barbeiro – mau motorista
  • Arroz de festa – presença frequente em eventos e festas
  • Com a corda toda – muito empolgado, cheio de disposição, com energia