Clube do Português

Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

A confirmar ou À confirmar: tem crase?

Afinal, a forma correta é “a confirmar” ou “à confirmar”? Temos ou não um caso de crase nessa expressão? Neste artigo, vamos resolver essa dúvida.

Quando usar a crase?

Antes de avançarmos, vamos relembrar os casos em que ocorre a crase.

Ela ocorre quando há o encontro de vogais iguais => a + a = à. Isso ocorre em três casos:

  1. Encontro da preposição “a” com os artigos definidos “a” ou “as”;
  2. Encontro do pronome demonstrativo “a” com a preposição “a”;
  3. Encontro dos pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo com a preposição “a”.

Crase antes de verbo

Em regra, a crase só aparecerá antes de termos substantivados. Dessa forma, não se utiliza o acento grave antes de verbos, porque esses elementos não podem ser antecedidos por artigo ou pronome demonstrativo.

Nesse sentido, a forma correta é “a confirmar”, sem a ocorrência de crase. Nesse caso, temos apenas o usa da preposição “a”. Assim, a grafia “à confirmar”, com acento grave, está incorreta e não deve ser utilizada.

Exemplos com “a confirmar”

Vejamos alguns exemplos para fixar essa regra:

  • A consulta está a confirmar, mas a secretária do médico ficou de me dar um retorno ainda hoje.
  • As atualizações do seu perfil estão a confirmar. Em alguns instantes, você deve receber um e-mail com instruções para continuar o processo.
  • A confirmar o que estamos planejando, teremos um dos maiores projetos da empresa.

Gostou do artigo? Então, vale a pena aprofundar seus conhecimentos com nosso Guia Completo da Crase.

Quais as diferenças entre português e inglês? Conheça as principais!

São muitas as diferenças entre português e inglês, tanto na escrita, quanto na pronúncia e na estrutura das frases. Essas diferenças, muitas vezes, dificultam o aprendizado dos brasileiros e causam problemas de comunicação entre falantes dos dois idiomas.

Para evitar que isso aconteça com você, reunimos aqui alguns dos principais pontos em que as duas línguas divergem. Vamos entender?

Principais diferenças entre português e inglês 

Pronúncia

Uma das principais diferenças entre português e inglês está justamente na pronúncia. É por isso que a maioria das pessoas tem dificuldade de alcançar a fala perfeita na língua inglesa, apesar de se dedicar anos para isso.

Geralmente, o problema de pronúncia acontece quando nos deparamos com palavras formadas por muitas consoantes e poucas vogais. Como exemplo, vamos utilizar um termo básico, que aprendemos nas primeiras aulas de inglês: “school”.

Sabe qual é a dificuldade? Quem fala português tende a colocar uma vogal em cada sílaba da palavra. Logo, para falar “school”, sem perceber podemos tentar colocar um “i” antes do “s”.

A mesma regra vale para “student”, que, além de colocar o “i” no início, costumamos colocar a mesma letra ou “e” no final da palavra. Esse é um dos motivos para ganharmos um sotaque único na língua inglesa que, para muitos nativos, pode soar engraçado.

Outra diferença é que o inglês tem sons que não temos em português. Se você já estudou o idioma em algum nível, deve conhecer a dificuldade que temos de pronunciar “there”, “thought”, “three” ou “mouth”. Até os estudantes mais aplicados se atrapalham com a pronúncia.

Terminação das palavras

A terminação das palavras é uma grande divergência quando comparamos os idiomas, ainda que mais simples de lidar. Enquanto no português falamos “revolução”, no inglês temos “revolution”.

Costumeiramente, mas não sendo possível aplicar como regra, temos nossa terminação “ão” transformada em “ion”. Veja mais exemplos:

  • discussão = discussion;
  • invasão = invasion;
  • religião = religion;
  • terminação = termination.

Verbos precisam de sujeito

Em inglês, toda oração precisa de sujeito. “Chove”, por exemplo, é “it rains”. Além disso, como a conjugação verbal na língua inglesa é infinitamente mais simples quando comparada com o português, a falta do sujeito pode gerar incômodos na comunicação. 

Como assim? Por exemplo, em nosso idioma podemos facilmente dizer “gosto de você” ou “gostamos de você”, certo? Em inglês, essas frases ficariam iguais e até podem se transformar em outro sentido: “like you” e “like you” = como você.

Portanto, para esclarecer o sujeito e evitar ruídos na mensagem, precisamos da sentença completa, que seria “I like you” e “We like you”.

Verbos auxiliares

Vale ressaltar que, em inglês, precisamos de verbos auxiliares para fazer perguntas e negações. Esse é um problema e tanto para quem fala português, uma vez que na nossa língua não dependemos dessa construção para perguntar ou negar qualquer coisa.

Por exemplo:

  • “Você entende o que quero dizer?” / “Eu não entendo.”
  • Do you understand what I mean?” / “I don’t understand.”

Como você pode observar, em inglês a linguagem funciona um pouco diferente. Para perguntar, você precisa colocar o verbo auxiliar no início da frase, assim como para responder, que o mesmo verbo deve ser utilizado de forma afirmativa ou negativa.

Ordem das palavras

Você já deve saber que uma “good girl” é uma “boa menina” em português, certo? E que um “good job” é um “bom trabalho”.

Dessa forma, em português, podemos entender os dois exemplos como elogios, mas, quando permitimos que troquem de lugar, podem ser lidos como características dos substantivos.

No inglês, essa diferença na construção não existe, uma vez que o adjetivo vem sempre antes do substantivo.

A divergência de sentido só é percebida no contexto da situação. Alguém pode elogiar seu bom trabalho, assim como também pode afirmar que você tem um trabalho bom.

Vale destacar que “good” é tanto “boa” quanto “bom”, pois os adjetivos em inglês não têm gênero. Muitos substantivos também não têm, como “doctor” ou “teacher”, por exemplo. Isso pode facilitar a aprendizagem dos estudantes de inglês.

No entanto, quando juntamos palavras soltas em expressões maiores, a ordem de cada termo tende a se complicar um pouco mais, como:

  • residential building = edifício residencial;
  • zoological garden = jardim zoológico;
  • cheese bread = pão com queijo (o nosso “pão de queijo mineiro” eles não conhecem, viu?);
  • gas station = posto de gasolina.

O que você percebeu? A ordem fica invertida e, em português, acrescentamos uma preposição em casos específicos. Isso fica mais destacado quando estudamos tópicos de pertencimentos, como em “teacher’s book”, que se torna “livro do professor”.

Palavras totalmente diferentes

Ao mesmo tempo que temos termos em espanhol exatamente como em português, existem palavras em inglês que não têm qualquer semelhança com a língua portuguesa, como:

  • apple = maçã;
  • glass = vidro;
  • street = rua;
  • house = casa;
  • bread = pão.

Podemos explicar isso graças às origens semânticas de cada idioma, que têm raízes completamente diferentes. O inglês é uma língua germânica ocidental, o que significa que foi formada a partir de dialetos com berço na Alemanha e Países Baixos.

Só por curiosidade, em alemão, por exemplo, as palavras “Apfel”, “Glas”, “Straße”, “Haus”, “Brot” são parecidas, respectivamente, com as citadas acima. Isso não é à toa, uma vez que o inglês veio do mesmo lugar.

Já o português é uma língua derivada do latim, linguagem utilizada por romanos na Península Itálica. Em conjunto com o espanhol, italiano e francês, é considerado um idioma neolatino com influências de dialetos galegos e de outras tribos da região.

Falsos cognatos

Existem também palavras semelhantes nas duas línguas, mas é preciso tomar cuidado com algumas delas. Afinal, embora sejam parecidas na escrita ou na fala, têm significados diferentes. São os “falsos cognatos”.

Para evitar que, no aeroporto, você tente “puxar” a porta ao ler “push”, fique sabendo que o termo significa “empurrar”, que, por sua vez, em inglês, é “pull”. Estranho, não?

Não há como fugir de todos eles. Em algumas ocasiões, você pode aprender na prática, como quando você precisar utilizar a palavra “pretend”. Se você quer dizer o que “pretende” fazer, não use esse termo, porque em inglês é o mesmo que “fingir”.

Você pode ser mal interpretado, mas nada que desculpas e correções não resolvam. Pretender é “intend”.

Algumas semelhanças entre português e inglês

Nem só de diferenças vivem essas línguas. Existem semelhanças, embora sejam mais raras. Palavras do vocabulário tecnológico, por exemplo, muitas vezes surgem em inglês e torna-se referência para outros idiomas.

A expressão “save a file” em inglês, por exemplo, virou “salvar um arquivo” em português. A tradução correta, porém, seria “gravar” ou “armazenar”. Afinal, se traduzirmos “salvar” de volta, o termo em inglês seria “rescue”.

Ou seja, estaríamos realizando um salvamento ou resgate de um arquivo. Não faz muito sentido. No entanto, é assim que as línguas operam no mundo globalizado: copiamos a expressão original, sem adaptá-las como deveria.

A seguir, conheça outros exemplos que permanecem inalterados:

  • mouse;
  • tablet;
  • smartphone;
  • monitor;
  • download;
  • surf;
  • skate;
  • animal;
  • banana;
  • chocolate;
  • cinema;
  • drama;
  • show;
  • hospital;
  • hotel;
  • real.

Há também palavras com escrita semelhante nas duas línguas. São as “palavras cognatas”. Às vezes, a origem nem é o inglês, pode vir de civilizações andarilhas muito mais antigas.

Alguns exemplos são bem conhecidos, como:

  • “tomato” e “tomate”;
  • “name” e “nome”;
  • “vehicle” e “veículo”;
  • “plant” e “planta”;
  • “tractor” e “trator”.

Um fato curioso é a transformação que alguns termos atravessam após serem criados por meio de fatos históricos. Uma expressão interessante é “jeep”, que teve origem militar.

Durante a 2ª Guerra Mundial, a sigla GP, que significava “general purpose vehicle”, caracterizava um veículo militar preparado para uso em terreno difícil. A partir disso, a palavra evoluiu para “jeep” e se tornou “jipe” em português.

Portanto, os idiomas são organismos vivos, que crescem e se transformam, conforme as sociedades os utilizam e as necessidades de cada tempo. Mesmo que existam diferenças entre português e inglês, a realidade é que, em qualquer caso, estudar se torna uma viagem prazerosa por costumes e histórias.

Porcento ou Por cento: quando usar cada forma?

A forma mais usual é por cento, que indica o quantificador numeral acompanhado do símbolo “%”. Já a palavra porcento é sinônimo de porcentagem, mas seu uso é bem reduzido atualmente.

Neste artigo, vamos detalhar melhor quando e como utilizar cada um termos. Confira!

Por cento = %

A locução por cento indica a proporção de algo em relação a uma centena. Nesse sentido, ela é sinônima de “a cada cem” ou “a cada centena”.

Em geral, ela é utilizada após os números e pode ser representada pelo símbolo “%”:

  • 10% = dez por cento
  • 34% = trinta e quatro por cento
  • 52% = cinquenta e dois por cento
  • 100% = cem por cento
  • 25% = vinte e cinco por cento

Exemplos com “por cento”

  • O objetivo da maioria dos pequenos investidores é conseguir um rendimento de um por cento por mês.
  • Mais de setenta por cento dos candidatos não atingiram a nota mínima no concurso.
  • Rafaela está cem por cento certa de que viu João no shopping ontem.
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Vê ou Ver: quando usar cada um?

As formas e ver existem na Língua Portuguesa, mas têm significados distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando e como utilizar cada uma. Confira!

Vê ou ver: quando usar cada um?

Quando usar “vê”?

A forma é a conjugação do verbo “ver” na terceira pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Eu vejo
  • Tu vês
  • Ele vê
  • Nós vemos
  • Vós vedes
  • Eles veem

Nesse contexto, o verbo indica uma ação corrente ou algo que está ocorrendo no momento da fala.

O termo também indica a conjugação do verbo “ver” na segunda pessoa do imperativo afirmativo:

  • vê tu
  • veja você
  • vejamos nós
  • vede vós
  • vejam vocês

Nessa acepção, o verbo expressa uma ordem ou um conselho para o interlocutor.

Exemplos com “vê”

  • Ele o colega todos os dias no trabalho, mas não o cumprimenta.
  • o que estás fazendo com tua vida, meu caro. Ainda há tempo para mudares de rumo.
  • Meu avô o Jornal Nacional todo santo dia. É uma rotina que ele segue há anos.

Quando usar “ver”?

A forma ver está no infintivo impessoal ou não flexionado. Dessa maneira, ele é utilizado nas locuções verbais, acompanhado de um verbo auxiliar, ou nas construções com preposição.

Vale destacar ainda que o verbo “ver”, em geral, é classificado com transitivo direto (pede um complemento não preposicionado) ou intransitivo. Ademais, ele é sinônimo de enxergar, avistar, presenciar, observar, etc.

Além disso, é importante pontuar que “ver” é também o “nome” do verbo, sua forma dicionarizada.

Exemplos com “ver”

  • Vocês precisam ver o que está acontecendo neste bairro urgentemente.
  • Mário não consegue ver sem óculos, porque ele tem cinco graus de miopia.
  • Para ver além do horizonte, é preciso saber contemplar a paisagem.

Resumo

Para fechar este artigo, preparamos um resumo abaixo:

3ª pessoa do presente do indicativo ou 2ª pessoa do imperativo afirmativo
VerInfinitivo impessoal ou não flexionado

Assessoria ou Acessoria: qual a forma correta?

Afinal de contas, a forma correta é assessoria ou acessoria? Neste artigo, vamos mostar a grafia adequada e faremos uma análise da palavra. Vamos lá!

Assessoria x Acessoria: qual a forma correta?

Assessoria ou Acessoria?

A maneira correta de escrever a palavra é assessoria, com “ss”. Nesse sentido, a forma acessoria, com “c” está incorreta e não deve ser utilizada.

O vocábulo é um substantivo feminino que vem do latim assessare, que originalmente significa “sentar-se ao lado de”.

De acordo com o dicionário Priberam, assessoria indica o grupo de pessoas que tem como função profissional auxiliar um cargo superior em suas funções.

Ademais, vale mencionar que o termo é formado por derivação sufixal (assessor + ia). Nesse contexto, o prefixo -ia, de origem latina, designa estado, profissão, indústria.

Exemplos com assessoria

  • A assessoria de imprensa daquela empresa entrou em contato com o jornal para esclarecer os fatos.
  • Mário trabalha na assessoria jurídica do ministério há 10 anos.
  • O presidente daquela organização conta com o apoio de várias assessorias.
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Fauvismo: conceito e características

O Fauvismo foi uma corrente artística surgida no início do século XX, que tinha nas cores “violentas” a sua principal marca. Além delas, a simplificação das formas também ganhava destaque.

Com temas leves e sem intenções negativas, o movimento artístico usava perspectiva e relevo nos quadros para dar ênfase às suas emoções. Conheça os principais conceitos e características neste artigo. 

Origem e conceito do Fauvismo

O termo “Fauvismo” vem do francês “Les Fauve” que, em tradução livre, significa “as feras”. Foi na intenção de sugerir ferocidade que o crítico de arte Louis Vauxcelles (1870-1943) definiu uma obra do movimento como “fauvista”. 

Isso porque os artistas do Fauvismo usavam cores muito vibrantes em seus quadros, transmitindo a sensação de violência para quem os apreciava. No entanto, o conceito desse movimento passou muito longe dessa conotação pejorativa. 

Assim, a ideia dessa corrente artística era trazer um novo olhar para a sociedade do século XX, por intermédio dos impulsos de cada ser humano. Em outras palavras, a intenção era mostrar que, mesmo sendo civilizado por fora, todos podemos ter emoções violentas em nosso interior. 

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Em férias ou De férias: qual a forma correta?

As duas formas estão corretas. Pode-se dizer tanto “em férias” quanto “de férias“. Neste artigo, vamos explicar melhor essa questão e abordar algumas particularedades. Vejamos!

AS duas formas estão corretas: de férias e em férias.

Em férias ou De férias?

As expressões “em férias” e “de férias” são locuções adverbiais que estão consagradas na Língua Portuguesa. Elas indicam o período ou a fase do ano em que há uma interrupção do trabalho cotidiano para descanso dos empregados.

Vale destacar que a forma “de férias” é, atualmente, a mais utilizada pelos falantes do português brasileiro.

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Oxítonas terminadas com a letra “U”: quando acentuar?

Por que há palavras oxítonas terminadas com a letra “U” que são acentuadas e outras não? Neste artigo, vamos resolver essa questão e mostrar as regras que se aplicam a cada caso. Vejamos!

Oxítonas terminadas com a letra

Regra geral de acentuação das oxítonas

Segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as palavras oxítonas, aquelas que têm a última sílaba como tônica, são acentuadas sempre que terminarem em A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS. Vejamos alguns exemplos:

  • Crachá;
  • Atrás;
  • Picolé;
  • Inglês;
  • Bocó;
  • Após;
  • Amém;
  • Reféns.

Nesse sentido, a princípio, palavras oxítonas terminadas com a letra “U” não são acentuadas. Vamos conferir alguns casos:

  • Tatu;
  • Paracatu;
  • Caju;
  • Pacaembu;
  • Jambu.

Há, contudo, casos que fogem a essa regra geral. É o que vamos ver agora.

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Letra “H”: 5 casos em que a utilizamos

A letra “H” tem características muito peculiares na Língua Portuguesa. Nesse sentido, ela aparece em diferentes momentos e com diferentes funções em nosso idioma.

Por isso, neste artigo, vamos apresentar todos os usos e aplicações dessa letra. Confira!

1) No início de palavras por razões etmológicas

Você já deve ter se perguntado a razão de usarmos uma letra, como o “H”, sem som no início das palavras, não é? Isso acontece por razões etmológicas e históricas – ou por conta de vestígios etmológicos, como diz o gramático Pasquale Cipro Neto.

Assim, em algum momento da história, esse “H” era pronunciado. Contudo, com o tempo, a pronúncia foi alterada, mas a grafia se manteve.

É o caso, por exemplo, da palavra “hoje”, que vem do latim “hodie”.

Vejamos mais alguns casos de vocábulos iniciados com a letra “H”:

  • honorário.
  • hidrópico.
  • heterodoxo.
  • herança.
  • herético.
  • hiato.
  • haja.
  • honorários.
  • homogeneidade.
  • higiene.
  • horrível.
  • humanização.
  • hífen.

2) No início de algumas interjeições

Há diversos casos de interjeições que são escritas com a letra “H”. Vejamos alguns exemplos:

  • Ah!
  • Hein!
  • Ih!
  • Hum!
  • Hurra!
  • Hã?

Hein, hem ou heim – qual a forma correta?

As formas corretas de escrever essa interjeição são hem (com “m” no final e sem “i”) e hein (com “n” no final e com “i”). O termo heim não existe na língua portuguesa e, por isso, não deve ser utilizado.

3) Em substantivo próprio

Há diversos nomes próprios que são escritos com a letra “H”. Isso ocorre, por que não há nenhuma normativa oficial que obrigue os falantes de uma língua a submeterem os nomes próprios às regras ortográficas.

Dessa forma, há diversos antropônimos (nomes de batismo) escritos com “H”. Vejamos alguns exemplos:

  • Arthur;
  • Thiago;
  • Sophia;
  • Thaís;
  • Nathália.

Nesse contexto, vale pontuar também a palavra “Bahia”, que dá nome ao estado brasileiro localizado na região nordeste. Por tradição, mesmo com a reforma ortográfica, o termo continua a ser grafado com “H”. Contudo, o adjetivo pátrio derivado, baiano, é escrito sem “H”.

4) Na formação de dígrafos

Um dígrafo é sequência de duas letras que representam um só fonema, ou seja, um só som. Há três casos que são formados com a letra “H”:

  • CH: chuveio, chá
  • LH: lhama, mulher
  • NH: banhista, nhoque

5) Em palavras compostas

Por fim, vale destacar que há vários casos de palavras compostas que são formadas por prefixos ou falsos prefixos inicados com a letra “H”:

  • Hiper: hiper-requitado, hiperatividade
  • Hidro: hidroginástica, hidromassagem
  • Hexa: hexacampeão, hexágono
  • Homo: homossexual, homoafetivo
  • Hepato: hepatopancreático, hepatite

Escansão: o que é, como fazer, exemplos e questões

Provavelmente você já deve ter ouvido dizer que a beleza de um poema não está somente no seu conteúdo ou temática. Existem outros elementos que contam muito nesse tipo de produção. A escansão é uma delas. 

Por intermédio dela, é possível escrever versos com o mesmo número de sílabas poéticas. Em outras palavras, a escansão é a responsável por deixar as estrofes alinhadas e a sonoridade com um ritmo mais harmonioso. 

Neste artigo, vamos falar em detalhes sobre esse processo. Além de entender o conceito, você também irá aprender como fazer. Continue a leitura!

Escansão: o que é, como fazer, exemplos e questões

O que é escansão?

Em linhas gerais, a escansão é a prática de contar as sílabas poéticas dos versos de um poema. Esse exercício é importante para avaliar uma métrica e saber como um poema pode ser classificado, isto é, como soneto, ode, sátira e assim por diante. 

Assim, podemos definir a escansão como o processo de contar sílabas poéticas por versos. Contudo, é comum que os poetas determinem previamente quantas sílabas irão conter em cada linha de um poema. 

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