Ainda que a Covid-19 tenha sido uma das principais responsáveis pelos graves desafios educacionais, não foi somente em razão dela que a recomposição de aprendizagem surgiu no vocabulário escolar. 

Desde o ano de 2019, o Brasil já contava com problemas na educação, com milhares de jovens fora da escola e isso só aumentou com a chegada da pandemia. 

No entanto, o grande desafio atual do contexto escolar é aliviar os impactos causados pelo ensino remoto, os quais geraram muita dificuldade na aprendizagem dos estudantes, e ainda auxiliar os estudantes que, de alguma forma, foram prejudicados ao longo dos anos no âmbito escolar. 

Pensando nisso, neste artigo, vamos falar detalhadamente sobre a recomposição de aprendizagem e como ela pode ajudar com essa questão. Acompanhe!

O que é recomposição de aprendizagem?

A recomposição de aprendizagem consiste em um conjunto de estratégias com o objetivo de garantir que todo o conhecimento comprometido pelo distanciamento social seja recuperado.

Em outras palavras, trata-se de uma recomposição que tem como foco reduzir as desigualdades educacionais e aprimorar os conhecimentos, habilidades e competências de cada etapa do ensino. 

Para isso, a BNCC e suas diretrizes curriculares são excelentes ferramentas para ajudar com esse direcionamento, pois é necessário realizar uma seleção prévia daquilo que é prioritário de ser trabalhado durante o ano letivo, especialmente nas matérias de língua portuguesa e matemática. 

Qual é a importância da recomposição de aprendizagem?

Durante a realização da recuperação de aprendizagem não são somente as avaliações aplicadas pelos educadores que estão em jogo, mas também o acompanhamento diário de cada aluno. 

Isso significa que, com a recomposição da aprendizagem, é possível alinhar quais são as prioridades de ensino e as habilidades que precisam de mais atenção. A partir disso, são traçadas novas diretrizes, bem como estratégias para recompor toda a matéria que foi perdida ou está atrasada. 

Desta forma, é possível que o aluno recupere, por meio de diversas ações, o conhecimento que deixou para trás, diante da dificuldade associada ao período do ensino remoto. 

Quais são os tipos de ações para a recomposição de aprendizagem?

Cada escola pode avaliar o estudante por meio de uma metodologia, afinal não existe uma receita única ou uma recomendação imposta. 

Entretanto, é importante que os professores analisem o que faz mais dentro de cada cenário e invistam em abordagens que trarão os resultados esperados. Dentre as principais, podemos destacar:

1) Ensino dinâmico

Trata-se de uma prática diferenciada, na qual o estudo não se dá apenas com os estudantes enfileirados em carteiras. 

No ensino dinâmico, o ambiente físico é alterado, ou seja, as carteiras podem formar um círculo, os estudantes podem aprender em pé ou sentados no chão, dentre outras mudanças que explorem formas diferentes de aprendizagem, criando uma nova dinâmica de estudos. 

Além do ambiente, também é possível inverter os papéis. Assim, pode-se proporcionar aos estudantes a experiência de serem seus próprios professores, ensinando uns aos outros, por meio de apresentações, jogos, bate-papos e assim por diante. 

2) Visualização

A visualização tem como finalidade garantir uma experiência por meio de estímulos visuais. Isso significa que, por meio dela, os estudantes podem adquirir conhecimento e ainda aprender conteúdos importantes. 

Para isso, os educadores podem utilizar vídeos, desenhos, imagens e tudo aquilo que apresenta informações sobre os assuntos que estão sendo explorados. São muitos os recursos que podem ser usados para a visualização, dentre eles, computadores, televisores, mapas, entre outros. 

3) Aulas práticas

Ainda que as aulas teóricas sejam fundamentais para uma boa aprendizagem, as aulas práticas também são muito importantes. Por isso, os educadores devem implementá-las, para que os estudantes coloquem em prática tudo aquilo que aprenderam. 

Esse tipo de estratégia é uma excelente forma de melhorar o desempenho escolar dos estudantes e ainda agregar mais conhecimento nas ações do dia a dia.

Atividades nas quais os estudantes precisam colocar a mão na massa ajudam a fixar o que foi ensinado. Em razão disso, as aulas práticas precisam de um bom planejamento para estarem de acordo com a realidade da escola, considerando fatores como tempo, espaço e recursos.

4) Conteúdos personalizados

Desenvolver conteúdos personalizados para cada nível de ensino pode ser uma das melhores propostas para a recomposição de aprendizagem. Isso porque cada estudante apresenta um ritmo diferente e dificuldades específicas. Por isso, por meio da personalização, é possível que eles entendam a matéria de acordo com a etapa em que se encontram. 

É importante realizar um diagnóstico para entender em qual nível os estudantes estão. Após isso, pode-se contar com métodos que auxiliem nessa missão, como plataformas adaptativas que geram atividades para todas as etapas.

5) Uso da tecnologia e de plataformas digitais

Por último, o uso da tecnologia e de plataformas digitais não deve ser ignorado. Afinal, com a evolução tecnológica, as gerações estão mais conectadas e conseguem aprender também no ambiente digital. 

A otimização das práticas pedagógicas, com a ajuda de plataformas especializadas em educação, apresenta métodos eficientes e inovadores que promovem a melhoria na aprendizagem dos estudantes. 

Vale ressalvar, contudo, que é preciso se atentar para os perigos do uso excessivo de telas. Por isso, todas as atividades que envolvam o ambiente digital devem ser desenvolvidas com o acompanhamento de responsáveis.

Recomposição de aprendizagem: um olhar para o futuro!

Assegurar que os estudantes estejam dentro da escola, recuperando os conteúdos perdidos é fundamental para a melhoria não somente da educação, como da vida pessoal e profissional dos estudantes.

A recomposição de aprendizagem surgiu como um impulsionamento capaz de promover mais crescimento e segurança aos estudantes. Vale dizer que agora há mais recursos para ajudar na recuperação dos conteúdos que foram perdidos ao longo do tempo. 

Garantir a qualidade de ensino é um objetivo inegociável tanto dos profissionais da educação como das instituições.

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Confira no infográfico abaixo quatro dicas de como fazer a recomposição de aprendizagem:

Infográfico com dicas sobre recomposição de aprendizagem.