Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

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Academia Brasileira de Letras – funções e delegação legal

A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição que objetiva cultivar a língua portuguesa e a literatura brasileira. Sediada no Rio de Janeiro, é composta por 40 membros efetivos e perpétuos, além de 20 sócios correspondentes estrangeiros.

A finalidade da Casa de Machado de Assis, como também é conhecida, não costuma ser muito clara para grande parte das pessoas comuns, além de a maioria de seus membros serem desconhecidos. Portanto, para ajudar nossos leitores a conhecer melhor essa ilustre instituição, o Clube do Português  preparou este guia esclarecedor, que vai explicar os seguintes tópicos:

  1. Inauguração da ABL e suas instalações
  2. Para que serve a ABL?
  3. Como são eleitos os membros da ABL?
  4. Como a ABL se sustenta?
  5. Quanto ganham os imortais da ABL?
  6. Delegação legal da ABL
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Qual a ordem certa para estudar português?

Você já deve ter reparado na infinidade de conteúdos que existem de língua portuguesa, não é mesmo? Pontuação, crase, regência, concordância, acentuação, interpretação, análise sintática…

E você, que precisa estudar o nosso idioma, certamente já fez os seguintes questionamentos:

Por qual conteúdo devo começar a estudar?

E depois, o que vem? 

O que de fato importa?

O que posso pular?

Essas dúvidas são muito comuns, mas este artigo do Clube do Português veio para sanar todas elas!

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Por que todo mundo precisa estudar gramática?

Todo processo de aprendizado de uma língua ocorre, primeiramente, de forma natural, longe das formalidades escolares. Tanto a comunicação verbal por meio da fala quanto a comunicação não verbal podem ser aprendidas no decorrer do dia a dia de um ser humano.

Mas por que então frequentamos a escola?

Bom, quando passamos a frequentar a escola é para aprendermos uma outra parte da comunicação verbal que não nos é natural e necessita de regras: a escrita. Ademais, todo idioma possui um sistema de regras que dita o bem falar e o bem escrever, e a escola necessita nos ensinar esse sistema, o qual se chama gramática normativa.

Contudo, engana-se quem pensa que só existe esse tipo de gramática e que só ela é estudada nas escolas. A gramática descritiva também tem ganhado o seu espaço nas salas de aula devido à sua abordagem sociolinguística. Hoje, ela é amplamente abordada em avaliações importantíssimas, como o ENEM e as provas de concurso.

Logo, a educação formal tem duas grandes funções na área da linguagem:

  1. nos ajudar a elevar o nosso nível de comunicação por meio do aprendizado da norma culta;
  2. nos mostrar que cada contexto exige um nível de formalidade comunicativa.

Portanto, apesar de até mesmo uma pessoa com pouco ou nenhum grau de instrução ser capaz de se comunicar, uma boa comunicação só é atingida a partir de muito estudo gramatical.

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10 gramáticas mais vendidas do Brasil

Ter boas gramáticas é fundamental para quem quer dominar a língua portuguesa. Por isso, neste artigo, fizemos a lista das 10 gramáticas mais vendidas do país segundo dados da Amazon. Vamos lá!

1º) Novíssima Gramática da Língua Portuguesa

Essa obra é de autoria do professor Domingos Paschoal Cegalla. O foco principal da gramática são os estudantes do Ensino Médio, mas é útil para qualquer pessoa que quer se aprofundar no estudo da língua portuguesa.

Número de páginas: 776

2ª) Moderna Gramática Portuguesa

Trata-se de uma obra de um dos principais gramáticos brasileiros ainda vivos: Evanildo Bechara (membro da Academia Brasileira de Letras – ABL). Trata-se de um livro com uma linguagem mais técnica e pouco menos acessível que a gramática anterior.

Número de página: 720

3ª) Gramática normativa da língua portuguesa

Essa obra do professor Carlos Henrique da Rocha Lima teve sua primeira edição em 1957. Sua última atualização ocorreu em 2010, para incorporar as mudanças trazidas pela Reforma Ortográfica. O livro está dividido em quatro partes: fonética e fonologia, morfologia, sintaxe e rudimentos de estilística e poética, totalizando 35 capítulos.

Número de páginas: 658

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Eleitoreiro – qual o significado desta palavra?

Todo ano eleitoral, ouvimos muito falar a palavra eleitoreiro. Por isso, neste artigo, vamos fazer uma análise completo desse termo. Vejamos!

Significado de eleitoreiro

A palavra eleitoreiro indica um ato oportunista, que tem como objetivo conseguir votos fáceis do eleitorado. Trata-se de uma ação que busca apenas um fim eleitoral, sem se preocupar com os reais anseios e necessidades da sociedade.

Vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • A oposição está denunciando ações eleitoreiras do presidente.
  • Aquele showmício foi umas das ações mais eleitoreiras que já vi na vida.
  • Esses programas de TV são muito eleitoreiros e populistas.
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Linguagem verbal e não verbal – qual a diferença?

Linguagem é o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre as pessoas. Podemos nos expressar por meio de palavras faladas, escritas e também por gestos e imagens.

Tudo que dissemos ou fazemos comunica. Portanto, a linguagem pode ser verbal ou não verbal: há muitos meios comunicativos para isso. Vejamos os principais exemplos.

Exemplos de linguagem verbal

Ambas — linguagem verbal e não verbal — são muito utilizadas no dia a dia. Quando você fala com alguém, você está se comunicando por meio de palavras, verbalizando seus sentimentos, expondo uma situação.

Quando você assiste a um documentário ou a uma reportagem na televisão, estão falando com você, passando informação adiante.

Ler um livro, escrever num diário, anotar suas dúvidas, ouvir um programa de rádio com entrevistados: tudo isso abrange a linguagem verbal.

Mais alguns exemplos: texto narrativo, reportagem, bilhete escrito, diálogo, cartas, legendas em posts de redes sociais.

Exemplos de linguagem não verbal

No caso da linguagem não verbal, o código utilizado é a simbologia. A comunicação acontecerá por meio de imagens ou gestos.

Esses símbolos, tanto abstratos quanto concretos, podem ser placas, figuras, cores, objetos, ícones, semáforo, dança, teatro, tom de voz, posturas, ilustrações, músicas, a imagem de um post nas redes sociais.

Linguagem mista: palavras, expressões e linguagem corporal

Quando nos referimos a uma imagem abstrata, queremos dizer que, embora duas pessoas possam olhar para o mesmo acontecimento ou gesto, dependendo de suas experiências de vida, aquilo poderá soar diferente para cada uma delas.

Um exemplo disso é o desconforto que algumas pessoas manifestam ao serem chamadas pelo nome completo ou primeiro nome. Na cultura brasileira, os apelidos (“Pri”, no lugar de “Priscila”, “Ju” no lugar de “Juliano”) ganharam conotação mais carinhosa do que o nome completo.

Logo, quando alguém chamar por “Priscila!”, isso poderá significar: 

– Apenas um jeito informal, que não demonstra intimidade; 

– Atitude de alguém que conhece Priscila e não está contente com ela;

Terá muito mais a ver com as experiências que a pessoa associou ao próprio nome. Essas experiências foram embasadas pela linguagem não verbal: tom de voz, postura de quem a chamava pelo nome completo, olhares, etc. e relembradas pela linguagem verbal, na comunicação direta.

Quando há união dos elementos comunicativos da linguagem verbal e não verbal, temos a linguagem mista (como nas histórias em quadrinhos). 

Dessa forma, temos que a comunicação é construída conforme o contexto, tornando-se um processo evolutivo constante, que visa facilitar a convivência em sociedade.

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Quer aprofundar seus conhecimentos na língua portuguesa? Então, continue seus estudos com a Gramática On-line do Clube do Português.

Sincronia x Diacronia: qual a diferença?

Uma das áreas mais fascinantes da língua portuguesa é o estudo da própria língua. Acompanhar as mudanças pelas quais ela passa pode ser um exercício divertido: você já se perguntou por que seus avós chamavam uma pessoa bonita de “brotinho”? Ou por que seus pais, anos depois, adotaram “boazuda” para dizer a mesma coisa? E por que será que você, atualmente, não fala como eles?

Ferdinand de Saussure, considerado o pai da linguística, pode te ajudar a compreender esses pontos. A linguística é concebida como uma ciência, ou seja, não apenas descreve fatos linguísticos como também busca explicações coerentes para sua ocorrência.

Graças aos estudos saussurianos, a língua é explicada a partir de quatro dicotomias: língua x fala, significante x significado, sincronia x diacronia, paradigma x sintagma. Neste artigo, vamos nos concentrar em sincronia e diacronia.

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Paremiologia – conceito e campo de estudo

Os hábitos linguísticos de um povo comumente se transformam em objeto de estudo para linguistas, lexicógrafos, filólogos etc., pois auxiliam na compreensão de sua mentalidade, história, crenças e costumes. Dentre esses hábitos, é muito comum entre os falantes de todo o mundo a citação de provérbios, aforismos e ditados, e é disso que trata a paremiologia.

O que é paremiologia?

Do grego paroimía (parémia) + lógos (tratado) + -ia, paremiologia é o estudo sobre parêmias, podendo também se referir a uma coletânea de tais parêmias.

A paremiologia integra a fraseologia, parte da gramática que estuda frases ou expressões com um sentido específico, como as famosas “frases feitas” e as expressões idiomáticas. Como ciência, é um subcampo da filologia e da linguística.

Veja alguns termos relacionados à paremiologia:

  • Paremiólogo ou paremiologista: profissional que se dedica ao estudo da paremiologia;
  • Paremiografia: disciplina que se dedica à compilação de parêmias em repertórios, coletâneas, etc.
  • Paremiógrafo: pessoa que cria ou compila parêmias.
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Signo, significante e significado – qual a diferença?

Na linguística, seguindo a linha estruturalista proposta por Ferdinand de Saussure, o signo é a unidade fundamental que nos traz a sensação de que algo faz sentido. É a representação de um código, é como nos fazemos entender.

Aos signos, atribuímos valor, sentido, representação. Eles são instrumentos da nossa comunicação e possuem dois desdobramentos, chamados significante e significado.

Principais diferenças entre significante e significado

Significante é o material do signo, um elemento tangível, perceptível, que nos mostrará a forma escrita ou falada do signo. Quando pensamos nas letras que formam uma palavra (imagem acústica), assim como nos fonemas (manifestação fônica), estamos pensando no significante.

Exemplos: c-a-sa (/k/a/s/a/), m-e-sa (/m/e/s/a/), g-a-t-o (/g/a/t/o/)

Significado é conceito do signo, o elemento abstrato; por meio dele conseguimos formar uma representação mental, a partir do que sabemos sobre o assunto. Quando visualizamos o signo, incluímos aspectos físicos e detalhes.

Exemplos: casa (construção com paredes, telhas, portas, janelas e cômodos, para onde as pessoas vão após um dia exaustivo no trabalho), mesa (objeto construído a partir de um pedaço de madeira, utilizado como apoio para refeições e estudos), gato (pequeno mamífero carnívoro, doméstico, descendente do gato selvagem, com cauda longa, orelhas pontudas e bigodes).

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As 4 funções sociais da língua – quais são?

Uma língua é um sistema de comunicação, composto de regras gramaticais que permitem que os falantes formem enunciados e consigam interagir entre si. Ao possibilitar essas relações, ela demonstra um forte valor social. Nesse contexto, surgem as funções sociais da língua. Neste artigo, vamos detalhar cada uma delas. Vejamos!

A pesquisadora Cláudia Ramos Carioca explica que uma língua possui quatro funções sociais: intercompreensão, representação, integração e internacionalização.

1) Intercompreensão

A intercompreensão é a função social da língua que permite que um grupo de pessoas compartilhe e compreenda conceitos, ideias e pensamentos, construindo sentido de maneira coletiva.

Por exemplo, o fato de grande parte dos países da América do Sul falarem espanhol permite que os habitantes desses locais se entendam e interajam entre si.

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