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Batismo x Batizado – quando usar cada palavra?

As palavras batismo e batizado, apesar de serem muitas vezes utilizadas como sinônimas, têm significados e usos distintos. Neste artigo, vamos mostrar quando empregar cada uma delas. Vejamos!

A imagem mostra um criança senda batizada e tem uma legenda escrita:
Qual a diferença entre batismo e batizado?

Batismo

O termo batismo é um substantivo masculino, que dá nome ao que se dá ao processo ou sacramento de iniciação cristã de um indivíduo. Trata-se de um primeiro compromisso com Deus.

A palavra vem do latim baptismus, que significa imersão. Vejamos alguns exemplos de uso dela:

  • Maria recebeu o batismo quando tinha três meses de idade.
  • O batismo é considerado o primeiro sacramento da Igreja Católica.
  • Em algumas igrejas, o batismo só pode ser realizado em adultos.
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Morto x Morrido – quando usar cada um?

Tanto morto quanto morrido estão corretos, mas devem ser utilizados em contextos diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada um. Vejamos!

Verbo abundante

Antes de tudo, é preciso dizer que morrer é um verbo abundante. De acordo com o gramáticos Celso Cunha e Lindley Cintra, “são chamados de abundantes os verbos que possuem duas ou mais formas equivalentes. […] Na quase totalidade dos casos, essa abundância ocorre apenas no particípio”.

Em outras palavras, nesse caso, o verbo tem dois particípios: um regular (morrido) e outro irregular (morto).

Quando usar “morrido”?

O particípio regular (aquele terminado em -do) deve ser utilizado na constituição de tempos compostos da voz ativa acompanhados dos verbos ter e haver. Vejamos alguns casos de uso desse termo:

  • Se não fosse o trabalho rápido dos bombeiros, o homem teria morrido.
  • Quando a ambulância chegou, o acidentado já havia morrido.
  • Os animais tinham morrido por causa da seca. 
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Particípio: quando é verbo e quando é adjetivo?

O particípio é uma das formas nominais do verbo. Ele pode tanto funcionar como verbo quanto como adjetivo. Neste artigo, vamos mostrar como diferenciar essas funções. Vejamos!

Particípio como verbo

Quando indica ação, o particípio atua como verbo. Nesses casos, o termo compõe uma locução verbal, junto com um verbo auxiliar. Vejamos alguns exemplos para entender melhor este ponto:

  • O legumes foram cozidos a vapor.
  • O documento foi anexado ao projeto.
  • A carne foi resfriada no frigorífico.
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Qual o particípio do verbo “vir”?

Alguns verbos da língua portuguesa são muito peculiares, como é o caso do verbo vir. Esse verbo apresenta uma conjugação muito irregular, além de possuir a mesma forma de particípio e de gerúndio: vindo.

Dessa forma, fica a dúvida: como diferenciar o vindo particípio do vindo gerúndio?

Veja a resposta a seguir!

O particípio de vir

Primeiramente, cabe aqui recordarmos o que são verbos no particípio. 

O particípio é uma forma nominal do verbo que indica uma ação já finalizada pelo verbo e apresenta duas formas: a regular e a irregular.

O particípio regular é um verbo que termina em “-ado” ou “-ido”. Exemplos:

– pagado

– ganhado

– elegido

– exprimido

O particípio irregular, por sua vez, apresenta terminações variadas. Exemplos:

– pago

– ganho

– eleito

– expresso

No entanto, não são todos os verbos que apresentam as duas formas de particípio, e é isso que ocorre com o vir, o qual apresenta apenas o particípio irregular vindo.

Para conseguir identificá-lo numa oração, saiba que esse vindo normalmente formará locução verbal junto aos verbos ter ou haver. Exemplos:

– O funcionário tinha vindo pegar os documentos pela manhã.

– A filha havia vindo cuidar do pai no hospital.

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Limpo x Limpado – qual o particípio correto?

Tanto limpo quanto limpado estão corretos, mas devem ser utilizados em contextos diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada um. Vejamos!

Verbo abundante

Para começar, é preciso dizer que limpar é um verbo abundante. Nas palavras de Celso Cunha e Lindley Cintra, “são chamados de abundantes os verbos que possuem duas ou mais formas equivalentes. […] Na quase totalidade dos casos, essa abundância ocorre apenas no particípio”.

Dito de outra maneira, nesse caso, o verbo tem dois particípios: um regular (limpado) e outro irregular (limpo).

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Aceito x Aceitado – qual o particípio correto?

Tanto aceito quanto aceitado estão corretos, mas devem ser utilizados em situações diferentes. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada termo. Vejamos!

Verbo abundante

Primeiramente, é preciso destacar que aceitar é um verbo abundante. De acordo com os gramáticos Celso Cunha e Lindley Cintra, “são chamados de abundantes os verbos que possuem duas ou mais formas equivalentes. […] Na quase totalidade dos casos, essa abundância ocorre apenas no particípio”.

Trocando em miúdos, isso significa que o verbo tem dois particípios: um regular (aceitado) e outro irregular (aceito).

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Eleito x Elegido – qual o particípio correto?

Tanto eleito quanto elegido estão corretos, mas devem ser utilizados em situações distintas. Neste artigo, vamos explicar quando usar cada um. Vejamos!

Particípio abundante

Eleger é um verbo abundante. Segundo os gramáticos Celso Cunha e Lindley Cintra, “são chamados de abundantes os verbos que possuem duas ou mais formas equivalentes. […] Na quase totalidade dos casos, essa abundância ocorre apenas no particípio”.

Em outras palavras, nesse caso, o verbo tem dois particípios: um regular (elegido) e outro irregular (eleito).

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Bem-feito, bem feito e benfeito – quando usar cada um?

Bem-feito, bem feito e benfeito: as três formas estão corretas, mas cada uma deve ser utilizada em um contexto específico. Neste artigo, vamos mostrar quando e como usar cada termo. Vejamos!

Benfeito

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp), benfeito, junto e sem hífen, é um substantivo, sinônimo de benfeitoria e de benefício. Vejamos alguns exemplos de uso dessa palavra:

  • O benfeito da administração contribuiu para o bem-estar dos moradores do bairro.
  • Para recuperar essa praça, a prefeitura terá que fazer muitos benfeitos.
  • Esse benfeito vai deixar a fachada do prédio muito mais bonita.
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Chego x Chegado – qual a forma correta?

A grafia correta é chegado. A palavra chego não existe e não pode ser usada como particípio do verbo “chegar”. Neste artigo, vamos explicar por que somente a primeira forma é aceita. Vejamos!

Particípio

Antes de continuar, vamos lembrar o que é o particípio. Trata-se de uma das formas nominais do verbo. Ela indica uma ação já finalizada e apresenta, normalmente, terminação “-ado” ou “-ido”.

Muitas vezes, o particípio assume função de adjetivo ou advérbio. 

ex: imprimido, morrido, pagado, chegado, partido, comprado, etc.

Particípio regular x Particípio irregular

Os verbos podem ter dois tipos de particípio: regular e irregular. Também podem ser verbos abundantes (possuem os dois tipos de particípio).

particípio regular é terminado em “-ado” ou “-ido”. A maior parte dos verbos apresenta esse tipo de particípio, como vimos acima.

Em contrapartida, o particípio irregular, em geral, é formado pelo radical do verbo e pelos sufixos “-to” e “-so”.

ex: escrito, pago, visto, feito, coberto.

Ademais, os verbos abundantes são aqueles que têm os dois tipos de particípio.

ex: morrido x morto, pago x pagado, salvado x salva, impresso x imprimido .

Chegado

Nesse contexto, vale dizer que chegar não é um verbo abundante. Dito de outra forma, ele possui apenas uma forma de particípio, que é o particípio regular chegado. Assim, vejamos alguns exemplos de uso desse termo:

  • Antes da festa começar, ele já tinha chegado.
  • Se até às 16h eu ainda não tiver chegado, vocês podem começar a reunião sem mim.
  • A essa hora, já era para João ter chegado.

Gênero

Vale ressaltar que o particípio pode ser utilizado como adjetivo ou substantivo. Nesse âmbito, ele apresenta flexão de gênero e de número:

  • Chegada a hora, estávamos preparados para o desafio.
  • Era chegada a oportunidade de mudarmos o rumo dessa história.

Quando usar “chego”?

A palavra chego é a conjugação do verbo “chegar” na primeira pessoa do singular do presente do indicativo:

  • Sempre que eu chego em algum lugar, gosto de cumprimentar todas as pessoas.
  • Eu chego cedo todo dia na academia.
  • Hoje eu chego na hora marcada. Pode confiar.

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Gostou do texto? Então, vale a pena ler também os seguintes artigos:

“Eu tinha trazido” ou “Eu tinha trago”?

A forma correta é “eu tinha trazido“. A palavra trago não pode ser usada como particípio do verbo “trazer”. Neste artigo, vamos explicar por que somente a primeira grafia está certa. Vejamos!

Particípio

Antes de avançar, vamos relembrar o que é o particípio. Trata-se de uma das formas nominais do verbo. Ela indica uma ação já finalizada e apresenta, normalmente, terminação “-ado” ou “-ido”. Em muitos casos, o particípio assume função de adjetivo ou advérbio. 

ex: trazido, chegado, pagado, transcorrido, partido, amado, etc.

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