Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

Categoria: Sem classificação (Page 1 of 2)

Uso de maiúsculas e minúsculas em palavras com hífen

Ex-presidente ou Ex-Presidente? Vice-Reitor ou Vice-reitor? Afinal, nas palavras compostas separadas por hífen, devemos escrever os dois termos em maiúscula ou somente o primeiro deles? Neste artigo, vamos resolver esta dúvida. Confira!

Maiúsculas e minúsculas em palavras com hífen

De acordo com o Manual de redação da Presidência da República, “em palavras com hífen, após se optar pelo uso da maiúscula ou da minúscula, deve-se manter a escolha para a grafia de todos os elementos hifenizados” (p.26).

Em outras palavras, ou grafamos ambos os termos com letra minúscula, ou ambos com maiúscula:

  • O Ex-Presidente (ou ex-presidente) realizou discurso na última semana.
  • O Vice-Reitor (ou vice-reitor) abriu o congresso com uma aula magna.

Nomes próprios

Para finalizar este artigo, vale destacar que, em nomes próprios, a única opção é utilizar todos os termos com letra maiúscula:

  • Grã-Bretanha;
  • Timor-Leste;
  • República Centro-Africana;
  • Associação Latino-Americana de Psicologia Social;
  • Jogos Pan-Americanos.

Questão sobre uso hífen para o Enem

1. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão em concordância com as regras de uso de maiúsculas e minúsculas em compostos com hífen:

a) Ex-presidente, Guiné-Bissau, pan-americano;

b) vice-presidência, Timor-Leste, Sub-Regente;

c) Grã-bretanha, Vice-Reitor, Associação Inter-Regional para Cooperação;

d) União Pan-Africana de Nações, vice-Governador, Torneio Sul-Americano de Basquete.

Resposta:

A alternativa correta é a letra “b”. Perceba que ela segue todas as regras citadas no artigo.

Vamos analisar agora os erros nas demais alternativas:

  • Na letra “a”, a grafia “Ex-presidente” está incorreta, pois mistura o uso de maiúsculas e minúsculas.
  • Na letra “c”, a grafia “Grã-bretanha” está incorreta. Como se trata de um nome próprio, ambos os termos devem ser grafados com letra maiúscula.
  • Na letra “d”, a grafia “vice-Governador” está incorreta, porquanto também mescla indefidamente o uso de maiúsculas e minúsculas.

*

Gostou do texto? Então, aprofunde seus estudos com nosso Guia do Hífen.

Tudo sobre o grau comparativo de superioridade

No dia a dia utilizamos muitos recursos da língua portuguesa sem nos dar conta, e esse é o caso do grau comparativo de superioridade, que é bastante usado mas muitas vezes nem percebemos isso, ao utilizarmos adjetivos.

Quando pintar uma dúvida sobre o que é correto fazer com relação ao comparativo de superioridade de adjetivos, basta dar uma lida no texto abaixo que ficará mais fácil saber empregar corretamente o comparativo.

Para que você perceba a diferença entre o grau comparativo de superioridade e o grau superlativo, como identificar e empregar esse recurso em textos, e perceber de forma prática nas frases, redigimos um pequeno manual sobre o tema. Vamos saber mais sobre o assunto!

O que é grau comparativo de superioridade?

Os adjetivos existem para empregar qualidades ao sujeito das frases. Além disso, em alguns casos, os adjetivos também são utilizados para comparar pessoas ou coisas. 

É quando existe essa comparação entre as partes utilizando adjetivos que o grau comparativo é utilizado, tanto para expressar uma ideia de igualdade, quanto de superioridade ou inferioridade. Entenda as diferenças a seguir e saiba tudo sobre o grau comparativo de superioridade.

Entenda a diferença entre comparativo de superioridade e igualdade

Ainda que todos os graus comparativos se utilizem de adjetivos para exercer algum tipo de comparação entre as partes, os três graus comparativos possuem diferenças bem claras.

No caso do grau comparativo de superioridade, existe uma comparação para aumentar a característica de uma ou uma das partes em relação a outra ou outras. Enquanto isso, o grau comparativo de igualdade põe as partes do sujeito num mesmo nível. 

Entenda a diferença entre comparativo de superioridade e inferioridade

Como dito acima, os adjetivos servem para aplicar qualidades aos sujeitos das frases, além de tecer comparações entre os componentes do sujeito. No entanto, optar por usar o grau comparativo de superioridade ou de inferioridade vai depender do que você quer expressar.

O grau comparativo de superioridade serve para demonstrar que um dos sujeitos têm maiores ou melhores características que o outro.  Já no grau comparativo de inferioridade, como o próprio nome já indica,  funciona de maneira exatamente oposta, colocando uma das partes do sujeito com características inferiores às do outro ou dos outros. 

Continue a leitura para conferir exemplos de grau comparativo de superioridade!

Qual a diferença entre o grau comparativo de superioridade e superlativo?

É muito importante destacar que o grau comparativo envolve pelo menos duas partes para que possa haver a comparação entre eles, e então se apresentam as formas de igualdade, inferioridade ou superioridade. Essa é uma das maneiras de diferenciar esses dois graus que se utilizam de adjetivos. 

No caso do grau superlativo, o que podemos observar é que a caraterística atribuída pelo adjetivo é intensificada e não há comparação. Além disso, pode ser feita de forma relativa quando envolve mais de uma pessoa ou grupo, ou de forma absoluta quando se refere a um componente ou grupo do sujeito.

Exemplos de frases no comparativo de superioridade

Para que fique mais clara e fácil a compreensão, vamos dar exemplos de frases do grau comparativo de superioridade, e assim será possível perceber a estrutura utilizada nele:

Exemplos: 

  • Essa comida está melhor que a que experimentamos aqui na última semana.
  • Sua pulseira é mais bonita que a minha.
  • Para escrever discursos, Paulo é melhor que Mario. 
  • Descrevendo assim, percebo que sua mãe é mais carinhosa que seu pai.
  • Esse utilitário é mais caro que o meu.
  • Meu time tem mais títulos que o seu.
  • A comida fresca é muito mais saudável que comida pronta e congelada.

E aí? Já sabe tudo sobre o grau comparativo de superioridade? Se quiser continuar aprendendo ainda mais, confira todos os nossos conteúdos sobre gramática e domine a língua portuguesa!

Frase Optativa: O que é e como identificá-la

Existem dentro da nossa gramática variados tipos de frases, com diferentes estruturas. E uma das que usamos com certa frequência tanto ao redigir textos quanto em conversas do cotidiano é a frase optativa, que será nosso tema de hoje.

Para que saibamos identificar as frases optativas é necessário saber seu significado, que tipo de frase ela é, e suas principais características. Vamos relembrar esse assunto.

Para que sua identificação seja rápida, fácil, e seja possível diferenciá-la dos outros tipos de frases de maneira acertada, seguem algumas informações relevantes sobre as frases optativas, como sua estrutura, pontuação e exemplos.

O que é uma frase optativa?

As frases optativas são aquelas em que se deseja algo a alguém, e ao final geralmente se utiliza um ponto de exclamação para reforçar a ideia. É a frase onde se expressa claramente uma opinião, um desejo de que algo ocorra, uma benção, votos ou realizações.

Exemplos de frases optativas

Seguem abaixo alguns exemplos de frases optativas, para melhor compreensão:

  • Que Deus te proteja!
  • Espero que consiga a vaga de emprego!
  • Torcendo pela sua pronta recuperação!
  • Tenha uma ótima viagem!
  • Boa sorte no novo emprego!

Tipos de frases optativas

Existem dois tipos de frases optativas, as que são classificadas como optativas nominais e as optativas verbais.

Frase optativa nominal

As frases classificadas como optativas nominais não possuem em sua estrutura nenhum verbo, nada que indique ação.

Exemplos de frases optativas nominais:

  • Que bela jóia.
  • Nossa, que casa mais arrumada!
  • Lindo vestido!
  • Garoto esperto!
  • Que funcionário dedicado!

Frase optativa verbal

Já no caso das frases optativas verbais, sempre vai haver em sua estrutura um verbo, que pode compor sozinho a frase, ou vir acompanhado de outras palavras.

Exemplos de frases optativas verbais:

  • Amanheceu!
  • Seja feliz!
  • Desejo muita saúde ao bebê!
  • Tenha um ótimo dia!
  • Espero que vença a prova!

Diferença entre frase optativa e frase exclamativa

Com o objetivo de facilitar sua vida, e para que não reste nenhuma dúvida na hora de identificar as frases optativas, e que seja mais claro diferenciá-la das frases exclamativas, seguem a explicação do que diferencia as duas.

As frases optativas podem ser confundidas com as frases exclamativas uma vez que geralmente levam o ponto de exclamação ao fim. E é bom ressaltar que as frases optativas expressam o desejo a alguém, ou votos ou bênçãos. Enquanto as frases exclamativas sempre serão pontuadas com um ponto de exclamação, e sua entonação é sempre mais veemente.  

Diferença entre frase optativa e frase declarativa

Para estabelecer a diferença entre frases optativas e declarativas é bastante simples, uma vez que as frases declarativas estão fazendo algum tipo de declaração ou constatação sobre algo ou alguém. Enquanto as frases optativas estão desejando algo e sua entonação é mais exclamativa que as das frases declarativas.

Para melhor compreensão e utilização é preciso conhecer bem as características e regras da gramática portuguesa, especialmente depois do Novo Acordo Ortográfico, que unificou o nosso idioma aos de outros países de língua portuguesa.
Agora que você mergulhou no universo da gramática e já sabe o que é frase optativa, por que não explorar mais? Convidamos você a visitar nossa categoria Revisão de Texto, onde oferecemos uma variedade de conteúdos, desde a correção de erros comuns até dicas de edição avançada. Aperfeiçoar seu texto nunca foi tão fácil! 🖊️

Guia completo sobre acentos gráficos na língua portuguesa

Em todos os idiomas os acentos gráficos são extremamente importantes para identificação da sílaba tônica de cada palavra, e na língua portuguesa não é diferente.

Saber como acentuar e as regras sobre como utilizar cada tipo de acento são conhecimentos fundamentais, e torna sua capacidade de escrever e pronunciar as palavras de forma correta maior e mais fácil.

Para relembrar as regras da acentuação gráfica, os tipos de acentos e enfatizar sua importância no nosso idioma em especial, vamos discorrer sobre o tema, e esclarecer qualquer dúvida que você possa ter.

O que é acento gráfico?

O acento gráfico é o elemento usado dentro de cada idioma que serve para indicar a sílaba tônica de cada palavra, demonstrando assim, como cada uma deve ser pronunciada. Sua utilização é muito importante na língua portuguesa, uma vez que temos muitas palavras com mesma grafia, mas sentidos e pronúncias diferentes. 

Quais são os tipos de acentos gráficos?

Para compreender melhor como funciona a acentuação gráfica, vamos mostrar seus elementos e funções dentro do português, sim, pois em outros idiomas os acentos possuem funções diversas das que utilizamos por aqui.

São três tipos de acentos utilizados, o acento agudo, o circunflexo e o grave. Vamos saber mais sobre cada um deles:

Acento Agudo (´)

O acento agudo, um dos mais comuns no portugês, é utilizado apenas em vogais e sua função é indicar um som mais aberto. Podemos demonstrar a grande diferença que o acento agudo causa nas palavras utilizando como exemplo pele e Pelé. 

Apesar de possuírem a mesma grafia, são palavras que diferem em pronúncia e significado.

Outro bom exemplo do uso de acento agudo está nas palavras: 

  • Sabia – verbo saber conjugado na terceira pessoa do singular no pretérito perfeito.
  • Sábia – adjetivo
  • Sabiá – substantivo comum, um pássaro comum no Brasil. 

A grafia das três palavras é a mesma, mas o acento ou sua ausência faz toda a diferença na sua pronúncia, classificação gramatical e sentido.

Acento Circunflexo (^)

No caso do acento circunflexo, ao contrário do acento agudo, ele denota um som mais fechado ou mesmo anasalado. Utilizado apenas nas vogais “a”, “e” e “o”. Para compreender como o uso do acento circunflexo é importante, vamos a dois exemplos bastante significativos. Avô e avó. 

Ao pronunciarmos as duas palavras, podemos perceber a diferença que o acento circunflexo tem em relação ao acento agudo, e o som mais fechado que ele dá às palavras. Avó com acento agudo é a mãe do pai ou da mãe, um substantivo comum feminino. Avô com acento circunflexo é também um substantivo comum, mas no masculino e significa pai do pai ou da mãe.

Acento Grave (`)

No caso do acento grave a explicação é bastante simples. Ele denota a conjunção do artigo feminino “a” ou “as” com a preposição “a”. Ou a contração da preposição “a” com os pronomes aquilo, aquele, aquela estando no plural ou não. Então o acento grave é usado apenas quando há a junção desses dois termos, e só conseguimos identificá-lo através de frases, pois ele depende da palavra que o antecede.

Exemplos: Vamos à ópera esse final de semana.

(A preposição é usada pois quem vai, vai “a” algum lugar. E ópera é um substantivo feminino precedido de artigo definido feminino “a”.

Para que servem os acentos gráficos?

A maior função dos acentos gráficos é realmente enfatizar as sílabas tônicas das palavras, ou a sílaba forte. Eles servem para diferenciar palavras que são escritas de forma idêntica, mas possuem significados e pronúncias diferenciadas entre si.

Ao ler um texto, a falta de acentuação pode tirar palavras de contexto, mudando totalmente o sentido do que pretendia ser dito.

Como usar corretamente os acentos gráficos

Para dirimir qualquer dúvida, e servir de manual caso não tenha certeza sobre a acentuação correta de determinadas palavras, vamos montar um pequeno manual com as regras de acentuação do nosso idioma, vejamos abaixo:

Palavras oxítonas

Uma das regras de acentuação está relacionada a palavras oxítonas. Confira a seguir alguns exemplos.

  • Terminadas em “a”, “e” e “o”, seguidas ou não de “s”. Exemplos: Sofá; pás; sopé; cafés; jiló; cipós.
  • Terminadas em “em” ou “ens” quando possuírem mais de uma sílaba. Exemplos: Neném; reféns.
  • Terminada em ditongos crescentes “éi”, “éu” e “ói” seguidas ou não de “s”. Exemplos: Povaréu; troféus; chapéu; réis; destrói.
  • Palavras oxítonas terminadas em mesóclise e ênclise.

Exemplos: Comê-lo-ei; empurrá-lo.

Palavras paroxítonas

Já nas palavras paroxítonas, os acentos gráficos são usados da seguinte forma:

  • Terminadas com “i” e “u” seguidas ou não de “s”. Exemplos: Bijú; táxis.
  • Terminadas com as consoantes “l”, “r”, “s”, “n” e “x”. Exemplos: Látex; córtex; dócil; sêmen; lápis; ímpar.
  • Terminadas em “ã”, “ão” e “um”, seguidas ou não de “s”. Exemplos: Álbuns; órfã, sótãos.
  • Terminadas em ditongos abertos. Exemplos: Réguas; tênue; ingênuos.

Palavras proparoxítonas

Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas na língua portuguesa. Com acento agudo se sua pronúncia for mais aberta, ou com acento circunflexo em caso de pronúncias mais fechadas.

Exemplos: Tímpano; êmbolo; rótulo; cágado; xícara; prática; âmbito.

Diferença entre acento gráfico e acento tônico

Para que fique totalmente clara a diferença entre acentos gráficos, nosso tema de hoje, e os acentos tônicos, vamos explicar o que os diferencia. Os acentos gráficos, como dito acima, são elementos que denotam a sílaba mais forte da palavra, de acordo com o aspecto ortográfico. Enquanto os acentos tônicos são usados para ressaltar a sílaba tônica, de acordo com a fonética.

Vale ressaltar que o til (~) não é um acento gráfico, mas sim um sinal que indica que a sílaba deve ser pronunciada de forma anasalada, e em alguns casos pode aparecer em palavras juntamente com acentos gráficos. 

Exemplo: Bênção – Note que a sílaba tônica é a primeira, mas o til surge para expressar o tom anasalado da segunda sílaba.

O trema (¨) é outro caso que não é considerado como acento gráfico, e sim um sinal que ajudava a mostrar a pronúncia correta de algumas palavras, em sílabas formadas por “que”, “qui”, “gue” e “gui”. 

Porém com a criação do Novo Acordo Ortográfico o trema foi abolido em palavras de origem portuguesa, unificando assim a forma de escrever nos países que utilizam o português.

Exemplos: 

  • Eloqüente – eloquente
  • Lingüiça – Linguiça.

Porém vale ressaltar que em palavras que são originárias de outros idiomas, o trema segue sendo utilizado para auxiliar a pronunciar corretamente determinadas sílabas. Como no nome da modelo Gisele Bündchen por exemplo.

Agora que você tem uma melhor compreensão sobre acentos gráficos, por que não dar um passo adiante? Conheça a nossa categoria de conteúdos sobre Gramática, repleta de artigos detalhados que o ajudarão a dominar as regras e estruturas do português. Não há nada melhor do que aprender algo novo todos os dias, certo? Então, vamos lá! 🎓

Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga – análise da obra

Uma das produções mais marcantes do Arcadismo no Brasil, “Marília de Dirceu” é a obra mais emblemática de Tomás Antônio Gonzaga. 

Publicado a partir de 1792, o longo poema lírico, repleto de emoção, explora o amor de Dirceu pela pastora Marília. Dentro do Arcadismo, o eu lírico relata a sua paixão por Marília e a vontade de viver uma vida singela ao seu lado. 

Estrutura da obra “Marília de Dirceu”

A obra “Marília de Dirceu”, é escrita em versos e possui a seguinte estrutura:

  • Primeira parte: publicada em 1792, contém 33 liras.
  • Segunda parte: publicada em 1799, contém 38 liras.
  • Terceira parte: publicação póstuma de 1812, anexa a obra original com textos não publicados no decorrer da vida do autor. Contém  9 liras e 13 sonetos. 

Resumo do poema “Marília de Dirceu”

As liras de “Marília de Dirceu” falam sobre o amor entre dois pastores de ovelhas. Os versos revelam o amor de Dirceu por Marília e ainda retratam as expectativas futuras do eu lírico. No entanto, esse sentimento não pode ser consumado, pois Dirceu foi exilado de seu país. 

Na primeira parte da obra, o foco é a comparação entre a natureza e a beleza de Marília, ambas muito exaltadas. Confira um trecho:

Parte I, Lira II

“Os seus compridos cabelos,

Que sobre as costas ondeiam,

São que os de Apolo mais belos;

Mas de loura cor não são.

Têm a cor da negra noite;

E com o branco do rosto

Fazem, Marília, um composto

Da mais formosa união.

Tem redonda, e lisa testa,

Arqueadas sobrancelhas;

A voz meiga, a vista honesta,

E seus olhos são uns sóis.

Aqui vence Amor ao Céu,

Que no dia luminoso

O Céu tem um Sol formoso,

E o travesso Amor tem dois.

Na sua face mimosa,

Marília, estão misturadas

Purpúreas folhas de rosa,

Brancas folhas de jasmim.

Dos rubins mais preciosos

Os seus beiços são formados;

Os seus dentes delicados

São pedaços de marfim.”

Além disso, Dirceu destaca em seus versos um retrato do Brasil do século XVIII, período em que a economia, a cultura e a sociedade passaram por intensa transformação. O autor também fala da destruição das florestas que davam lugar às plantações, pela ampliação da atividade agrícola. 

Gonzaga também fala sobre a vida burguesa e o quanto ser intelectual era algo valorizado na época. 

Parte I Lira XXVII

“O ser herói, Marília, não consiste

Em queimar os Impérios: move a guerra,

Espalha o sangue humano,

E despovoa a terra

Também o mau tirano.

Consiste o ser herói em viver justo:

E tanto pode ser herói pobre,

Como o maior Augusto.

Eu é que sou herói, Marília bela,

Segundo da virtude a honrosa estrada:

Ganhei, ganhei um trono,

Ah! não manchei a espada,

Não roubei ao dono.

Ergui-o no teu peito, e nos teus braços:

E valem muito mais que o mundo inteiro

Uns tão ditosos laços. “

Já na segunda parte, o leitor nota um tom de solidão. Isso porque, o eu lírico está na prisão devido ao seu envolvimento com a Inconfidência Mineira, em Minas Gerais. No entanto, mesmo na situação em que se encontra, o eu lírico, continua exaltando sua musa inspiradora e falando sobre o amor e a saudade que sente. 

Parte II, Lira I

“Já não cinjo de louro a minha testa;

Nem sonoras canções o Deus me inspira:

Ah! que nem me resta

Uma já quebrada,

Mal sonora Lira!

Mas neste mesmo estado, em que me vejo,

Pede, Marília, Amor que vá cantar-te:

Cumpro o seu desejo;

E ao que resta supra

A paixão, e a arte.

A fumaça, Marília, da candeia,

Que a molhada parede ou suja, ou pinta,

Bem que tosca, e feia,

Agora me pode

Ministrar a tinta.”

O autor demonstra diferentes sentimentos como, tristeza, injustiça e medo. Assim, na parte II, o poema traz um tom pessimista e emotivo. Gonzaga também usa os versos para realizar uma crítica social sobre a desigualdade de classes e os abusos vindos das pessoas de mais poder. 

Parte II, Lira XX

“Ele diz, que em dormir cuide,

Que hei de ver Marília em sonho,

Não respondo uma palavra,

A dura cama componho,

Apago a triste candeia,

E vou-me logo deitar.

Como pode a tais cuidados

Resistir, ó minha Bela,

Quem não tem de Amor a graça;

Se eu, que vivo à sombra dela,

Inda vivo desta sorte,

Sempre triste a suspirar?

A terceira e última parte, apresenta ainda mais pessimismo e melancolia. A solidão e a angústia são notadas, enquanto o eu lírico continua a exaltar Marília e falar sobre o seu amor. 

Parte III, Lira IX

“Desses teus olhos divinos,

que, terno e sossegados,

enchem de flores os prados

enchem de luzes os céus?

Ah! não posso, não, não posso

dizer-te, meu bem, adeus!

Destes teus olhos, enfim,

que domam tigres valentes,

que nem rígidas serpentes

resistem aos tiros seus?

Ah! não posso, não, não posso

dizer-te, meu bem, adeus!”

Contexto histórico de “Marília de Dirceu”

Escrita a partir de 1788 e com a sua primeira publicação em 1792, a obra “Marília de Dirceu”, foi exposta durante o período colonial do Brasil, época de grandes transformações sociais e políticas. 

Neste mesmo período, ocorria a Inconfidência Mineira, movimento no qual Gonzaga fez parte, provocando a sua prisão e o exílio do país. Enquanto preso, o autor escreveu uma boa parte da obra. 

É importante salientar que, nessa época, as produções literárias eram fortemente influenciadas pelas ideias do Iluminismo, as quais destacam a liberdade e igualdade.  

Análise literária de “Marília de Dirceu”

As principais características de “Marília de Dirceu” são a descrição da natureza, a simplicidade da escrita do autor e uma dose de romantismo, bucolismo e pastoralismo. A obra é de caráter autobiográfico e Gonzaga a escreveu inspirado em sua própria história de amor. 

Embora não haja registros que confirmem a identidade de “Marília”, acredita-se que seu verdadeiro nome era Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão. Gonzaga a conheceu em Ouro Preto, Minas Gerais, enquanto trabalhava como Ouvidor Geral. 

Os dois chegaram a noivar, porém, o autor foi acusado de conspiração pelo seu envolvimento com a Inconfidência Mineira. Assim, foi preso e exilado na África, impedido de estar próximo de sua amada. 

A obra fez tanto sucesso que, em 1967, o serviço postal brasileiro homenageou Marília por meio de um selo, apesar de ela ser, supostamente, apenas um personagem.

Marília de Dirceu
Fonte da imagem: Disponível aqui

Na obra, Gonzaga explora temas como natureza, amor, liberdade e saudade, por intermédio de uma linguagem poética marcada pela presença de musicalidade e atributos próprios do Arcadismo. 

A natureza é usada para retratar os sentimentos dos personagens, bem como a simplicidade da vida. As liras, são organizadas de forma oposta ao Barroco, movimento anterior ao Arcadismo, eliminando os excessos que os poetas consideravam inúteis. 

Sobre o autor Tomás Antônio Gonzaga

Filho de mãe portuguesa e pai brasileiro, Tomás Antônio Gonzaga nasceu em 11 de agosto de 1744, em Miragaia, Portugal. O autor ficou órfão de mãe ainda bebê e, por essa razão, foi morar no Recife em 1751, com seu pai. 

Passou a infância e juventude em Recife e estudou no Colégio Jesuíta, na Bahia. Só voltou para Portugal para estudar Direito na Universidade de Coimbra, se formando em 1768 e exercendo a profissão de juiz na cidade de Beja. 

No ano de 1782, Gonzaga retorna ao Brasil para trabalhar como Ouvidor Geral em Ouro Preto, Minas Gerais. Nesse período ele conhece Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, a qual se torna a inspiração para a sua mais emblemática obra “Marília de Dirceu”. 

Pouco tempo depois, o casal fica noivo, mas por estar envolvido na Inconfidência Mineira, Gonzaga é acusado de conspiração, sendo preso no Rio de Janeiro. Lá, permanece refluxo por cerca de 3 anos e depois é transferido para a África para cumprir sua sentença.

Ali exerce a profissão de advogado e juiz da alfândega e se casa em 1793 com Juliana de Sousa Mascarenhas, com quem tem dois filhos. Em 1810, o autor morreu com 66 anos em Moçambique. Tomás Antônio Gonzaga escreveu muitos poemas, no entanto, os que mais se destacaram foram: Marília de Dirceu, poema lírico, publicado em 1792, e Cartas Chilenas, poema satírico, publicado em 1863, após a sua morte. 

*

Gostou do artigo? Então, continue seus estudos com o nosso Guia da Literatura.

Hífen com prefixo “cripto” – quando utilizar?

Afinal de contas, quando devemos utilizar hífen com o prefixo “cripto”? Neste artigo, vamos resolver essa questão! Confira!

Origem

O prefixo “cripto” vem do grego “kruptós, é, ón”, que signifca “oculto” ou “secreto”.

Ele é usado em palavras como: criptoanálises, criptografia, criptomoedas, criptoimagem, etc.

Quando usar hífen com prefixo “cripto”?

Agora que sabemos a origem do prefixo, vamos entender as regras do uso do hífen com esse termo.

Nos vocábulos compostos formados por composição morfológica, devemos usar o hífen com o prefixo “cripto” somente quando a segunda palavra começar com as letras “o” e “h”.

Ex: cripto-otimização e cripto-humamo.

Nos demais casos, não devemos utilizar o hífen. Vejamos alguns casos:

  • Aquela empresa desenvolveu um jogo com criptomoedas que faz muito sucesso entre os brasileiros.
  • Essa tecnologia é baseada em criptografia. Então, as informações os usuários, em tese, estão seguras.
  • Marcelo é especialista em criptotecnologias, principalmente naquelas voltadas para o mercado bancário.

Palavras com “r” e “s”

Vale destacar, por fim, que, se o segundo termo começar com “r” ou “s”, essas letras devem ser repetidas, e não usamos hífen.

Ex: criptorradicalismo, criptossondagem.

5 palavras importantes com o prefixo “cripto”

O prefixo “cripto” é utilizado em uma série de palavras. Abaixo, listamos 5 vocábulos mais relevantes que são formados com essa partícula:

1) Criptografia: trata-se da manipulação das informações para torná-las ininteligíveis para pessoas que não possuem a chave para decifrá-las. Atualmente essa técnica é muito utilizada no campo da cibersegurança.

2) Criptomoedas: são moedas digitais que são desenvolvidas com base em técnicas de criptografia. As mais famosas atualmente são o Bitocin e o Ethereum. Esse tipo de moeda é, em geral, construída com modelos desentralizados, utilizando a tecnologia de blokchain.

3) Criptozoologia: trata-se de um campo de estudo que pesquisa a existência de seres cuja a existência não é reconhecida pela ciência tradicional, com o Monstro do Lago Ness, Chupa-Cabra e o Pé Grande.

4) Criptografia Visual: é a escola artística na qual as obras incorporam elementos de codificação. Nesse campo, as pessoas são desafiadas a encontrarem informações implícitas nas produções dos artistas.

5) Criptoaritmética: trata-se um quebra-cabeça matemático, onde os dígitos são substituídos por letras ou símbolos, na transcrição de uma operação aritmética clássica, em uma equação, cujo objetivo é o descobrimento dos dígitos originais.

Cripto x Cripta

Para finalizar, é importante destacar que, diferentemente de “cripto”, a palavra cripta não é um prefixo. Trata-se de um substantivo feminino que denomina uma espécie de galeria substerânea ou de câmara sepucral.

As criptas estão muito relacionadas a espaços substerrâneos de igrejas antigas onde eram enterradas pessoas de relevo. Vejamos alguns exemplos de uso do termo:

  • A cripta da Catedral da Sé é uma das mais belas do país.
  • Em várias igrejas católicas, as criptas se tornaram pontos de peregrinação.
  • Parte dos meus ancestrais está enterrada na cripta no terreno de Forest Lawn.

Etimologicamente o vocábulo provém do grego kryptē, derivada de kryptein, que significa “esconder-se”, e do latim crypta.

*

Quer aprofundar seus conhecimentos na língua portuguesa? Então, continue seus estudos com a Gramática On-line do Clube do Português.

Sujeito e Predicado: o que são e como utilizá-los corretamente

Na construção de uma sentença, vários elementos são importantes.

Nesse texto vamos mostrar duas figuras muito importantes para que uma frase tenha sentido, o sujeito e o predicado. E mostrar quais tipos de sujeito e predicado existem, como conseguir identificar cada um deles, e como empregá-los corretamente nas frases.

O que é sujeito?

O sujeito é o personagem principal de uma frase, sobre quem se fala. 

E é ele quem controla a conjugação verbal da sentença, pois é o sujeito quem realiza ou sofre a ação, e pode numa mesma frase, ser mais de um, objeto, pessoa, local, animal, enfim, normalmente o sujeito é um substantivo, ou pronome. 

Como por exemplo: Os avós da minha prima deram a ela de presente de formatura um cruzeiro.

Sendo “os avós da minha prima” o sujeito.

Tipos de sujeito

Podemos encontrar numa sentença cinco tipos distintos de sujeito, avaliando seu núcleo, ou a parte principal, que dá sentido ao sujeito. E são eles:

Sujeito simples

O sujeito é classificado como simples quando possui apenas um núcleo.

Ex: Carmen vai viajar para Porto Seguro.

O núcleo é Carmen.

Sujeito composto

Quando o sujeito possui dois ou mais núcleos, é chamado composto.

Ex:O gato e o cachorro se dão bem.

O gato e o cachorro são o núcleo.

Sujeito oculto

O sujeito oculto também é conhecido como determinado, implícito, elíptico ou desinencial. Se dá quando permanece a dúvida sobre quem cometeu ou sofreu a ação.

Ex: Quebraram as vidraças com a bola. (Quem quebrou?)

Sujeito inexistente

Também chamada de oração sem sujeito, esse tipo de frase não apresenta o sujeito.

Ex: Está na hora de sair.

Sujeito indeterminado

Se o verbo estiver conjugado na terceira pessoa do plural e não houver sujeito claro, a classificação é sujeito indeterminado.

Ex: Falaram que vai chover.

Como identificar o sujeito na frase

Para conseguir saber quem, numa sentença, é o sujeito, basta utilizarmos o verbo da própria oração para formular uma questão.

Exemplo: A encomenda do buffet chegou agora.

O que chegou agora? A encomenda do buffet. Esse é o sujeito.

Por causa da chuva, nós cancelamos o programa.

Quem cancelou o programa? Nós. O sujeito dessa oração, mesmo que não esteja no começo, é nós.

O que é predicado

Já o predicado, em uma sentença, é o que faz ou sofre o sujeito, ou seja, tudo que é dito ou feito pelo sujeito.

Basta separar o sujeito, logo o restante da frase será o predicado.

Por exemplo: Os avós da minha prima deram a ela de presente de formatura um cruzeiro.

O predicado é tudo que exclui o sujeito, ou seja “deram a ela de presente de formatura um cruzeiro”.

Tipos de predicados 

Assim como no caso do sujeito, o predicado pode ser classificado de acordo com o seu núcleo, ou a parte mais importante do predicado. Veremos abaixo quais os tipos de predicado encontramos:

Predicado verbal

Ocorre quando o núcleo do predicado é um verbo.

Ex: O aluno faltou aula.

Faltou, verbo na terceira pessoa do singular, é o núcleo do predicado.

Predicado nominal

Nesse caso o núcleo do predicado não é um verbo, e sim um nome.

Ex: Minha mãe está tranquila.

O núcleo do predicado é tranquila.

Predicado verbo-nominal 

Esse caso de predicado se dá quando as duas palavras mais importantes do predicado são um verbo e um nome.

Ex: Júlia viajou e ficou doente.

As duas palavras mais importantes do predicado são: viajou e doente, um verbo e um nome respectivamente.

Como identificar o predicado na frase

Para identificar o predicado numa oração, basta formular uma questão com o verbo utilizado na frase, e após identificar o sujeito, o que restar, será o predicado.

Exemplo: A série Grey ‘s Anatomy tem uma nova temporada. 

Para que possamos descobrir o sujeito, devemos perguntar: o que tem uma nova temporada? “A série Grey ‘s Anatomy”. O que sobrou é o predicado: “tem uma nova temporada”.

Então, excluindo o sujeito da frase, o que resta será o predicado.

Onde usar o sujeito e o predicado

O sujeito pode ser usado tanto no começo quanto no meio ou final da frase. Para que fique mais clara a identificação do sujeito, basta formular uma questão utilizando o verbo da frase, como veremos nos exemplos abaixo:

A conta foi encerrada. (O que foi encerrada? A conta)

Por conta do apagão, o evento foi cancelado. (O que foi cancelado? O evento.)

Em razão da chuva de ontem, foi fechada a piscina. (O que foi fechada? A piscina)

E como visto acima, o predicado também pode ser encontrado em diferentes posições dentro das orações, desde que haja concordância entre ele, o verbo e o sujeito.

Como utilizar corretamente o sujeito e predicado

Agora um passo a passo de como devemos utilizar tanto o sujeito quanto o verbo e o predicado, termos essenciais na construção de uma oração, de maneira que a concordância  construa o sentido da frase de forma certa.

Sujeitos concordantes com os verbos

Como o sujeito das frases é o responsável pela conjugação verbal, é certo que haverá concordância entre ambos.

Ex: A chuva espantou os turistas. (Tanto chuva quanto espantou estão na terceira pessoa do singular)

Lúcia e Vitória trabalham na escola da família. (Lúcia e Vitória = elas, o sujeito composto está na terceira pessoa do plural, assim como o verbo trabalham)

Predicados coerentes com os substantivos ou verbos

Para que a oração tenha sentido, é preciso que o verbo que fará parte do predicado concorde com o sujeito, independente da construção da frase.

Exemplo: Kim latia assustada. (“Latia” é o verbo do predicado, e está em concordância com o sujeito, ambos na terceira pessoa do singular, já “assustada” é o predicativo do sujeito)

Pretérito perfeito: o que é, formas e exemplos

Para falar e escrever bem, é fundamental saber conjugar os verbos e forma certa, para uma concordância correta.

No nosso idioma temos uma grande variedade de tempos verbais, e os pretéritos são bastante conhecidos e muito utilizados.

Você sabe as diferenças entres os tipos de pretéritos? Sabe em que tempo o pretérito perfeito é conjugado?

Vamos listar os três tipos de pretéritos, explicando seus tempos, e citando exemplos para que fique fácil de compreender.

O que é pretérito perfeito?

O tempo verbal pretérito perfeito é popularmente conhecido como passado, ou seja, ele representa uma ação que já acabou ou que dura somente até o antes do tempo presente.

Classificação do pretérito perfeito

O pretérito perfeito pode ser classificado como simples, quando só há um verbo, composto, quando existe um verbo principal e um auxiliar. E pode ser conjugado no indicativo, tanto o simples quanto o composto, e no subjuntivo, apenas o composto.

Pretérito perfeito simples

O pretérito perfeito simples do indicativo indica uma ação que já foi finalizada, que acabou.

Exemplos de pretérito perfeito simples

Primeira conjugação – arSegunda conjugação – erTerceira conjugação – ir
Eu ameiEu corriEu parti
Tu amasteTu corresteTu partiste
Ele amouEle correuEle partiu
Nós amamosNós corremosNós partimos
Vós amastesVós correstesVós partistes
Eles amaramEles correramEles partiram

Pretérito perfeito composto

O pretérito perfeito composto tem um verbo principal que indica ação, e um verbo auxiliar. Pode se apresentar tanto no indicativo quanto no subjuntivo.

Pretérito perfeito composto do modo indicativo

Usamos em geral o verbo ter no presente, e um verbo principal no particípio, sua forma nominal.

Primeira conjugação – arSegunda conjugação – erTerceira conjugação – ir
Eu tenho cantadoEu tenho comidoEu tenho sentido
Tu tens cantadoTu tens comidoTu tens sentido
Ele tem cantadoEle tem comidoEle tem sentido
Nós temos cantadoNós temos comidoNós temos sentido
Vós tendes cantadoVós tendes comidoVós tendes sentido
Eles têm cantadoEles têm comidoEles têm sentido

Pretérito perfeito composto do modo subjuntivo 

O verbo ter deve ser utilizado no presente do subjuntivo, e o verbo principal no particípio.

Primeira conjugação – arSegunda conjugação – erTerceira conjugação – ir
(eu) Tenha sonhado(eu) tenha perdido(eu) tenha saído
(tu) Tenhas sonhado(tu) tenhas perdido(tu) tenhas saído
(ele) Tenha sonhado(ele) tenhas perdido(ele) tenha saído
(nós ) Tenhamos sonhado(nós) Tenhamos perdido(nós) tenhamos saído
(vós) Tenhais sonhado(vós) Tenhais perdido(vós) Tenhais saído
(eles) Tenham sonhado(eles) Tenham perdido(eles) Tenham saído

Exemplos de conjugação do pretérito perfeito

Como nos modelos acima só mostramos verbos regulares, vamos mostrar abaixo as conjugações no pretérito perfeito de verbos irregulares.

Primeira conjugação – estarSegunda conjugação – serTerceira conjugação – ir
Eu estiveEu fuiEu fui
Tu estivesteTu fosteTu foste
Ele EsteveEle foiEle foi
Nós estivemosNós fomosNós fomos
Vós estivestesVós fostesVós fostes
Eles estiveramEles foramEles foram

Apesar dos verbos irregulares de segunda e terceira conjugação serem diferentes, ser e ir, são conjugados de forma idêntica.

Diferenças entre o pretérito perfeito, o pretérito mais que perfeito e o pretérito  imperfeito

Sabemos que pretérito se refere a ações que são no passado, mas, existem algumas diferenças entre os três tipos de pretéritos, o perfeito, o imperfeito e o mais que perfeitos.

No pretérito perfeito 

A ação começou e terminou no passado.

Ex: Eu fiz comida para o almoço.

No pretérito imperfeito 

A ação é no passado mas foi interrompida.

Ex: Eu fazia comida para o almoço, mas o telefone me interrompeu.

No pretérito mais que perfeito 

O verbo indica uma ação que foi concluída em um tempo antes do que outro no passado.

Ex: Questionei se ela já fizera o almoço quando teve que sair ontem.

Sagarana: análise e resumo da obra de Guimarães Rosa

Composto por 9 contos diferentes, Sagarana foi o primeiro livro de Guimarães Rosa. A obra, publicada no ano de 1946, é regionalista e trata de temas que evidenciam a luta do bem contra o mal. 

Sagarana é um neologismo que une as palavras Saga (do alemão “sagen”, que denomina as narrativas históricas e épicas) com rana (de origem tupi, que significa “à maneira de”). O livro apresenta os seguintes contos:

  • O burrinho pedrês.
  • Traços biográficos de Lalino Salãthiel ou “A volta do marido pródigo”.
  • Sarapalha.
  • Duelo.
  • Minha gente.
  • São Marcos.
  • Corpo fechado.
  • Conversa de bois.
  • A hora e vez de Augusto Matraga. 
Sagarana: análise e resumo da obra de Guimarães Rosa.

Resumo dos contos de Sagarana

O burrinho pedrês

Personagens principais: burrinho pedrês (Sete-de- Ouros), Major Saulo, Badu e Fracolin. 

O burrinho pedrês conta a história do Sete-de-Ouros, um burro velho e esquecido na Fazenda da Tampa de Major Saulo. Devido a sua velhice, o burrinho aguarda a chegada de sua morte, sem grandes perspectivas. 

No entanto, Major dá a ordem a João Manico para montar no burrinho e conduzir a boiada, junto a outros vaqueiros. Contrariado, o vaqueiro monta em Sete-de-Ouros, mas se sente incomodado pela velhice do animal. Inclusive, nenhum dos vaqueiros quer o seu lugar e ele só é o escolhido por ser o mais leve dos homens.

Durante a viagem, os vaqueiros contam muitas histórias e, dentre elas, vaza a informação que um dos integrantes do grupo,Silvino, quer matar outro, Badu. Tal possibilidade mexe com a narrativa e provoca uma série de reflexões.

Contudo, o ponto forte do enredo ocorre quando os vaqueiros chegam na travessia do Córrego da Fome e ficam com medo de cruzá-la. Assim, decidem se guiar pelo burrinho, afinal burros só entram em locais que conseguem sair. Nesse sentido,Sete-de-Ouros é o único que consegue lutar contra o rio e atravessá-lo. 

No dia seguinte, todos os vaqueiros são encontrados mortos, exceto Badu, que montava no burrinho, e Francolim, que ficou agarrado ao rabo de Sete-de-Ouros.

Traços biográficos de Lalino Salãthiel ou A volta do marido pródigo

Personagens principais: Lalino Salãthiel, Maria Rita, Major Anacleto e Ramiro.

Lalino Salãthiel é um rapaz malandro que prefere viver uma vida de aventuras ao invés de se esforçar no trabalho. Em razão disso, ele sempre se atrasa para o serviço e passa a maior parte do tempo mentindo e contando histórias.

Certo dia, de tanto mentir, ele acaba acreditando em suas próprias criações e decide abandonar o trabalho e também a sua esposa, Maria Rita. A fim de se livrar das obrigações do cotidiano, Lalino começa a vender as suas coisas para viajar ao Rio de Janeiro, em busca de uma vida mansa. 

Entretanto, ele não consegue juntar dinheiro o suficiente e acaba pedindo emprestado a Ramiro, um espanhol que possui a fama de gostar de Maria Rita. Unindo o útil ao agradável, para convencer Ramiro, Salãthiel diz que, com o dinheiro, ele irá embora e sumirá para sempre, deixando Maria Rita sozinha. Dessa forma, o espanhol acaba por liberar a quantia. 

Contudo, a coisa toda não ocorre como ele imaginava. Salãthiel percebe que a vida não é um conto de fadas. Por isso, algum tempo depois, retorna para a casa. Porém, ao chegar, se depara com a sua mulher casada com Ramiro e descobre que ele ficou com a fama de ter vendido a esposa. 

Após o fato, Lalino conhece Oscar, que o convida para trabalhar na campanha do Major Anacleto. O trabalho é um sucesso devido à habilidade de Lalino de contar histórias e persuadir as pessoas. Com o tempo, e depois de muitos conflitos, ele reconquista a esposa.

Sarapalha 

Personagens principais: Primo Argemiro e Primo Ribeiro

O conto de Sarapalha é muito curto e fala sobre dois primos: Argemiro e Ribeiro, que vivem isolados em uma fazenda velha em Sarapalha. A maioria das pessoas que lá residia ou morreu, ou fugiu em decorrência da infestação da malária. No entanto, como ambos estão doentes, esperam ali mesmo pela morte. 

Enquanto aguardam o inevitável, eles dialogam e primo Ribeiro começa a exaltar as qualidades e a importância do primo Argemiro. Este, por sua vez, fica com a consciência pesada e decide pedir perdão ao primo Ribeiro. Isso porque ele era apaixonado pela esposa do primo, Luísa, a qual fugiu com um boiadeiro. 

A consequência dessa confissão é que o primo Ribeiro se sente traído pela segunda vez. Dessa forma, ele expulsa o primo Argemiro, mesmo doente, da fazenda. 

O conto traz como pano de fundo o tema da epidemia de malária, doença que assolava e deixa diversas vítimas na região. Como o local fica na beira do rio Pará, na época de seca, surgem várias poças de água, que são pontos propícios para a proliferação dos mosquitos que transmitem a malária.

Nesse sentido, várias passagens do conto fazem referência a sintomas dessa moléstia.

Duelo

Personagens principais: Turíbio Todo, Silvana, Cassiano Gomes, e Vinte-e-um. 

O duelo apresenta a história de Turíbio Todo, personagem que descobre a traição da esposa Silvana com Cassiano Gomes, um ex-militar. O mais interessante do enredo é que ninguém lhe contou sobre o adultério, ele mesmo flagrou a mulher pelo buraco da fechadura, após retornar de uma pesca. 

No entanto, no momento do flagrante, ele não esboça nenhuma reação. Muito pelo contrário, age como se nada tivesse ocorrido e planeja uma vingança. Assim, na manhã seguinte, em posse de sua arma, fica de tocaia na casa do amante da esposa e espera pelo melhor momento de agir.

Com o Cassiano de costas, Turíbio atira. Contudo, a bala acerta o irmão do Cassiano, que acaba morrendo. Turíbio, então, foge, pois sabe que cometeu um grande erro. Por sua vez, Cassiano, no velório do irmão, promete vingança contra o marido de Silvana. 

A fuga de Turíbio dura meses, bem como a perseguição de Cassiano por ele. Um dia, Turíbio retorna para o lar, no qual Silvana ainda vive, e decide passar uma noite com a mulher. Nessa mesma noite, ele confessa que não vai desistir de fugir até Cassiano se cansar. Isso porque ele sabe que Cassiano tem problema no coração e não aguentará muito.

Durante o enredo, o senhor conhecido como “Vinte-e-um” aparece e é ajudado financeiramente por Cassiano. Isso porque não tinha dinheiro para sustentar a esposa e o filho. Logo, após a ajuda, Cassiano se torna o herói de Vinte-e-um. Até que Cassiano falece e Silvana avisa Turíbio que ele poderia, finalmente, voltar. 

O que ele não esperava é que no meio do caminho encontraria com Vinte-e-um, que havia prometido continuar a vingança por Cassiano e o mata sem piedade.

Minha gente 

Personagens principais: moço (narrador- personagem), Emílio, Maria Irma, Ramiro Gouveia e Armanda. 

Narrado em primeira pessoa, o conto “Minha gente” é curto e tem início com a viagem do narrador-personagem, chamado de “moço”, até a fazenda de seu tio Emílio – candidato às eleições. Ao descer do trem, o narrador reencontra Santana e José Malvino, que o acompanham até seu destino. 

Chegando à fazenda, o moço se apaixona por uma das filhas de seu tio, Maria Irma, a qual não sente a mesma atração por ele e diz estar comprometida com alguém. Um dia, ela recebe a visita de Ramiro, que era noivo de outra pessoa, e o moço sente muito ciúmes. 

No entanto, ele tenta a todo custo chamar a atenção de Maria Irma e finge namorar outra moça da fazenda vizinha. Contudo, isso não dá certo e culmina na vitória do tio nas eleições. O moço, então, vai embora e promete retornar.

Em seu retorno, Maria Irma lhe apresenta Armanda e o moço se apaixona e se casa com ela. Já Maria Irma acaba se casando com Ramiro.

São Marcos

Personagens principais: José, ou Izé (narrador), Aurísio Manquitola e João Mangolô. 

Outra história narrada em primeira pessoa, “São Marcos” fala sobre um narrador racional que costuma zombar de todo o tipo de crença. Em Calango-Frito, o narrador conversa com Aurísio Manquitola e zomba da conhecida reza de São Marcos. 

No entanto, mais tarde, ele fica subitamente cego e não entende o motivo. Desesperado, sua única opção é recitar a oração de São Marcos. Assim, guiado pelo olfato e pela audição, encontra, finalmente, a casa de João Mangolô, um feiticeiro da região. 

Lá ele descobre que Mangolô foi o responsável pela sua cegueira, pois colocou uma venda sobre uma foto sua no porta-retrato para puni-lo por suas zombarias. 

Corpo fechado

Personagens principais: Manuel Fulô, feiticeiro Antonico das PedrasÁguas e Targino. 

Em “Corpo fechado”, Manuel Fulô é o protagonista que se faz de valente e é dono de uma mula desejada por Antonico das Pedras-Águas, um feiticeiro. Em contrapartida, Antonico tem uma sela cobiçada por Manuel. 

Enquanto há uma rivalidade entre os dois, Targino, o verdadeiro vilão, demonstra o interesse na noiva de Manuel, e expressa o desejo de ficar com ela. Assim, diz que ou Manuel aceita, ou Targino o matará. 

Desesperado, Manuel se alia ao feiticeiro Antonico, que promete fechar-lhe o corpo contra Targino. No entanto, em troca ele pede a mula. Após o trato, ocorre um duelo entre os dois, que faz o feitiço parar de funcionar e Manuel vence o conflito. 

Conversa de bois

Personagens principais: Tiãozinho, Didico, Agenor, Soronho e o boi Brilhante. 

Manuel Timborna, personagem principal, afirma que os bois falam. Para provar sua teoria, conta a história de oito bois, do menino Tiãozinho e do carreiro Agenor Soronho, senhor que tem um caso com a mãe do menino e está radiante pela morte do seu rival – o defunto levado pelo carro de boi. 

Entretanto, Tiãozinho não está feliz. Além de chorar a morte do pai, ele repudia Agenor. O primeiro motivo é por ele ficar com sua mãe, enquanto seu pai estava doente. O segundo, por ele maltratar os bois. 

Contudo, os bois percebem a situação e se mostram solidários ao menino. Assim, aproveitando-se do cochilo de Agenor, os bois derrubam a carroça, matando-o para a alegria de Tiãozinho. 

A hora e vez de Augusto Matraga

Personagens principais: Augusto Matraga, Major Consilva

“A hora e vez de Augusto Matraga” é o conto mais famoso de Sagarana. Augusto Matraga é durão e manda e desmanda em seu povoado. Entretanto, um dia recebe dois recados que mudam a sua vida para sempre.  Primeiro: sua esposa fugiu com outro homem, levando também a sua filha e todos os seus capangas mudaram de lado e agora são subordinados do Major Consilva, seu maior inimigo. 

Ao tirar satisfações com o Major Consilva, ele é espancado por seus antigos capangas e é considerado morto, após cair de um precipício. Contudo, o que ninguém sabe é que o homem sobrevive e vai morar em outro povoado. 

O protagonista, então, se regenera de todo o mal que causou e vive apenas em prol do destino. Passa a não fumar e nem beber. Além disso, evita conflitos e não busca por mulheres. Sua única missão se torna combater o mal que ainda existe em si e fazer somente o bem. 

No entanto, o cenário muda quando o bando de Joãozinho Bem-Bem surge no povoado. Augusto vira amigo do chefe e tenta integrar o bando, porém desiste. Mais tarde, decide partir, pois entende que ali não é o seu lugar. 

Um tempo depois, encontra o bando de Joãozinho Bem-Bem, mas discorda de sua forma cruel de se vingar de um dos homens do bando. Assim, chega a hora e vez de Augusto Matraga, que é morto num duelo. 

Análise literária de Sagarana

Pertencente à terceira geração modernista, ou pós-modernismo, a obra de Sagarana foi publicada em 1946 em um contexto histórico da época da Era Vargas. O livro, composto por nove contos de João Guimarães Rosa, dispõe de um caráter regionalista, o qual não impede a universalidade presente nas demais obras do escritor.  

O regionalismo apresentado nos contos está ligado às características locais do sertão mineiro, por meio de elementos culturais e geográficos, atributos das pessoas que ali residem. Assim, Guimarães Rosa desenvolve a sua ficção, extraindo, inclusive, temas universais. 

Todas as histórias ultrapassam o local e podem ser transmitidas para outras nações e em outros tempos. Essa característica mais ampla dos textos é dada por meio de narrativas cheias de conflitos e traições, que opõem o bem e o mal. Ademais, o autor traz um caráter coloquial por intermédio dos diálogos entre os personagens. 

Esse exercício com a linguagem faz com que o leitor consiga adentrar o universo do povo do sertão, transformando a linguagem em elemento lírico-identitário. Além disso, também é possível notar a violência que aparece como elementos regionais e universais. Seja a violência humana, seja a violência animal, ela está presente na maioria das narrativas, fazendo com que os personagens tenham que lutar para sobreviver. 

Vale salientar que a obra é caracterizada como “sagaranas”, ou seja, histórias que se assemelham a lendas. Inclusive, o título é um neologismo que sugere um tom épico aos personagens das narrativas, os tornando heroicos – elemento presente no modernismo ou pós-modernismo brasileiro. 

Informações-chaves sobre Sagarana

Na tabela abaixo, você confere as principais informações sobre a obra Sagarana:

Informações sobre o livro Sagarana
AutorGuimarães Rosa
Movimento LiterárioModernismo
Contexto históricoEra Vargas
Foco narrativoDuelo – terceira pessoa
Onde acontecem as históriasMinas Gerais (sertão mineiro)
Tipos de narradorProtagonista e onisciente
Marcas de linguagemRegionalismo, oralidade e uso de neologismos
Contos– O burrinho pedrês.
– Traços biográficos de Lalino Salãthiel ou “A volta do marido pródigo”.
– Sarapalha.
– Duelo.
– Minha gente.
– São Marcos.
– Corpo fechado.
– Conversa de bois.
– A hora e vez de Augusto Matraga.

Quem foi Guimarães Rosa?

João Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908, em Cordisburgo, Minas Gerais. Ainda criança estudou diversos idiomas de forma autodidata, aprendendo assim, diferentes línguas. Em 1925 se matriculou na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, se formando em 1930, mesmo ano em que se casou com Lígia Cabral Penna, com quem teve duas filhas. 

Passou a exercer a profissão de médico e atuou, inclusive, como voluntário. No entanto, em 1934 foi aprovado em concurso para o Itamaraty e exerceu diferentes funções diplomáticas. Nesse meio tempo, conheceu sua segunda esposa, Aracy Moebius de Carvalho e em 1958 foi promovido a embaixador. 

Contudo, mesmo com uma vasta gama de ocupações, Guimarães Rosa sempre teve o hábito de escrever e, em 1936, publicou o seu primeiro e único livro de poesias, intitulado de “Magma”. Com ele, recebeu um prêmio da Academia Brasileira de Letras. Além dele, em 1946, o autor publicou “Sagarana”, seu único romance, que faz parte da terceira geração moderna ou pós-modernismo. 

O escritor faleceu em 19 de novembro de 1967, no Rio de Janeiro, três dias após a sua posse na Academia Brasileira de Letras, eleito por unanimidade. 

Mágico das palavras

A escrita de Guimarães Rosa é marcada pela criatividade e pelo experimentalismo. Nesse contexto, o autor é considerado o mágico das palavras, porque usou vastamente os neologismos e criou uma série de termos em seus textos. Confira algumas abaixo:

NEOLOGISMOS DE GUIMARÃES ROSA
Enxadachim Trabalhador do campo, que luta pela sobrevivência. A palavra reúne “enxada” e “espadachim”.
ArrelequeAsas abertas em forma de leque
CircuntristezaTristeza circundante
SuspirânciaSuspiros repetidos
CoraçãomenteCordialmente
NomadaCoisa sem importância, resulta da fusão de “non”, do português arcaico, com “nada”.
VelhoucoJunção de “velho” com “louco”
DescreviverFusão de “descrever” com “viver”
MatragaUnião de “má” como verbo “trazer”
DesafogaréuUm desafogo muito grande (desafogo + fogareu)

Principais obras de Guimarães Rosa

Guimarães Rosa deixou as seguintes obras:

  • Sagarana – 1946;
  • Corpo de baile – 1956;
  • Grande sertão, veredas – 1956;
  • Primeiras estórias – 1962;
  • Manuelzão e Miguilim – 1964;
  • Campo geral – 1964;
  • No Urubuquaquá, no Pinhém – 1965;
  • Noites do Sertão – 1965;
  • Tutameia — Terceiras estórias – 1967;
  • Estas estórias – 1969;
  • Ave, palavra – 1970;
  • Magma – 1997.

*

Gostou do artigo? Então, continue seus estudos com o nosso Guia da Literatura.

Português para FGV: o que e como estudar?

A preparação para as provas de concursos públicos é essencial, uma vez que é necessário estudar e se informar sobre os requisitos de cada banca. Independentemente do cargo que se pretenda ocupar, é fundamental ter atenção sobre os assuntos que vão cair na avaliação para obter um bom desempenho. 

Nesse sentido, a prova de Português para FGV (Fundação Getúlio Vargas), costuma ser uma das mais temidas pelos candidatos. Isso porque, a banca é conhecida pela sua grande exigência. 

Pensando nisso, neste artigo, falaremos detalhadamente sobre o que e como você deve estudar para se dar bem na prova de Português para FGV. Acompanhe!

Como estudar português para a FGV?

O que estudar de Português para FGV?

Para saber o que estudar de Português para FGV é preciso, primeiramente, conhecer o perfil da banca. Nesse sentido, podemos dizer que ela é imprevisível. Em outras palavras, a banca da FGV dificilmente trará questões semelhantes de uma prova para a outra e sem nenhum tipo de pegadinha. 

Nessa perspectiva, estudar somente aquilo que caiu em provas anteriores pode não ser uma boa opção. Além disso, a recomendação é que se tenha muita calma e concentração no momento de responder às questões na prova, para não assinalar o presumível.

No entanto, toda banca sempre tem um conteúdo programático, chamado pelos candidatos de: “queridinhos da banca”. Assim, normalmente, a banca da FGV atua com foco em fragmentos de textos ou textos curtos, explorando a coesão textual, estrutura, tipologia e mudança de discursos. 

Além disso, a FGV costuma ter um perfil mais analítico, isto é, dispor de questões para interpretação mais avançada de um texto. Confira e anote os principais assuntos para saber o que estudar de Português para FGV:

  • acentuação gráfica;
  • classes gramaticais (morfologia);
  • coerência e coesão;
  • estratégias argumentativas;
  • figuras de linguagem;
  • intertextualidade;
  • interpretação de texto;
  • paralelismo (reescrita de frases);
  • pontuação;
  • sintaxe;
  • tipologia textual. 

Os assuntos destacados acima não são novidade para nenhum candidato que vem se preparando para um concurso público. Afinal, desde o ensino fundamental esses conteúdos são aplicados em sala de aula. No entanto, o indicado é estudá-los de forma minuciosa, absorvendo o máximo possível, especialmente com exemplos de questões. 

Continue reading
« Older posts

© 2024 Clube do Português

Theme by Anders NorenUp ↑

#CodigoClever