Língua Portuguesa, Literatura e Alfabetização

Categoria: Produção de texto (Page 1 of 8)

Texto x Discurso – qual a diferença?

Os conceitos de texto e discurso são distintos, mas relacionados entre si. Neste artigo, vamos explicar cada um deles e também demonstrar a ligação entre eles. Vamos lá!

O que é discurso?

De forma geral, pode-se dizer que o discurso é a língua em uso. Esse fenômeno é influenciado por cinco fatores:

  • Momento histórico

O momento histórico impacta diretamente a construção do discurso. Um exemplo são os livros de Machado de Assis, em que a escravidão aparece com tema cotidiano. Isso ocorre, porque, naquele período, a posse de escravos era algum comum, principalmente entre a classe média e alta que são retratadas nas obras.

  • Contexto

O contexto é outro elemento que influencia o discurso. Uma coisa é contar piadas em uma mesa de bar, outra é contar uma piada durante uma missa. Em cada ambiente, o discurso será recebido de formas totalmente distintas.

Outro ponto relacionado ao contexto é a posição de cada pessoa em determinado ambiente. Por exemplo, um filho brigar com uma mãe gera efeitos discursivos distintos de quando uma mãe briga com um filho.

  • Situação

A situação está relacionada com a formalidade ou informalidade do momento em que o discurso é proferido. Um exemplo clássico são as reuniões nas empresas. No início da reunião, quando as pessoas estão chegando, há espaço para um discurso mais informal, para quebrar o gelo.

Em contrapartida, quando a reunião já iniciou de fato, é esperado que o discurso se torne mais formal.

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Cruzamento sintático: o que é e como evitar?

Na sintaxe da língua portuguesa, cruzamento sintático é o fenômeno que pode ser ou não um vício de linguagem. Neste artigo, vamos explicar melhor este conceito. Vejamos!

O que é cruzamento sintático?

O cruzamento sintático ocorre quando duas construções linguísticas, no lugar de trazer clareza, causam confusão no recebimento da mensagem.

Vejamos alguns exemplos:

  • Ela gosta de dançar e principalmente de música. (A confusão é: se ela gosta de dançar, naturalmente, será ao som de música. A segunda oração não contribui para a compreensão porque cruza informações);
  • Fiquei irritada naquele lugar tanto porque a música era ruim mas também porque eu não conhecia ninguém. (Aqui, surge a necessidade de paralelismo para equilibrar a oração, pois “tanto” pressupõe que se use em seguida “quanto”).

Quando os pares não são respeitados e a estruturação oracional é comprometida, a harmonia do texto é prejudicada. É importante ficar atento, pois os cruzamentos sintáticos podem também afetar a regência de alguns verbos. 

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Palavras de transição – o que são e como usar?

Produzir textos de qualidade não só requer um bom domínio das regras gramaticais e um bom conteúdo, mas também conhecimentos a respeito dos mecanismos de coerência e coesão.

No que se refere à coesão textual, temos um conjunto de mecanismos linguísticos que permitem a conexão lógico-semântica do texto, sendo um desses mecanismos as palavras de transição, as quais veremos a seguir.

O que são palavras de transição?

Palavras de transição são conectivos que estabelecem ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto.

Dessa forma, sua utilização apresenta inúmeros benefícios, tais como:

  • facilitar a compreensão das ideias;
  • introduzir reiterações, comparações e oposições;
  • propiciar a fluidez e a organização textual;
  • adicionar novas informações;
  • preparar o leitor para o que está por vir.
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Impessoalização da linguagem: o que é e como usar?

A impessoalização da linguagem é uma das principais características de um texto formal, sobretudo do tipo dissertativo-argumentativo, cobrado na maioria das redações de concursos e vestibulares.

Isso porque em textos formais muitas vezes é preciso omitir os agentes da narrativa, ocultando a opinião pessoal, atenuando o diálogo e, consequentemente, adotando uma posição impessoal sobre a questão abordada.

Quer aprender mais sobre a impessoalização da linguagem e saber como usá-la corretamente? Então, acompanhe a leitura!

O que é impessoalização da linguagem?

A impessoalização da linguagem é uma técnica de construção textual que ajuda a eliminar ou atenuar a subjetividade em uma redação, sendo a impessoalidade essencial em textos dissertativos-argumentativos.

Isso porque, conforme mencionamos, além desse ser o tipo textual mais cobrado em vestibulares e concursos, ele também exige que um ponto de vista seja apresentado e defendido sem indícios de que se trata de uma opinião.

Em outras palavras, você não deve demonstrar que está expressando seu ponto de vista, porém ele acaba transparecendo de alguma forma no texto. Parece complexo, mas é bem simples. Para que você entenda melhor, veja o exemplo abaixo:

  • Ao invés de usar a frase: “acredito que as reuniões devem ser mais rápidas”, opte por: “reduzir o tempo das reuniões é fundamental para aumentar a produtividade da empresa”. 
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Estratégias argumentativas para melhorar sua redação

Enquanto argumentos são ideias interligadas e pautadas pela lógica que servem para sanar dúvidas ou explicar situações, estratégias argumentativas consistem na estruturação e apresentação dos argumentos para chegar a uma conclusão.

Segundo a tipologia textual, existem cinco tipos de texto: narrativo, descritivo, dissertativo, injuntivo e expositivo.

Em redações para vestibulares, o mais cobrado é o dissertativo, que se trata da defesa de um ponto de vista com base em fatos, dados e comprovações científicas.

O objetivo é avaliar a capacidade de apresentar, interpretar e argumentar em favor de uma tese a partir de conhecimentos, leituras e vivências.

Portanto, fazer uso de estratégias argumentativas é uma ótima alternativa para melhorar a qualidade da sua redação.

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Coesão textual – tipos e exemplos

Coesão textual é a estratégia de conexão entre as partes do texto. Ela é feita, basicamente, empregando pronomes, conjunções, sinônimos e outros elementos textuais de retomada.

Portanto, a coesão faz com que as palavras estejam bem conectadas em uma progressão de compreensão simples. Isso garante a amarração de cada parágrafo, estruturalmente falando, a fim de que seu texto não fique com frases soltas.

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Coerência textual – tipos e exemplos

Coerência textual consiste na garantia da relação lógica entre as ideias de um texto. Assim dizemos que um texto está coerente quando é possível entendê-lo de forma clara, sem contradições.

Para que isso ocorra no seu texto, é importante que você observe com atenção alguns pontos essenciais para a manutenção da coerência. São eles: 

  • Inter-relação entre os elementos do texto: todas as partes do texto devem estar inter-relacionadas. Ou seja, não fuja bruscamente do tema, tampouco mude bruscamente de assunto em parágrafos próximos. Tente realizar uma transição gradual entre os assuntos do texto. 
  • Progressão de ideias: fale sobre as novas faces do mesmo assunto, mas evite a repetição de ideias já mencionadas. Você deve conduzir o leitor para os demais elementos possíveis dentro do assunto em questão com cuidado para não ser prolixo e redundante.
  • Aprofundamento de conceitos: desenvolva de maneira mais aprofundada aquilo que você defende. Dizer apenas que concorda ou não ou que algo é certo ou errado, por exemplo, não basta. Explique de maneira detalhada as suas ideias.
  • Não contradição: não seja contraditório ao abordar a sua temática. Demonstre anuência em relação a um ponto de vista, pois o seu posicionamento deve ficar claro para o seu leitor.
  • Fundamentação de ideias: todo novo argumento de um texto deve estar fundamentado. Isso significa que é importante mostrar qual é o órgão, a instituição e/ou a pessoa notável que defende o mesmo que você, quais são os estudos e pesquisas que comprovam o seu argumento, quais são os exemplos reais e amplamente conhecidos que ilustram o que você defende etc.
  • Consistência e relevância: apresente argumentos consistentes, isto é, que façam sentido; e também apresente argumentos relevantes, que causem algum impacto em relação ao tema. Fuja dos clichês e dos achismos.
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Tipos de narrador: quais são e exemplos

O texto narrativo tem como objetivo central contar uma história e apresenta os seguintes elementos: narrador, personagem, tempo, espaço e enredo. Gêneros como novelas, romances, contos, fábulas e algumas crônicas, por exemplo, são basicamente narrativos.

Nesses tipos de textos, quem conta a história é o narrador, que pode ou não ser apresentado de forma explícita. Portanto, narrador é aquele que narra, conta o que se passa supostamente aos seus olhos; conta o que aconteceu, o que acontece, o que acontecerá, o que não aconteceu e também o que poderia ter acontecido.

Narrador x autor

É importante destacar que, de modo geral, a figura do narrador é diferente da figura do autor. O autor, ao criar a história, ele também cria o narrador. Claro que nada impede que autor também seja o narrador, por isso existem os textos do gênero autobiografia, em que o autor conta a história da própria vida.

Contudo, na maioria das vezes não é isso que acontece, e o autor cria uma história fictícia com um narrador também fictício. Como consequência, geralmente o narrador conta a história sob o seu ponto de vista, a sua perspectiva dos fatos, e a isso damos o nome de foco narrativo ou simplesmente tipos de narrador.

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Redação no Enem: passo a passo para a nota mil

Uma redação nota mil no Enem tornou-se o sonho de muitos jovens brasileiros nos últimos anos. No entanto, escrever uma boa redação dissertativa-argumentativa nesse exame vai muito além de escrever de forma coerente e sem erros de português.

A banca do Enem possui regras bem específicas, e você deve conhecê-las para não perder ponto à toa. Portanto, veja a seguir como você será avaliado e as principais dicas que o Clube separou para você fazer uma redação nota mil no Enem!

Conheça as cinco competências do Enem 

As competências do Enem são os critérios que norteiam a avaliação da sua redação pela banca examinadora. Para cada competência, o corretor aplica uma nota de 1 a 5, sendo:

1 – Descumprimento total da competência;

5 – Desenvolvimento pleno da competência.

Vejamos cada uma.

Competência I: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

A primeira competência da Matriz de Referência do Enem avalia o domínio que o candidato possui da norma culta da Língua Portuguesa. Na prática, o que a banca espera do candidato é um léxico variado, respeito à ortografia e boas estruturas sintáticas, a fim de garantir uma leitura fluida e clara.

Contudo, é importante não confundir léxico variado, que é um amplo conhecimento e emprego de palavras, com preciosismo linguístico!

O preciosismo é um vício de linguagem que consiste no uso excessivo de palavras rebuscadas e não usuais, o famoso “falar difícil”. Muitos pensam que isso automaticamente passa certa credibilidade e demonstra domínio da língua, enquanto, na verdade, esses vocábulos afastam a clareza e a inteligibilidade imediata do leitor. Portanto, evite correr riscos e aposte numa linguagem simples, porém correta.

No mais, preocupe-se principalmente com a forma como seus períodos são construídos, certificando-se de que eles estão completos e contribuem para a fluidez da leitura. De modo geral, prefira orações na ordem direta e períodos curtos, entre duas e três linhas, no máximo. 

De qualquer forma, para dominar esta competência, não há outro caminho a não ser muita leitura e estudo da gramática normativa.

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Tipologia textual: conceito e exemplos

A tipologia textual trata das diferentes formas de organização e apresentação linguística de um texto. Também conhecido apenas como tipo textual ou ainda modo de organização do discurso e modo textual, esse tipo de classificação de um texto se dá por meio dos seus aspectos sintáticos, dos tempos verbais empregados, das relações lógicas, do objetivo comunicativo, etc. 

Existem cinco categorias de texto dentro da tipologia textual:

  1. Texto narrativo;
  2. Texto descritivo;
  3. Texto dissertativo (informativo ou argumentativo);
  4. Texto injuntivo;
  5. Texto dialogal.

Neste artigo, vamos falar sobre cada uma delas e trazer exemplos. Vejamos!

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