Língua Portuguesa e Literatura para o Enem

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Letramento literário – conceito e propostas de aplicação

Muito mais que ler e escrever, quando falamos de letramento literário nos referimos ao campo da formação do leitor por meio da literatura e seus clássicos. Em outras palavras, o letramento literário consiste em uma continuação da alfabetização propriamente dita, ou seja, o processo de letramento da criança é realizado com o auxílio dos textos literários. 

Além da leitura em si, o letramento literário faz com que as crianças aprendam a consumir a literatura de forma crítica, tornando-a parte de seu cotidiano e vivência. Assim, elas passam a identificar seus sentimentos e ações com base em personagens e outras realidades expostas nos livros, estimulando a imaginação e a criatividade. 

Neste artigo, vamos abordar esse conceito de forma detalhada. Acompanhe a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre o termo. 

Conceito

O letramento literário consiste em dois conceitos: o de letramento, que é a vivência das práticas sociais por meio da escrita, e o de literário, que se trata de uma forma de arte construída pelas palavras. 

Dessa forma, o termo se refere ao caminho que deve ser percorrido para alfabetizar as crianças em todos os aspectos. Em outras palavras, o processo ocorre não somente pelo incentivo de leituras superficiais, como também por intermédio das leituras que estabelecem contextualização, atualização do conhecimento e aprendizado crítico. 

É pelo estímulo dos mais diversos tipos de leitura, como das obras clássicas, por exemplo, que construímos o letramento literário. Essa prática tem o intuito de discutir de forma crítica o que foi lido, provocando reflexões e gerando novos resultados. 

Portanto, ainda que se pense que a leitura é apenas um ato de decodificar palavras, não é assim que o letramento literário funciona. Com ele, a leitura atua como um meio para que o aluno interprete o mundo de forma crítica. Para isso, tanto a escola quanto os professores são essenciais neste processo. 

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Como ensinar o alfabeto para crianças?

O reconhecimento das letras é a premissa da alfabetização. Em outras palavras, para saber ler e escrever, antes de tudo, é necessário conhecer o alfabeto. Nesse cenário, é muito comum que as crianças tenham interesse nas letras que formam o seu nome, o de seus pais, o nome das cores favoritas e assim por diante. 

No entanto, uma dúvida muito comum sobre o assunto é: como ensinar o alfabeto para crianças? Algumas tendem a aprender rapidamente, enquanto outras precisam de estímulos maiores. Neste artigo, vamos falar detalhadamente sobre as diversas formas de ensinar as letras. Acompanhe!

Quais são as fases da alfabetização?

Para saber como ensinar o alfabeto para os pequenos, é preciso entender primeiro quais são as fases da alfabetização. Neste processo, cada criança é única e possui um ritmo de aprendizagem diferente. Contudo, em cada idade, é normal que apresentem determinadas características em comum relacionadas à leitura e à escrita. Vamos conhecê-las!

0 a 3 anos 

A primeira fase da alfabetização se inicia quando ainda se é um bebê. Desde novinhos, os pequenos já demonstram interesse por ouvir as histórias contadas pelos pais. É fundamental que isso seja estimulado e realizado diversas vezes. Isso porque a repetição faz parte do processo de familiarização com as palavras.

4 a 5 anos 

Entre 4 e 5 anos, as crianças já estão familiarizadas com as letras e, por isso, é comum que já saibam escrever o próprio nome e reconheçam algumas palavras. Nessa faixa etária, algumas delas já conseguem redigir frases curtas e se interessam por histórias mais longas. 

6 a 7 anos 

A partir dos 6 anos, as crianças já são capazes de escrever frases e textos curtos. No entanto, nessa fase, são muitos os erros ortográficos que aparecem, o que é normal e esperado pela idade. 

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Percepção visual e alfabetização – entenda a relação

Talvez você ainda não saiba, mas a visão é a grande responsável pelo aprendizado de uma imensidão de coisas. No entanto, para que o cérebro consiga processar as informações que são registradas pelos olhos, é necessário que a percepção visual não apresente nenhum problema. 

Quando falamos em aprender a ler e a escrever, por exemplo, a percepção visual e a alfabetização caminham lado a lado. Isso porque o reconhecimento e a interpretação dos estímulos visuais são fundamentais para o progresso da aprendizagem.

Isso significa que, ainda que uma criança enxergue bem, se ela apresentar dificuldades em compreender e processar as informações visuais captadas pelos seus olhos, ela será prejudicada no ensino da leitura e da escrita. 

Para entender melhor, neste artigo, vamos falar detalhadamente sobre a relação entre a percepção visual e a alfabetização. Acompanhe!

O que é percepção visual?

A percepção visual consiste na capacidade do cérebro de compreender, interpretar e organizar os mais diversos estímulos captados pelos olhos. Ainda que a maioria das pessoas nasça com um sistema visual pronto para funcionar, é a partir das experiências que ele vai aprender a atribuir um significado àquilo que os olhos veem. 

Em outras palavras, para que um objeto seja percebido, ele precisa, antes de tudo, de uma classificação, ou seja, um ato de compreensão que permite que a pessoa saiba o que ele é e para que funciona. Esse é o papel da percepção visual, interpretar as informações que os olhos recebem. 

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Consciência fonêmica – o que é e como estimular?

A consciência fonêmica consiste no conhecimento sobre um fonema e na habilidade em identificar, segmentar, misturar e manipular os diferentes sons existentes nas palavras. 

No contexto da alfabetização, as crianças precisam desenvolver a consciência fonêmica antes de aprender a ler. Isso porque é fundamental que tenham a capacidade de reconhecer e compreender que a linguagem é composta de sons individuais. 

De forma geral, as crianças adquirem consciência fonêmica a partir do momento em que:

  • conseguem distinguir o primeiro ou o último som de uma palavra;
  • combinam os sons de uma palavra separadamente para soletrá-la;;
  • fazem o reconhecimento de palavras que se iniciam com o mesmo som;
  • sabem fragmentar uma mesma palavra em sons separados.

Neste artigo, vamos falar detalhadamente sobre o assunto. Continue a leitura!

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Qual o papel do fonoaudiólogo na alfabetização?

Durante toda a infância, as crianças passam por períodos de evolução. Isso acontece desde muito novas, quando precisam aprender a sentar, andar, falar e ainda a expressar a sua individualidade. Dentre todas essas experiências, uma que se destaca é a alfabetização, um dos maiores desafios da vida dos pequenos. 

Nesse contexto, algumas crianças demonstram dificuldades nesse processo, o que pode ser considerado normal de acordo com o ritmo de cada estudante. Contudo, quando o problema persiste, pode ser importante buscar o auxílio de um fonoaudiólogo para auxiliar a alfabetização. 

Para que você entenda melhor qual o papel desse profissional quando o assunto são as dificuldades no processo de aprendizagem da leitura e da escrita, acompanhe este artigo até o fim, que iremos explicar! 

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Psicogênese da língua escrita – conceito, características e fases

A área da educação é repleta de metodologias e teorias. Dentre elas, temos a psicogênese da língua escrita, ou psicogênese da escrita, como também é chamada. Trata-se de uma abordagem teórica que estuda como o pensamento da criança se comporta durante o processo de aprendizagem da leitura e da escrita. 

Neste artigo, você vai entender o que é essa teoria, na prática, quais são as fases no processo de alfabetização e como ela se aplica na educação infantil. Continue a leitura!

Psicogênese da língua escrita.

O que é a psicogênese da língua escrita?

Segundo o dicionário Oxford na internet, a psicogênese consiste na origem e desenvolvimento dos processos psicológicos ou mentais. Isso significa que o termo se refere à análise do comportamento da mente ou da personalidade, diante de fatos, atividades e experiências psicológicas. 

Quando falamos sobre a alfabetização, sabemos que o contato com a leitura e a escrita é um dos maiores marcos de aprendizagem para as crianças. Com base nisso, a psicogênese da língua surgiu para que o processo de aprender a ler e a escrever seja visto muito além do convencional. 

Em outras palavras, as autoras dessa teoria, a psicóloga Emília Ferreiro e a psicopedagoga Ana Teberosky, descobriram que havia uma falha de rendimento nas crianças em fase de alfabetização. Chegaram, então, à conclusão que, antes de os alunos desenvolverem e compreenderem o alfabeto, eles construíam diversas hipóteses sobre a escrita.

Conforme as autoras, as crianças são leitoras do seu mundo, antes mesmo de se alfabetizarem. Por essa razão, a aprendizagem da leitura e da escrita não pode ser feita de maneira mecânica. 

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Leitura colaborativa – o que é e como fazer?

A leitura colaborativa ou compartilhada, como também é chamada, consiste em uma estratégia que visa melhorar o desempenho da compreensão leitora dos alunos. Em outras palavras, trata-se de uma atividade na qual os estudantes realizam a compreensão de um texto específico, com a mediação do professor.

Por meio dessa prática, é possível avaliar os conhecimentos prévios de um determinado tema, fazer levantamento de conclusões, trabalhar a intertextualidade e ainda identificar valores apresentados pelo autor do texto. Neste artigo, vamos falar um pouco sobre a importância da leitura colaborativa e qual o papel do professor nesse método. Acompanhe!

Qual é a importância da leitura colaborativa?

A prática da leitura colaborativa contribui para que os alunos melhorem a sua capacidade leitora. Em outras palavras, mais do que ler um texto, por intermédio desse método, o professor ensina aos alunos estratégias para que consigam atribuir sentido ao que foi lido, bem como para que a compreensão seja a melhor possível. 

Ainda que pareça simples, na leitura colaborativa, o professor não apenas orienta, como também corrige os alunos sempre que necessário. Além disso, essa técnica pode ser utilizada desde os anos iniciais até o ensino superior. Nesse último cenário, a finalidade é compartilhar as visões de mundo para uma melhor produção do conhecimento. 

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Leitura extensiva e intensiva – quando e como usar cada uma?

A leitura extensiva é um método que consiste no ato de ler textos longos para desenvolver melhores habilidades leitoras. Já a leitura intensiva significa ler textos de forma detalhada, com objetivos específicos. Para entender melhor a diferença entre uma abordagem e outra, neste artigo, vamos falar sobre o tema de forma mais detalhada. Acompanhe!

O que é leitura extensiva?

Praticar a leitura extensiva é ler o máximo possível, sem se importar com o objetivo do texto ou com o significado de palavras desconhecidas. Em outros termos, o ato de ler extensivamente está associado a um baixo nível de esforço e foco, isso porque esse tipo de leitura deve ser uma experiência prazerosa e divertida. 

Quanto mais extensa for a leitura, mais exposto o leitor estará de novos vocabulários, permitindo assim a ampliação de seu conhecimento. No geral, para ler extensivamente, o texto precisa ser interessante, adequado ao nível do leitor e ainda promover relaxamento.

Em outras palavras, como a leitura extensiva é realizada por longos períodos de tempo, é preciso ter cuidado para selecionar textos que prendam a atenção, estejam de acordo com a compreensão do vocabulário e ajudem a desenvolver um caminho mental de ideias. 

Dentre os principais materiais de aprendizagem de ideias para a prática da leitura extensiva, podemos destacar:

  • livros autobiográficos;
  • revistas e jornais;
  • livros de literatura;
  • contos de fadas
  • dentre outros. 

A leitura extensiva deve ser feita em períodos mais longos, isso porque, nessa abordagem, é necessário dispor de mais tempo para ler. Além disso, desse modo, o processamento mental ocorre de forma mais profunda. Ao realizar a leitura extensiva, é fundamental estar relaxado e em um ambiente calmo para que a leitura seja associada a um momento prazeroso. 

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Transcrição fonética – conceito, função e exemplos

A transcrição fonética consiste em um sistema de símbolos que tem como finalidade representar os sons da fala. No entanto, mais do que símbolos que transcrevem vogais e consoantes de todas as línguas, a transcrição fonética também apresenta outros fatores da pronúncia, como os acentos e a tonicidade, por exemplo. 

Além disso, ela se difere de região para região e de pessoa para pessoa, isso porque ela simboliza os diferentes sotaques que existem. Neste artigo, vamos saber mais sobre esse assunto. Acompanhe!

Sobre a transcrição fonética

Os símbolos fonéticos são determinados pelo IPA – The International Phonetic Alphabet, que, em tradução livre, significa Alfabeto Fonético Internacional. Eles estão diretamente associados com as letras do alfabeto, com algumas exceções. 

Na transcrição fonética, os símbolos são escritos entre colchetes [ ], a utilização do til indica a nasalização da vogal, e o uso do apóstrofo antes de uma sílaba faz referência a sua tonalidade. 

Por intermédio das transcrições, é possível visualizar melhor a fala, com a utilização de seus sinais gráficos próprios. Além disso, elas permitem que o professor alfabetizador reflita melhor sobre os conflitos entre a fala (pronúncia) e a escrita (ortografia). 

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Neurociência e alfabetização – qual a relação entre as duas áreas?

Os estudos da área de neurociência contribuem muito para o processo de alfabetização. Neste artigo, vamos explicar a relação entre as duas áreas. Confira!

Alfabetizar uma criança consiste em ensiná-la a ler e a escrever, sendo estes, passos importantes para a sua autonomia. No entanto, muito tem se questionado sobre a neurociência e a alfabetização, ou seja, o quanto a área que estuda o cérebro pode influenciar diretamente no processo de aprendizagem?

A neurociência tem tido um papel fundamental na explicação do desenvolvimento das crianças no período da alfabetização. Diversos estudos apontam a interação e a contribuição dos aspectos neurobiológicos, ambientais e socioemocionais como fatores decisivos nas dificuldades de aprendizagem.

No artigo de hoje, vamos mostrar que a neurociência e a alfabetização são complementares e vamos entender qual o papel do educador nesse processo. Confira!

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